Brasil sai do Mapa da Fome e alcança a menor taxa de pobreza extrema da história do país
Em um feito histórico e celebrado mundialmente, o Brasil deixou oficialmente o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28/07), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, na Etiópia.
Este fato vem acompanhado da celebração de que o país também atingiu a menor taxa de pobreza extrema já registrada em sua história. Esses resultados refletem avanços sociais e econômicos sem precedentes, impulsionados por políticas públicas robustas e um compromisso firme com a justiça social.
Conteúdos
- SAÍDA DO MAPA DA FOME: O QUE SIGNIFICA?
- MENOR TAXA DE POBREZA EXTREMA DA HISTÓRIA: 4,4%
- EMPREGO E RENDA: PILARES DA RECUPERAÇÃO SOCIAL
- POLÍTICAS PÚBLICAS QUE TRANSFORMARAM O BRASIL
- DADOS QUE COMPROVAM A MUDANÇA: MAIS EMPREGOS E MENOS FOME
- O QUE VEM PELA FRENTE: ALIANÇA GLOBAL E COMPROMISSO COM OS ODS
- PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE O MAPA DA FOME
- UM NOVO CAPÍTULO PARA O BRASIL
SAÍDA DO MAPA DA FOME: O QUE SIGNIFICA?
A saída do Brasil do Mapa da Fome foi anunciada pela FAO em 28 de julho de 2025, durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, Etiópia. O país atingiu uma média trienal (2022-2024) de subnutrição abaixo de 2,5%, parâmetro que determina a exclusão da lista de nações com insegurança alimentar grave.
Estar fora do Mapa da Fome indica que menos de 2,5% da população brasileira enfrenta risco de subnutrição crônica, um indicador que não era alcançado desde o início da última década, quando o Brasil passou por um retrocesso social.
MENOR TAXA DE POBREZA EXTREMA DA HISTÓRIA: 4,4%
Complementando a saída do Mapa da Fome, o Brasil registrou em 2023 a menor taxa histórica de pobreza extrema: 4,4% da população, o que significa uma redução significativa em relação aos anos anteriores. Em números absolutos, quase 10 milhões de pessoas deixaram essa condição entre 2021 e 2023.
Essa queda dramática na pobreza extrema evidencia o impacto direto das políticas sociais e econômicas implementadas pelo governo federal, que recuperou o rumo do combate à desigualdade no país.
EMPREGO E RENDA: PILARES DA RECUPERAÇÃO SOCIAL
O mercado de trabalho brasileiro também registra sinais importantes de recuperação e inclusão social. Em 2024, a taxa de desemprego caiu para 6,6%, o menor índice desde 2012, enquanto o rendimento mensal domiciliar per capita atingiu o recorde de R$ 2.020.
Além disso, o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, recuou para 0,506, o melhor resultado já registrado, mostrando que a distribuição de renda está se tornando mais justa.
Os ganhos são ainda mais evidentes entre os mais vulneráveis: a renda do trabalho dos 10% mais pobres cresceu 10,7% em 2024, um ritmo 50% maior do que a dos 10% mais ricos, cuja renda aumentou em média 7,1%.
POLÍTICAS PÚBLICAS QUE TRANSFORMARAM O BRASIL
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, a saída do Mapa da Fome e a redução histórica da pobreza extrema são resultados concretos do Plano Brasil Sem Fome e de um conjunto de ações integradas:
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Fortalecimento do Bolsa Família e ampliação da transferência de renda;
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Apoio à agricultura familiar com crédito via Pronaf e incentivos à produção;
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Expansão dos programas de alimentação escolar e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA);
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Implementação do Programa Cozinha Solidária;
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Valorização do salário mínimo e estímulo à formalização do emprego;
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Incentivo à qualificação profissional, empreendedorismo e geração de renda.
“Essa vitória é fruto de políticas públicas eficazes, que promovem o acesso à alimentação saudável, renda digna e oportunidades reais para milhões de brasileiros”, afirmou o ministro.
DADOS QUE COMPROVAM A MUDANÇA: MAIS EMPREGOS E MENOS FOME
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), das 1,7 milhão de vagas formais criadas em 2024, 98,8% foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único do Governo Federal — a maior parte beneficiários do Bolsa Família.
Cerca de 1 milhão de famílias superaram a linha da pobreza e deixaram de receber o benefício do Bolsa Família em julho de 2025, sinalizando uma recuperação econômica consistente.
O QUE VEM PELA FRENTE: ALIANÇA GLOBAL E COMPROMISSO COM OS ODS
O Brasil também protagoniza iniciativas internacionais, como a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, lançada durante a presidência brasileira do G20 em 2024. Com mais de 100 países membros, a Aliança visa a erradicação da fome e da pobreza até 2030, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
“O exemplo brasileiro pode ser adaptado em muitos países ao redor do globo. No Brasil, sair do Mapa da Fome é só o começo. Queremos justiça alimentar, soberania e bem-estar para todos”, destacou Wellington Dias.
PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE O MAPA DA FOME
O que é o Mapa da Fome da FAO/ONU?
É um indicador que mostra quais países têm mais de 2,5% da população com insegurança alimentar crônica.
Como é calculado?
Por meio da Prevalência de Subnutrição (PoU), que considera a disponibilidade de alimentos, a capacidade de compra da população e as necessidades calóricas diárias.
Com que frequência os dados são atualizados?
Anualmente, mas com médias móveis de três anos para evitar distorções.
UM NOVO CAPÍTULO PARA O BRASIL
Com a saída do Mapa da Fome e a menor taxa histórica de pobreza extrema, o Brasil reafirma seu compromisso com a justiça social, a dignidade e a construção de um futuro mais igualitário.
Você já parou para pensar que, em menos de dois anos, milhões de brasileiros mudaram de vida? Essa é a força das políticas públicas bem feitas, da união de esforços e da esperança que nunca abandona o povo brasileiro.
📎 Leia o relatório completo da FAO: SOFI 2025
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