Caso do cão Orelha leva Polícia Civil a cumprir mandados em Florianópolis
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta segunda-feira (26), uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão relacionados ao caso de maus-tratos contra o cão Orelha. A ação ocorreu em Florianópolis e foi conduzida pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) e pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) da Capital.
A operação envolve fatos registrados na região da Praia Brava, no Norte da Ilha, e tem como objetivo reunir provas sobre atos infracionais atribuídos a adolescentes e sobre a suposta prática de coação no curso do processo. O caso ganhou repercussão local e segue em apuração pelas autoridades.
OPERAÇÃO SOBRE O CASO DO CÃO ORELHA
Os mandados foram expedidos no âmbito das investigações que apuram maus-tratos a animais e outros ilícitos supostamente praticados por adolescentes. As diligências contaram com o apoio da Coordenadoria de Operações com Cães (COPC) e buscaram preservar elementos de prova considerados relevantes para o andamento dos procedimentos policiais.
Durante a ação, equipes da Polícia Civil cumpriram mandados em residências de adolescentes suspeitos e também nas casas de seus responsáveis legais. As buscas se estenderam ainda a endereços ligados a adultos investigados por suposta coação relacionada ao andamento do processo.
APREENSÕES E OITIVAS
No cumprimento dos mandados, aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à análise técnica. Segundo a Polícia Civil, diversas pessoas estão sendo ouvidas ao longo desta segunda-feira para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.
As oitivas fazem parte da fase de coleta de informações e visam esclarecer a participação dos suspeitos nos episódios apurados, tanto no que se refere aos maus-tratos ao cão Orelha quanto às possíveis tentativas de interferência no processo.
INVESTIGADOS IDENTIFICADOS
De acordo com a investigação conduzida pela DPA e pela DEACLE, quatro jovens foram identificados como suspeitos da prática de atos infracionais relacionados aos maus-tratos. Paralelamente, a Polícia Civil identificou três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação, todos familiares dos adolescentes investigados.
Os suspeitos estão sendo ouvidos nesta segunda-feira. Após a conclusão dos procedimentos na Polícia Civil, os autos serão encaminhados ao Poder Judiciário para as providências cabíveis, incluindo a análise do Ministério Público.
Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC





