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Saiba quem são e quais os partidos dos 30 prefeitos presos em Santa Catarina desde 2020

Santa Catarina chegou à marca de 30 prefeitos presos em exercício do mandato desde agosto de 2020. O levantamento expõe a sucessão de operações policiais e do Ministério Público que atingiram administrações municipais em diferentes regiões do estado.

O caso mais recente foi a prisão de Tiago Baltt (MDB), prefeito de Balneário Piçarras, no Litoral Norte, em uma operação contra fraude e corrupção em obras públicas. Com isso, o estado ultrapassou a marca de 10% das 295 cidades catarinenses com pelo menos um chefe do Executivo municipal detido no período.

O histórico começa com Orildo Antônio Severgnini, então prefeito de Major Vieira, preso na operação Et Pater Filium, que investigava corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Depois dele, uma série de prisões foi sendo registrada ao longo das operações que se tornaram mais conhecidas no estado, especialmente a Operação Mensageiro. Esta última concentrou o maior número de detenções e acabou se tornando o principal símbolo da crise política e administrativa envolvendo as prefeituras catarinenses.

Envolvimento de partidos políticos e gestores

Entre os nomes alcançados por essas investigações estão gestores de partidos diversos.

  • Pelo MDB: foram presos Orildo Antônio Severgnini, Deyvisonn Souza, Luiz Carlos Tamanini, Adriano Poffo, Armindo Sesar Tassi, Felipe Voigt e Clézio José Fortunato, além de Tiago Baltt, que elevou a conta do partido no levantamento.
  • Pelo PP: aparecem Luiz Henrique Saliba, Antônio Rodrigues, Joares Ponticelli, Luiz Antônio Chiodini, Gustavo Cancellier e Júnior de Abreu Bento.
  • Pelo PL: teve entre os detidos Marlon Neuber, Vicente Corrêa Costa, Douglas Elias Costa, Ari Wollinger e Marcelo Baldissera.
  • Pelo PSD:  Beto Passos, Antônio Ceron, Luiz Shimoguri e Clésio Salvaro.

Outras siglas também foram atingidas, como o antigo PSL (com Adelmo Alberti); o Patriota (com Adilson Lisczkovski); o Republicanos (com Patrick Corrêa); o Podemos (com Alfredo Cezar Dreher); o PT (com Clori Peroza); e o PSDB (com Mario Afonso Woitexem).

Ranking por partido dos 30 prefeitos presos em Santa Catarina

MDB:

9 prefeitos do MDB foram presos no período, formando o partido com maior número de detidos entre gestores municipais.

PP:

6 prefeitos ligados ao PP tiveram prisões registradas em investigações contra fraudes e corrupção em contratos públicos.

PL:

5 prefeitos do PL aparecem na lista de detidos, incluindo casos vinculados a operações estaduais de combate a desvios em licitações.

PSD:

4 prefeitos do PSD foram alvo de prisões em diferentes operações policiais no estado.

Outras legendas: o antigo PSL, Patriota, Republicanos, Podemos, PT e PSDB tiveram ao menos um prefeito preso cada no período contabilizado.

Principais operações policiais que prenderam prefeitos

A Operação Mensageiro foi a principal responsável pelo avanço dessa estatística, com 17 prefeitos presos e apuração de um esquema criminoso ligado à coleta e destinação de lixo em diversas prefeituras catarinenses.

Já outras frentes ajudaram a ampliar o alcance das investigações, cada uma mirando diferentes suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre elas destacam-se:

  • Travessia
  • Limpeza Urbana
  • Terra Nostra
  • Fundraising
  • Caronte
  • Coleta Seletiva
  • Regalo

Em um desdobramento importante, a Justiça acabou soltando os 17 prefeitos presos na Mensageiro, mas o impacto político e institucional da operação já estava consolidado.

Impacto político, eleitoral e desdobramentos na justiça

O caso catarinense também chama atenção porque inclui prefeitos que foram soltos, condenados, renunciaram ao cargo ou até conseguiram se reeleger depois da prisão, como Patrick Corrêa, de Imaruí.


Isso mostra que as consequências das operações não se limitam à esfera criminal, mas alcançam diretamente o ambiente eleitoral, a confiança pública e a estabilidade das administrações municipais. Na prática, o estado passou a conviver com uma sequência de crises locais que transformaram a pauta da corrupção municipal em uma das mais recorrentes da política catarinense desde 2020.

 

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Adriana Dias

Jornalista apaixonada por contar histórias e dar voz a diferentes realidades, com interesse em cultura e temas sociais. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação e sonha com um mundo mais justo e empático.

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