Santa Catarina gera 73,7 mil empregos em 2025 e supera média nacional de crescimento
No acumulado do ano, de janeiro a maio de 2025, a taxa de crescimento do emprego em Santa Catarina foi superior à taxa média nacional. SC teve taxa de crescimento de 2,87%, enquanto a média…












![O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (29/5), da cerimônia de retomada das operações do Porto de Itajaí (SC). Na ocasião, foram anunciados R$ 844 milhões para modernizar e ampliar a capacidade do porto, que está sob gestão do Governo Federal desde janeiro deste ano. "Nestes dois anos, a indústria brasileira voltou a crescer, porque uma nação é composta de indústria, de agricultura, de transporte marítimo, de criação de animais, mas, sobretudo, uma nação é composta pela qualidade de vida do povo que habita aquela nação. E o que nós queremos para o Brasil é exatamente isso: elevar o padrão de vida do povo brasileiro", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Este é o ano da colheita e eu estou aqui colhendo o desenvolvimento de Itajaí, de Navegantes, colhendo os investimentos em Santa Catarina, e não será a última vez que eu venho aqui. Podem ficar certos, que a gente tem muita coisa para fazer para esse país e para esse estado”, ressaltou Lula. Os investimentos têm como foco a segurança, a eficiência logística e a ampliação da capacidade portuária. Com os aportes, o governo pretende impulsionar a movimentação de cargas, gerar empregos e fortalecer a economia local. “Estou aqui trazendo emprego e recuperando um estaleiro que era para ser privatizado. Nós trouxemos ele, vamos tomar conta desse estaleiro e transformá-lo num estaleiro altamente compensador do ponto de vista financeiro e econômico”, garantiu o presidente. Lula também elogiou a cidade de Itajaí e seus habitantes. “Um povo maravilhoso, águas maravilhosas, praias maravilhosas, gente bonita e educada. Eu tenho certeza que vocês vão ter orgulho de um dia ter colocado o pé aqui e ter assumido investir nesse porto”, frisou. Em seu discurso, o presidente abordou, ainda, o crescimento da indústria nacional e o compromisso do governo em melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Nestes dois anos, a indústria brasileira voltou a crescer, porque uma nação é composta de indústria, de agricultura, de transporte marítimo, de criação de animais, mas, sobretudo, uma nação é composta pela qualidade de vida do povo que habita aquela nação. E o que nós queremos para o Brasil é exatamente isso: elevar o padrão de vida do povo brasileiro”, afirmou. AMPLIAÇÃO — O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, lembrou que a reabertura do Porto de Itajaí, que havia sido fechado pelo governo anterior, foi um pedido que recebeu do presidente Lula quando assumiu a pasta. Ele também citou as ações previstas para ampliar a relevância do empreendimento. “Com o apoio do ministro Messias [Jorge Messias, advogado-geral da União] e da ministra Gleisi [Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais], nós estaremos encaminhando uma medida provisória que vai transformar o Porto de Itajaí numa doca independente e em porto federal. Faremos o maior volume de investimentos da história do porto. E vamos fazer o canal que vai elevar a dragagem de 13,5 metros para 16 metros, para que a gente possa receber navios ainda maiores e possa aumentar a competitividade”, relatou Costa Filho. A iniciativa de criar uma Companhia Docas para administrar o Porto de Itajaí visa aperfeiçoar a gestão da unidade e seus investimentos, segundo o secretário nacional de Portos, Alex Sandro D'Avila. “A gente vai agora criar a companhia Docas para efetivamente dar essa devida atenção. Portanto, uma nova companhia federal vinculada diretamente ao Ministério de Portos e Aeroportos, totalmente independente, para poder dar o devido encaminhamento e retomar o Porto de Itajaí ao lugar de destaque que lhe é merecido no cenário nacional na movimentação de cargas”, explicou. ECONOMIA AQUECIDA — Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aproveitou o evento para falar sobre o estado atual da economia brasileira. “A inflação está caindo e o emprego está na máxima histórica, porque as oportunidades de emprego estão aparecendo. Isso acontece porque tem empresa investindo, tem comando presidencial, tem conversa com investidores, com empresários, para a gente gerar oportunidades neste país”, resumiu Haddad. CONTRATAÇÕES DA PETROBRAS — Durante a cerimônia, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a companhia contratará 52 novas embarcações até 2026, totalizando investimento de R$ 29 bilhões. Como resultado desses aportes, estima-se que cerca de 50 mil postos de trabalho diretos e indiretos serão criados. Ela também pontuou que, antes da atual gestão, a indústria naval brasileira não recebia demandas da empresa por novas embarcações desde 2016. “Mas nós mudamos esse quadro, com muito apoio do Governo Federal e do presidente Lula. Desde o ano passado, estamos demandando embarcações para a indústria nacional. Nosso programa de renovação e ampliação de frota de embarcações é um marco para a retomada dessa indústria. E Santa Catarina tem muito a ver com isso, muito a contribuir com esse nosso plano”, frisou. RETOMADA — A reativação do Porto de Itajaí é simbólica. Em 2006, durante o primeiro mandato, a gestão do presidente Lula investiu na reforma dos molhes para evitar a paralisação da atividade portuária. Em 2008, no segundo mandato, o Governo Federal auxiliou na reconstrução do Porto após a destruição provocada por uma enchente. Agora, em 2025, um novo marco. Desde a federalização, o Porto de Itajaí arrecadou mais de R$ 64,4 milhões, incluindo R$ 1,3 milhão referentes ao Imposto sobre Serviços (ISS). RECORDES — O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares, salientou que a arrecadação da unidade registrou o recorde de R$ 75 milhões no primeiro quadrimestre deste ano e crescimento de mais de 200% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. “O volume de cargas também só aumenta: mais de um milhão de toneladas ao mês. É Itajaí pulsando novamente, com um porto mais competitivo, gerando cada vez mais renda e emprego para nossa cidade. Ainda este ano, vamos faturar mais de R$ 180 milhões. Nada disso existiria sem o presidente Lula, que salvou o Porto de Itajaí pela terceira vez”, declarou Tavares. Entre os principais projetos no âmbito do Porto de Itajaí (SC), destacam-se: » Dragagem do canal do Rio Itajaí-Açu (16 m) – R$ 90 milhões » Retirada do casco do navio Pallas – R$ 23 milhões » Readequação do molhe de Navegantes – R$ 64 milhões » Obras na bacia de evolução – R$ 68 milhões » Adensamento da área do RAC – R$ 45 milhões » Requalificação elétrica e de iluminação – R$ 20 milhões » Contenção da margem do canal – R$ 67 milhões » Novo scanner de raio X – R$ 12 milhões » Píer para navios de cruzeiro – R$ 300 milhões » Sistema VTMIS (tráfego naval) – R$ 65 milhões » Sistema SmartPorto (segurança e inteligência artificial) – R$ 30 milhões » Monitoramento rodoviário e agendamento – R$ 30 milhões » Modernização dos gates e integração com a Receita Federal – R$ 30 milhões. Fonte: Agência Gov](https://conectasc.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Itajai-Lula.webp)













![No dia 16 de maio de 1990, quem consultasse o Código Internacional de Doenças (CID), encontraria o termo homossexualidade ao lado do número 302.0. Havia anos, no entanto, que a comunidade de LGBT lutava para que houvesse uma revisão da publicação, da Organização Mundial da Saúde (OMS), e a palavra fosse retirada da lista de doenças. O dia seguinte seria considerado, portanto, um marco para os ativistas LGBT, já que a OMS, em sua 43ª assembleia mundial, naquela data, finalmente revisaria o CID e deixaria de considerar a homossexualidade uma doença. Desde 2004, a data passou a ser conhecida como o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, que neste sábado (17), celebra os 35 anos dessa decisão da OMS. “Foi muito importante que uma das primeiras lutas desse ativismo organizado LGBTI+, justamente tenha sido combater os discursos e as tentativas de patologização”, afirma o professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do Núcleo TransUnifesp, Renan Quinalha. Segundo ele, a patologização da homossexualidade surge ainda no século 19. “A primeira vez que o termo aparece, em 1869, como homossexualismo ainda, é num tratado de psicopatologia sexual”, ressalta o pesquisador. Ele acrescenta que, entre o fim do século 19 e o início do século 20, esse discurso de homossexualidade como doença se intensifica, a ponto de haver manicômios judiciais e hospitais psiquiátricos “cheios de homossexuais, pessoas acusadas de serem homossexuais ou assim diagnosticadas”. “Uma série de torturas eram praticadas contra elas nessas terapias de reorientação sexual, como eletrochoque, convulsoterapia, lobotomia”. Em 1948, o Código Internacional de Doenças, em sua sexta edição, passou a considerar homossexualidade um transtorno de personalidade. Quatro anos depois, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) lançaria a primeira edição de seu Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), que incluiria a homossexualidade como um “desvio sexual”. A luta de ativistas LGBT para reverter essa tendência de patologização dessa orientação sexual começou a dar frutos na década de 1970. Em 1973, a APA decidiu retirar a palavra homossexualidade do DSM. “Logo em seguida, outros países caminham nesse sentido. O Brasil fez isso em 1985, graças a um abaixo-assinado, feito pelo Grupo Gay da Bahia, que contou com milhares de assinaturas, inclusive de personalidades notáveis da política da época, como Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas”, lembra Quinalha. “Aí a gente chega nos anos 90, com essa decisão da OMS, importantíssima, e retira [a homossexualidade] dessa classificação internacional. Isso reforça esse processo de despatologização que vinha se intensificando”. Apesar disso, Quinalha destaca que a visão da homossexualidade como uma patologia ainda persiste, principalmente em comunidades terapêuticas ligadas a denominações evangélicas, como as chamadas “curas gay”. “A gente ainda vê essas práticas sendo ofertadas, contrariando resoluções do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Federal de Psicologia”, disse. Em suas redes sociais, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, lembrou que o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia foi oficializado pelo Ministério da Saúde, em 2010. "A data é um momento de reflexão e resistência, mas também de celebração das conquistas obtidas por meio da luta de movimentos sociais e ativistas, que, ao longo das décadas, vêm construindo um Brasil mais justo, diverso e plural", afirma a ministra. A ministra, no entanto, alerta que a população LGBT ainda enfrenta violações de direitos, discriminação e violência motivada por orientação sexual ou identidade de gênero.](https://conectasc.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bandeira-lgbt.webp)


