As Deeptechs brasileiras passaram a ser alvo de um diagnóstico nacional conduzido pelo Sebrae Startups para identificar o estágio de desenvolvimento dessas empresas e os principais desafios enfrentados na transformação de pesquisas científicas em negócios inovadores. A iniciativa reúne informações que servirão de base para programas de apoio, políticas públicas e estratégias voltadas ao fortalecimento do setor.
O levantamento chega em um momento de expansão do ecossistema de inovação no país, buscando identificar obstáculos que ainda limitam o crescimento de startups de base científica. Os dados também devem facilitar a aproximação entre empreendedores, investidores, grandes empresas e instituições de pesquisa, ampliando oportunidades para tecnologias de alto impacto.
DEEPTECHS: MAPEAMENTO IDENTIFICA DESAFIOS DO SETOR
A pesquisa foi desenvolvida para traçar um panorama inédito das deeptechs no Brasil, analisando diferentes aspectos da trajetória dessas empresas. Entre os pontos avaliados estão o nível de maturidade tecnológica, o acesso a investimentos, a disponibilidade de infraestrutura científica, os desafios regulatórios, a proteção da propriedade intelectual e a capacidade de levar soluções ao mercado nacional e internacional.
Além disso, o estudo reúne informações sobre a origem das tecnologias desenvolvidas, o grau de intensidade científica dos projetos, o estágio de desenvolvimento tecnológico (TRL), as áreas de atuação e o perfil dos empreendedores. Também foram avaliadas as relações das startups com universidades, centros de pesquisa e a demanda por laboratórios especializados, certificações e acesso ao mercado.
POR QUE O DIAGNÓSTICO É RELEVANTE PARA AS DEEPTECHS
O objetivo do levantamento é identificar os principais gargalos enfrentados pelas startups de base científica desde a fase de pesquisa até a escala comercial. A expectativa é que os resultados orientem futuras iniciativas do Sebrae voltadas ao fortalecimento dessas empresas, incluindo mecanismos de fomento, capacitação e conexão com parceiros estratégicos.
O diagnóstico também permitirá compreender quais iniciativas apresentam maior potencial para acelerar o desenvolvimento das deeptechs brasileiras, contribuindo para transformar conhecimento científico em soluções com aplicação prática e impacto econômico.
ÁREAS ESTRATÉGICAS ESTÃO ENTRE AS MAIS REPRESENTADAS
O estudo abrange startups que atuam em segmentos considerados estratégicos para a inovação, como inteligência artificial, biotecnologia, saúde, agronegócio, novos materiais, energia, sustentabilidade, robótica, computação avançada e tecnologias espaciais.
A diversidade de áreas permite mapear as necessidades específicas de cada segmento e apoiar a formulação de ações mais direcionadas para impulsionar empresas intensivas em ciência e tecnologia.
RESULTADOS DEVEM AMPLIAR CONEXÕES NO ECOSSISTEMA
Além de colaborar com a construção de um panorama nacional das deeptechs, as startups participantes puderam optar por integrar a Vitrine Deeptechs, iniciativa que amplia a visibilidade diante de investidores, grandes empresas e parceiros do ecossistema de inovação.
As informações reunidas pelo diagnóstico deverão servir de base para novas ações de incentivo ao setor, fortalecendo a conexão entre pesquisa científica, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico nos próximos ciclos de inovação.
Com informações de Portal SEBRAE


