Avançar para o conteúdo
Mesmo antes da formalização de novas medidas pelo governo norte-americano, os pequenos negócios brasileiros já viam a chamada "guerra tarifária" como um grande obstáculo ao seu crescimento. Uma sondagem conduzida em junho pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que, para a maioria dos empreendedores, o aumento de tarifas comerciais representa mais riscos do que oportunidades. TARIFAS EM DISPUTA INTERNACIONAL E IMPACTOS LOCAIS Você já se perguntou como decisões de líderes globais, como o presidente dos Estados Unidos, podem impactar um pequeno negócio do interior do Brasil? Segundo a pesquisa “A guerra tarifária entre os Estados Unidos e outros países”, mais de 60% dos microempreendedores e donos de pequenos negócios já tinham conhecimento prévio das ameaças feitas por Donald Trump antes mesmo do anúncio formal. E a percepção foi clara: tarifas mais altas são ruins para os negócios, especialmente no setor do comércio, onde 50,7% dos entrevistados enxergaram efeitos negativos imediatos. UMA ECONOMIA QUE RESISTE, MESMO SOB PRESSÃO Em meio ao cenário global tenso, os pequenos negócios brasileiros mostram sua força. E essa força tem nome: resiliência. Segundo Décio Lima, presidente do Sebrae: “A leitura que fazemos da pesquisa é que não há nenhum efeito positivo no processo provocado pela guerra tarifária. É hora de mostrar a grandeza econômica brasileira. O Brasil é muito maior do que um agravante de fronteiras. E a pequena economia está mostrando isso. Portanto, vamos firmes, enfrentar as adversidades. Nós precisamos acreditar em nós mesmos, na nossa economia, na capacidade de negociação do atual governo, na nossa capacidade de resiliência e de gerar mudanças.” ABERTURA DE NEGÓCIOS SEGUE EM ALTA E FORTALECE O CENÁRIO Mesmo diante de incertezas externas, os brasileiros seguem empreendendo. No primeiro semestre de 2025, mais de 2,6 milhões de novos pequenos negócios foram abertos no país. O destaque vai para os MEIs, cujo número de novas formalizações cresceu 13,2% em relação a junho de 2024. As micro e pequenas empresas também evoluíram, com alta de 3,8%. E o impacto disso vai além da formalização: essas empresas são hoje responsáveis por mais de 60% dos empregos formais gerados no Brasil até maio de 2025. EXPORTAÇÃO EM ALTA: PEQUENOS NEGÓCIOS GANHAM O MUNDO Apesar da baixa participação no volume financeiro global (apenas 0,9% das exportações), os pequenos negócios já representam 41% do total de empresas exportadoras brasileiras. E o crescimento é expressivo: nos últimos 10 anos, o número de pequenos empreendimentos exportando saltou 120%, enquanto médias e grandes cresceram 29% no mesmo período. A maior parte dessas exportações vai para países do continente americano: 28% para a América do Sul 24% para a América do Norte 7% para América Central e Caribe DIVERSIFICAÇÃO SETORIAL IMPULSIONA EXPORTAÇÕES Os setores que mais impulsionaram esse avanço foram: Indústria da transformação: responde por 72,4% do valor exportado por pequenos negócios – com crescimento de 128% entre 2013 e 2023. Pequenas propriedades rurais: com 18,5% de participação, cresceram impressionantes 336% no mesmo período. Indústria extrativa: corresponde a 4,4% do total exportado e teve aumento de 309% em 10 anos. Em 2023, os pequenos negócios movimentaram US$ 2,8 bilhões em exportações — o maior volume da série histórica desde 2020, atrás apenas de 2021 e 2022. PEQUENOS NEGÓCIOS TÊM OPINIÃO FORTE SOBRE CENÁRIOS INTERNACIONAIS A percepção do cenário internacional entre os empreendedores também é destaque no levantamento. Veja os dados: Você já ouviu falar sobre a guerra tarifária entre os Estados Unidos e outros países? Sim, já ouvi falar: Médias e grandes empresas – 67,5% MEIs – 62,6% Micro e pequenas empresas – 67,4% Sim, conheço bem o assunto: Médias e grandes – 26,3% MEIs – 13,2% Micro e pequenas empresas – 20,7% Não, não sei do que se trata: Médias e grandes – 6,2% MEIs – 24,2% Micro e pequenas empresas – 11,9% O FUTURO DOS PEQUENOS: DESAFIOS GLOBAIS, FORÇA LOCAL É inegável: os pequenos negócios são a espinha dorsal da economia brasileira. Enfrentam crises, se reinventam, crescem. Mesmo quando o cenário externo parece desfavorável, eles continuam mostrando que têm fôlego – e visão de futuro. A pergunta que fica é: o Brasil está pronto para proteger e impulsionar ainda mais esse segmento diante de um mundo em disputa tarifária? A resposta, ao que tudo indica, vem sendo construída todos os dias, por milhões de empreendedores em cada esquina do país. Fonte: Agência Sebrae

Pequenos negócios veem guerra tarifária como ameaça

Mesmo antes da formalização de novas medidas pelo governo norte-americano, os pequenos negócios brasileiros já viam a chamada “guerra tarifária” como um grande obstáculo ao seu crescimento. Uma sondagem conduzida em junho pelo Sebrae em… 

Os países do Brics lançaram oficialmente nesta segunda-feira (7) a Parceria para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas (DSDs). O objetivo é fortalecer a cooperação, mobilizar recursos e avançar esforços coletivos para a eliminação integrada dessas doenças, que têm sua incidência agravada pela pobreza, desigualdade social e barreiras de acesso à saúde, o que faz com que sejam mais prevalentes no Sul Global. A ideia é que os países se unam para eliminar doenças que, muitas vezes, não afetam países ricos e, portanto, não são consideradas na destinação de recursos para pesquisas nesses países. A parceria incluirá as doenças que são reconhecidas como DSDs pelos países membros do Brics, de acordo com as realidades de cada um deles. Entre as doenças que deverão entrar no escopo da ação estão: tuberculose, hanseníase, malária e dengue. Até o momento, fazem parte da parceria os 11 países do Brics ─ Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia – além da Malásia, Bolívia e Cuba, países parceiros do fórum, que também aderiram à medida. Os países deverão se unir para a promoção de pesquisa e desenvolvimento de abordagens inovadoras para saúde, vacinas, prevenção, detecção precoce, diagnóstico e tratamento. Além disso, deverão incentivar investimentos internacionais ampliados, fortalecendo esforços diplomáticos para colocar a eliminação das DSDs no centro da agenda global de saúde e buscar a priorização dessa questão em fóruns multilaterais e regionais. A iniciativa, que foi discutida nas reuniões que antecederam a Cúpula de Líderes do grupo, constou também da Declaração Final da 17ª Reunião de Cúpula, a Declaração do Rio de Janeiro, divulgada neste domingo (6). O tema foi uma das oito prioridades escolhidas pela presidência brasileira do Brics na área da saúde e teve como inspiração o Programa Brasil Saudável, que tem como objetivo enfrentar problemas sociais e ambientais que afetam a saúde de pessoas em maior vulnerabilidade social. Nesta segunda, o Brics divulgou documento específico que detalha a nova parceria. O texto inclui a utilização de tecnologias inovadoras, como a inteligência artificial, para o combate das doenças. “Para atingir os objetivos da parceria, os membros promoverão e ampliarão iniciativas existentes voltadas para o fortalecimento do manejo de casos, expansão do acesso a áreas remotas e de difícil alcance, melhoria das condições de saneamento e habitação, combate à desnutrição e à pobreza, e aproveitamento de tecnologias inovadoras — como inteligência artificial, diagnóstico de doenças, terapêuticas, desenvolvimento de medicamentos e vacinas, plataformas digitais interoperáveis, sistemas de notificação harmonizados, mecanismos de detecção precoce, vigilância, intercâmbio de dados em tempo real, regulação e ferramentas integradas de eliminação de doenças”, diz o texto. Objetivos A parceria terá cinco objetivos principais, alinhados às atividades de organizações internacionais como a Organização Mundial de Saúde (OMS): Reforçar sistemas de saúde resilientes e a prestação de serviços essenciais, garantindo o acesso equitativo a vacinas, prevenção, detecção precoce, diagnóstico, tratamento e educação em saúde para DSDs, fortalecendo serviços de saúde comunitária e focando em populações em situação vulnerável nas regiões mais afetadas por DSDs, avançando também na Cobertura Universal de Saúde (CUS); Fortalecer ações intersetoriais sobre os determinantes sociais, econômicos e ambientais da saúde, adotando uma abordagem integral de governo e sociedade; Expandir a colaboração em pesquisa, desenvolvimento, capacitação, inovação e transferência de tecnologia entre os membros, promovendo o compartilhamento de conhecimentos como estratégia para fortalecer a cooperação e impulsionar soluções inovadoras adaptadas às realidades locais para eliminação das DSDs; Advogar pela superação das barreiras financeiras à eliminação das DSDs, mobilizando recursos nacionais e internacionais e promovendo o engajamento com bancos de desenvolvimento, instituições financeiras, doadores e setor privado para garantir mecanismos sustentáveis e inovadores de financiamento; Alinhar posições sobre DSDs no âmbito das organizações internacionais, incluindo agências da Organização das Nações Unidas como a OMS e outros fóruns relevantes, além de partes interessadas do setor privado, facilitando a integração em estruturas mais amplas de cooperação internacional e assegurando alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável globais. Para isso, de acordo com o documento, os países irão recorrer a financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco do Brics, além do Banco Mundial e outros bancos multilaterais de desenvolvimento. Os países irão buscar também doadores e o apoio do setor privado por meio de iniciativas público-privadas.  O documento estabelece que os primeiros passos para o estabelecimento da parceria serão a realização de seminários técnicos, de atividades de capacitação e treinamento, além de reuniões da rede de pesquisa e engajamento com o NDB e outras instituições financeiras.

Países do Brics se unem para eliminar “doenças da pobreza”

Os países do Brics lançaram oficialmente nesta segunda-feira (7) a Parceria para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas (DSDs). O objetivo é fortalecer a cooperação, mobilizar recursos e avançar esforços coletivos para a eliminação integrada dessas doenças,… 

A Fundação Cultural de Lages (FCL) deu o primeiro passo rumo ao Carnaval de 2026, com uma reunião de trabalho realizada na tarde desta quinta-feira (03 de julho), reunindo representantes das escolas de samba e do carnaval lageano. O encontro teve como objetivo ouvir os carnavalescos, debater temas de interesse da comunidade e começar a planejar a retomada da festa que, no passado, fez de Lages uma referência no cenário catarinense. “Uma determinação da prefeita Carmen Zanotto é ouvir as pessoas para que, juntos, possamos realizar um grande evento. Gosto de trabalhar com planejamento e qualidade. Lages foi, no passado, uma referência para o carnaval de Santa Catarina e queremos fazer esse resgate”, destacou Carla Zonatto, superintendente da FCL. Participaram do encontro representantes das escolas Acadêmicos da Brusque, Leões da Serra, Princesa Isabel, Protegidos de São Carlos, Unidos da Vila, Urca e Sete de Setembro. Cada agremiação deverá agora elaborar um levantamento com seus objetivos e opiniões para o Carnaval, que será apresentado em novos encontros com a Fundação Cultural. A proposta é que o Carnaval de Lages, com o desfile das escolas de samba, volte a ocupar seu lugar de destaque no calendário cultural do Estado, movimentando não apenas a cultura local, mas também a economia e o turismo. Para isso, a FCL aposta no diálogo e na construção coletiva das decisões, criando bases sólidas para os desfiles e demais eventos carnavalescos dos próximos anos. Fonte: Rafael Araldi/Prefeitura de Lages

Lages inicia preparação para o Carnaval 2026

A Fundação Cultural de Lages (FCL) deu o primeiro passo rumo ao Carnaval de 2026, com uma reunião de trabalho realizada na tarde desta quinta-feira (03 de julho), reunindo representantes das escolas de samba e…