Florianópolis mantém a liderança entre as capitais mais segura do Brasil pelo quarto ano consecutivo. O resultado consta no Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, elaborado pela MySide com base em informações do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, que considera dados de 2025, a capital catarinense registrou uma taxa de 11,5 assassinatos por 100 mil habitantes, o menor índice entre as capitais do país. São Paulo aparece em segundo lugar, com 12,3, seguida por Brasília, que contabilizou 12,4.
A continuidade desse resultado está associada a iniciativas que combinam policiamento nas ruas, investimentos em tecnologia e atuação conjunta entre as forças de segurança municipais e estaduais. O compartilhamento de informações e o monitoramento por câmeras também fazem parte das estratégias adotadas para prevenir crimes e localizar pessoas procuradas pela Justiça.
A Prefeitura de Florianópolis atribui parte dos resultados à cooperação entre a Guarda Municipal e as demais instituições responsáveis pela segurança pública. A estratégia busca ampliar a capacidade de resposta às ocorrências e reforçar a proteção dos moradores e visitantes.
Além da presença das equipes nas ruas, o município aposta no uso de ferramentas tecnológicas para auxiliar as operações e tornar mais ágil a identificação de suspeitos e pessoas com pendências judiciais.
MURALHA DIGITAL AUXILIA NA IDENTIFICAÇÃO DE FORAGIDOS
Entre os recursos utilizados está a chamada muralha digital, sistema que reúne câmeras instaladas em locais estratégicos da cidade e envia informações à Central de Monitoramento da Guarda Municipal de Florianópolis.
A estrutura conta com tecnologias de reconhecimento facial e leitura de placas de veículos, que ajudam a identificar pessoas procuradas e veículos de interesse das autoridades.
Desde o início de 2026, aproximadamente 120 pessoas foram presas pela Guarda Municipal de Florianópolis com mandados de prisão em aberto, segundo os dados divulgados pela Prefeitura. O monitoramento tecnológico contribuiu para as ações.
A vice-prefeita e secretária de Segurança e Ordem Pública, Maryanne Mattos, ressaltou que os equipamentos precisam estar associados à atuação das equipes para produzir resultados efetivos.
“A câmera precisa estar conectada a uma resposta eficiente. Nosso trabalho une monitoramento, inteligência e equipes nas ruas, em contato permanente com as demais forças de segurança. Essa integração permite agir com mais rapidez e precisão, tanto na prevenção quanto no atendimento das ocorrências. Manter Florianópolis nessa posição exige acompanhamento constante e atuação em todas as regiões da cidade”, destaca a vice-prefeita e secretária de Segurança e Ordem Pública, Maryanne Mattos.
FLORIANÓPOLIS MANTÉM LIDERANÇA ENTRE AS CAPITAIS, SEGUNDO RANKING MYSIDE
O quarto ano consecutivo na primeira posição reforça o destaque de Florianópolis no levantamento nacional, que compara indicadores de segurança das capitais brasileiras.
A taxa registrada pela cidade ficou abaixo dos índices de São Paulo e Brasília, segunda e terceira colocadas, respectivamente. A continuidade desse cenário, conforme a administração municipal, depende da manutenção dos investimentos, da presença das equipes nos bairros e da cooperação entre as instituições.
O uso de tecnologia, aliado ao trabalho operacional, permanece entre as principais frentes adotadas pelo município para fortalecer a segurança pública e preservar os resultados alcançados.