Exportações de Santa Catarina crescem 5,2% e batem recorde histórico em outubro

As exportações de Santa Catarina cresceram 5,2% em outubro, alcançando o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) , o estado faturou US$ 1,1 bilhão, ante US$ 1,04 bilhão em outubro de 2024. O resultado reforça a trajetória de expansão do setor exportador catarinense, tanto na comparação mensal quanto anual.

DESTAQUE PARA OS PRODUTOS DO AGRONEGÓCIO

O desempenho positivo foi impulsionado, principalmente, pelo agronegócio. As carnes de aves (US$ 188,7 milhões) e a carne suína (US$ 162,1 milhões) se mantiveram como os principais produtos da pauta exportadora catarinense no mês de outubro. Na sequência, aparecem a soja (US$ 87,9 milhões), os geradores elétricos (US$ 63,4 milhões) e os motores de pistão e suas partes (US$ 37,5 milhões), completando o top 5 de produtos mais vendidos ao exterior.

EXPORTAÇÕES DE SANTA CATARINA MANTÊM ALTA NO ACUMULADO DO ANO

Com o bom desempenho de outubro, o estado também manteve crescimento no acumulado de 2025. Entre janeiro e outubro, as exportações catarinenses registraram alta de 5,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com faturamento de US$ 10,1 bilhões. Em 2024, o valor havia sido de US$ 9,6 bilhões, o que representa um acréscimo de aproximadamente US$ 492 milhões.

No acumulado do ano, os principais produtos exportados permanecem sendo carnes de aves (US$ 1,69 bilhão) e carne suína (US$ 1,46 bilhão), que juntos correspondem a quase 30% do total exportado. Também se destacam os geradores elétricos (US$ 539,7 milhões), a soja (US$ 535,5 milhões) e a madeira parcialmente trabalhada (US$ 384,9 milhões).

MERCADOS INTERNACIONAIS MANTÊM DEMANDA POR PRODUTOS CATARINENSES

As exportações de Santa Catarina alcançam atualmente mais de 200 destinos no mundo. Os Estados Unidos seguem como principal comprador, com US$ 1,28 bilhão em aquisições, embora tenham registrado queda de 9,3% na comparação com 2024. A China ocupa a segunda posição, com US$ 1 bilhão, e apresentou retração de 8,4%.

Apesar da diminuição nas vendas para esses dois parceiros tradicionais, outros mercados mostraram avanços significativos. A Argentina aumentou suas compras em 25%, somando US$ 746 milhões. O México registrou leve alta de 0,46% (US$ 654,5 milhões), enquanto o Japão avançou 10%, com US$ 579 milhões. O Chile apresentou o maior crescimento percentual, com 36,2% (US$ 525,2 milhões), seguido pelo Paraguai, que subiu 3% (US$ 368,3 milhões).

A diversificação dos mercados asiáticos e europeus tem ajudado a equilibrar os efeitos do chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos há três meses, após medidas de retaliação comercial implementadas pelo governo de Donald Trump.

CENÁRIO NACIONAL TAMBÉM REGISTRA RECORDE DE EXPORTAÇÕES

Em nível nacional, o Brasil também obteve desempenho recorde em outubro. As exportações brasileiras cresceram 9,1% em relação ao mesmo mês de 2024, atingindo US$ 31,97 bilhões — o maior valor da série histórica iniciada em 1989. As importações somaram US$ 25,01 bilhões, resultando em superávit comercial de US$ 6,96 bilhões, conforme o MDIC.

A retração de 37,9% nas exportações para os Estados Unidos impactou o resultado da América do Norte, única região a registrar queda (-24,1%). Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, “mesmo produtos que não foram tarifados, como óleo combustível e celulose, sofreram queda”.

O principal motivo da redução foi a queda expressiva de 82,6% nos embarques de petróleo, que representaram uma perda de US$ 500 milhões. Também houve diminuição nas vendas de celulose (43,9%), óleos combustíveis (37,7%) e aeronaves e partes (19,8%).

ASIA E EUROPA IMPULSIONAM O DESEMPENHO BRASILEIRO

O recuo nas vendas para os Estados Unidos foi compensado pelo avanço em outras regiões, especialmente a Ásia, onde as exportações brasileiras cresceram 21,2%. Os destaques foram China (+33,4%), Índia (+55,5%), Cingapura (+29,2%) e Filipinas (+22,4%). Na Europa, as vendas aumentaram 7,6%, com destaque para os embarques de minérios de cobre (+823,6%), carne bovina (+73,4%) e celulose (+46,8%).

Já na América do Sul, o aumento foi de 12,6%, impulsionado principalmente pelas exportações de óleos brutos de petróleo (+141,1%). Brandão observou que as exportações brasileiras para os Estados Unidos vêm caindo de forma consistente: “Temos observado taxas de variação negativa cada vez maiores, na comparação com o mesmo mês do ano anterior”.

Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC e Agência Brasil

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