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Florianópolis é o 4º destino mais buscado do Sul para férias de julho

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As férias de julho em Florianópolis colocam a capital catarinense como o quarto destino mais buscado da região Sul para o recesso de inverno de 2026. Os dados integram um levantamento recente divulgado pela plataforma de reservas Booking.com. No ranking regional, a cidade fica atrás apenas de Gramado (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Curitiba (PR), municípios que já possuem um histórico consolidado de atração de turistas em períodos de baixas temperaturas.

O desempenho no cenário regional ocorre de forma consecutiva a outro indicador de crescimento. No ano anterior, a cidade registrou um aumento de 108% nas buscas realizadas por turistas estrangeiros para o mês de julho de 2025. Esse volume de pesquisas colocou a capital catarinense em terceiro lugar no ranking nacional de destinos mais procurados pelo público internacional na época, atrás somente do Rio de Janeiro (RJ) e de Búzios (RJ).

O impacto das férias de julho em Florianópolis na rede hoteleira

A manutenção da demanda no meio do ano aponta para uma descentralização do turismo na cidade. Florianópolis, que concorre tradicionalmente no segmento de sol e mar durante o verão, passa a disputar o fluxo turístico com locais de clima frio devido a um conjunto de atrativos que ampliam a permanência do visitante. A infraestrutura urbana combina a rede de praias com opções de gastronomia, roteiros em bairros históricos, passeios culturais e equipamentos de lazer diversificados.

O reflexo direto dessa procura contínua incide sobre os índices de ocupação hoteleira. Os dados das plataformas de reservas indicam ampla disponibilidade de leitos distribuídos estrategicamente em regiões como o Centro, a Lagoa da Conceição, Jurerê e o Norte da Ilha. Em períodos de alta demanda invernal, a diversidade de opções de hospedagem é acompanhada por um aumento na taxa de ocupação, o que consequentemente gera pressão sobre as tarifas praticadas pelo setor.

Dinâmica no setor de serviços e alimentação

Além da hotelaria, o fluxo de visitantes reverbera de forma imediata no setor de serviços e alimentação. A alta procura por hospedagem impulsiona o consumo fora da rede hoteleira, beneficiando diretamente restaurantes, bares, polos gastronômicos e o comércio local.

A oferta de alimentação da cidade atua como um dos vetores para a circulação de renda associada à economia da experiência. Regiões de base histórica e forte apelo gastronômico, como Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, mantêm um fluxo constante de atendimento, provando que o consumo do turista se estende muito além do quarto de hotel.

Comportamento do viajante e consolidação do destino

O crescimento no volume de buscas também reflete um avanço na jornada de compra do consumidor. Um levantamento sobre comportamento do viajante internacional, citado no Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025‑2027, da Embratur, aponta que a capital catarinense aparece de forma consistente nas diversas etapas de planejamento do turista, desde a fase de inspiração até a busca efetiva por hospedagem e passagens.

Do ponto de vista mercadológico, esse comportamento sugere que a presença da cidade nas pesquisas tem se convertido em intenção real de viagem, não se tratando apenas de visibilidade momentânea. Os números de buscas e o engajamento nas plataformas indicam que Florianópolis opera, na prática, de maneira consolidada no calendário de inverno, desvinculando sua viabilidade econômica turística exclusivamente dos meses de alta temporada.