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Redução no valor da cesta básica em Florianópolis beneficia consumidores locais

O valor da cesta básica em Florianópolis apresentou redução em setembro, seguindo a tendência observada em 22 das 27 capitais brasileiras. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 8 de outubro, pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

QUEDA EM FLORIANÓPOLIS

Em Florianópolis, o custo médio da cesta básica caiu 1,46%, chegando a R$ 811,07. Dos 13 produtos avaliados, 11 registraram diminuição nos preços. O maior destaque foi a batata, com redução de 11,62%. Outros itens que contribuíram para a queda foram manteiga (-6,24%), feijão preto (-5,68%), tomate (-5,45%), arroz agulhinha (-3,24%), farinha de trigo (-2,98%), leite integral (-2,30%), óleo de soja (-1,11%), açúcar refinado (-0,97%), carne bovina de primeira (-0,38%) e café em pó (-0,29%).

ACUMULADO DO ANO

No acumulado de dezembro de 2024 a setembro de 2025, nove produtos apresentaram redução de preços na capital catarinense. O feijão preto caiu 38,42%, a batata 32,56% e o arroz agulhinha 28,95%. Outros produtos com queda foram açúcar refinado (-9,72%), farinha de trigo (-5,01%), óleo de soja (-4,47%), manteiga (-3,20%), banana (-2,39%) e carne bovina de primeira (-1,53%).

VARIAÇÃO NOS ÚLTIMOS 12 MESES

No recorte dos últimos 12 meses, oito produtos registraram diminuição de preços. A batata apresentou a maior queda (-52,57%), seguida por feijão preto (-36,59%) e arroz agulhinha (-31,60%). Também houve redução nos preços da banana (-10,79%), açúcar refinado (-8,75%), farinha de trigo (-7,45%), manteiga (-3,22%) e leite integral (-0,18%).

CENÁRIO NACIONAL

Em âmbito nacional, as capitais que registraram maiores reduções em setembro foram Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74), Natal (R$ 610,27) e João Pessoa (R$ 610,93). O maior custo da cesta básica foi registrado em São Paulo (R$ 842,26).

TRANSPARÊNCIA NOS PREÇOS

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, “a redução do custo da cesta básica em boa parte das capitais é sinal de que as políticas do Governo do Brasil de abastecimento e apoio à produção de alimentos estão funcionando. A Conab e o Dieese trabalham para garantir transparência nos preços e contribuir com ações que assegurem comida de qualidade e a preços justos na mesa das famílias brasileiras”.

PRINCIPAIS PRODUTOS

O tomate teve queda em 26 capitais, variando de -47,61% em Palmas a -3,32% em Campo Grande, devido ao aumento da oferta nacional. Apenas Macapá registrou alta (4,41%). O arroz agulhinha ficou mais barato em 25 capitais, com destaque para Natal (-6,45%), Brasília (-5,33%) e João Pessoa (-5,05%). A única alta ocorreu em Vitória (1,29%).

O açúcar apresentou queda em 22 capitais, influenciado pelo aumento da produção nas usinas paulistas e pelo cenário internacional. Já o café em pó caiu em 14 capitais, apesar da valorização internacional, enquanto a batata registrou redução em 10 capitais do Centro-Sul, motivada pelo avanço da colheita da safra de inverno.

A carne bovina de primeira apresentou queda em 11 capitais, com as maiores reduções em Macapá (-2,41%), Natal (-1,13%) e São Luís (-1,03%). Em 16 capitais, houve alta nos preços, com destaque para Vitória (4,57%).

TENDÊNCIA TRIMESTRAL

Entre julho e setembro de 2025, os preços dos alimentos caíram em 25 das 27 capitais pesquisadas. Fortaleza registrou a maior redução (-8,96%), passando de R$ 738,09 em julho para R$ 677,42 em setembro. Apenas Macapá (0,94%) e Campo Grande (0,63%) apresentaram elevação.

PARCERIA CONAB E DIEESE

A coleta de preços foi expandida para todas as 27 capitais em 2025, reforçando a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados completos começaram a ser divulgados em agosto, com base nos dados de julho.

Com informações da Secretaria de Comunicação Social


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Francine Canto Boico

Francine Canto Boico é jornalista multimídia com mais de 20 anos de experiência profissional na área de comunicação, educação e cultura. Pós-graduada em Jornalismo Digital e mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia pela UDESC, é diretora e editora-chefe do Conecta SC.

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