Frente Parlamentar na Alesc propõe apoio permanente ao Carnaval Catarinense
A criação da Frente Parlamentar na Alesc em defesa do Carnaval foi oficializada nesta quarta-feira (25), em Florianópolis, após dados apontarem que a festa injetou mais de R$ 510 milhões na economia de Santa Catarina em 2026. A instalação ocorreu no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Os números da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo indicam crescimento de 10% no impacto econômico do Carnaval no Estado em relação a 2025. No país, a movimentação ultrapassou R$ 18,6 bilhões, consolidando a festa como um dos principais motores da economia criativa.
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FRENTE PARLAMENTAR NA ALESC BUSCA CONSOLIDAR O CARNAVAL COMO POLÍTICA PÚBLICA
A nova frente é liderada pela deputada estadual Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Casa. O grupo pretende fortalecer o Carnaval como expressão cultural, artística e social, além de ampliar o diálogo entre Parlamento, produtores culturais e poder público.
Entre as prioridades estão políticas de fomento, financiamento, reconhecimento do Carnaval como patrimônio cultural e garantia de estrutura adequada para as manifestações em diferentes regiões do Estado.
O presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD), destacou a função das frentes parlamentares como instrumento de aproximação com a sociedade. “Por meio das frentes parlamentares, essa aproximação se potencializa”, afirmou.
IMPACTO ECONÔMICO DO CARNAVAL SUSTENTA DEBATE NO LEGISLATIVO
Além do impacto em Santa Catarina, os dados nacionais reforçam o peso econômico da festa, com destaque para setores como turismo, serviços, bares e restaurantes.
A deputada Luciane Carminatti afirmou que a frente nasce para estruturar uma agenda permanente de defesa da cultura popular. “A Frente Parlamentar nasce com o objetivo de dar visibilidade institucional às demandas do setor e articular ações em defesa do Carnaval em todas as suas formas. O Carnaval vai muito além dos desfiles e mantém viva a identidade do nosso povo”, declarou.
Ela ressaltou ainda que o Carnaval de Passarela de Florianópolis é considerado o terceiro maior do país e citou o Programa de Incentivo à Cultura (PIC), que possui orçamento estadual de R$ 75 milhões. “Temos 81 projetos no Estado aptos a captar recursos e que poderiam ser financiados”, afirmou.
SETOR DEFENDE CIDADE DO SAMBA EM SANTA CATARINA
Participaram da instalação os deputados Marquito (Psol) e Mário Motta (PSD), além de representantes do Ministério da Cultura e entidades carnavalescas.
O presidente da Aliessc e da Liesf, Joel Costa Júnior, classificou o momento como histórico. “O Carnaval de Santa Catarina movimentou mais de R$ 500 milhões e, no país, mais de R$ 18 bilhões. O Carnaval precisa desse espaço para seu fomento. Esperei 15 anos por esse momento. O Carnaval passa a ser reconhecido como política pública permanente de cultura, emprego e renda”, afirmou.
Entre as principais demandas apresentadas está a criação de uma Cidade do Samba em Santa Catarina, apontada como prioridade para centralizar e profissionalizar a produção da festa.
Com a formalização da frente parlamentar, o tema passa a integrar a agenda permanente do Legislativo estadual, com articulação prevista entre deputados, setor cultural e órgãos do Executivo.
Com informações da Agência ALESC.





