Associação Acessibilidade Juntos Abrimos Caminhos transforma sonho coletivo em entidade nacional em defesa das pessoas com deficiência

A criação da Associação Acessibilidade Juntos Abrimos Caminhos (AAJAC) marca uma nova etapa na luta pelos direitos das pessoas com deficiência no Brasil. A entidade foi oficialmente constituída em 13 de junho de 2026, com a presença de 53 participantes, transformando um movimento de mobilização social em uma instituição nacional voltada à promoção da acessibilidade, da inclusão e da cidadania.
A mudança representa o fortalecimento de uma atuação que já vinha sendo desenvolvida em diferentes espaços da sociedade, com ações voltadas à garantia de direitos e à ampliação da participação social das pessoas com deficiência.
Conteúdos
ASSOCIAÇÃO ACESSIBILIDADE JUNTOS ABRIMOS CAMINHOS NASCE COM ATUAÇÃO NACIONAL
Sob a presidência de Maria de Lourdes Bitarães, a nova entidade surge com representação em diversos estados brasileiros e também com presença internacional, alcançando países como Espanha, Uruguai, Argentina e Cuba.
Com vocação nacional e internacional, a Associação Acessibilidade Juntos Abrimos Caminhos passa a reunir pessoas com diferentes tipos de deficiência, familiares, profissionais e apoiadores em uma mesma organização.
Segundo a entidade, o objetivo é promover acessibilidade, autonomia, respeito, dignidade e inclusão, compreendendo que a defesa dos direitos deve contemplar toda a diversidade existente entre as pessoas com deficiência.
TRANSFORMAÇÃO FORTALECE UMA CAUSA HISTÓRICA
A oficialização da associação é considerada um marco para o grupo que já atuava anteriormente como Grupo Acessibilidade – Juntos Abrimos Caminhos.
A mudança institucional não altera a essência do trabalho desenvolvido, mas amplia sua capacidade de representação e articulação em defesa das pessoas com deficiência.
A entidade reforça que a acessibilidade deve ser compreendida como um direito fundamental e não como uma concessão.
PROCESSO JURÍDICO FOI REALIZADO DE FORMA SOLIDÁRIA
O processo de constituição jurídica da associação contou com a atuação voluntária do advogado Roberto Wohlke.
De acordo com integrantes da organização, o trabalho foi realizado de forma solidária, permitindo que a nova instituição fosse formalizada e passasse a atuar oficialmente em âmbito nacional.
MODELO INTERDEFICIÊNCIAS AINDA É RARO NO BRASIL
Um dos principais diferenciais da Associação Acessibilidade Juntos Abrimos Caminhos é sua proposta de atuação abrangente.
Enquanto muitas organizações brasileiras concentram suas atividades em tipos específicos de deficiência, a AAJAC busca representar pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual, psicossocial, múltipla, pessoas com doenças raras e aquelas com deficiências invisíveis.
Além disso, a instituição reúne familiares, profissionais e apoiadores dentro da mesma estrutura de participação.
Levantamentos realizados pelos integrantes da entidade apontam que ainda são poucas as organizações brasileiras com atuação nacional voltada simultaneamente para diferentes grupos de pessoas com deficiência.
Entre as entidades que desenvolvem trabalhos mais amplos estão a ANAPcD, a ASID Brasil, a Organização Acessibilidade para Todos, a AMPID e a Fenapestalozzi.
Já outras instituições reconhecidas nacionalmente atuam de forma segmentada, concentrando suas ações em públicos específicos, como deficiência intelectual, deficiência visual, deficiência física ou surdocegueira.
ENTIDADE DEFENDE QUE NINGUÉM DEVE FICAR PARA TRÁS
A Associação Acessibilidade Juntos Abrimos Caminhos afirma que sua atuação está fundamentada no conceito de interdeficiências, buscando garantir que nenhuma pessoa seja excluída das políticas de inclusão.
A proposta é fortalecer a participação social e ampliar a defesa dos direitos humanos das pessoas com deficiência em toda a sua pluralidade.
Com a oficialização da entidade, a organização inicia uma nova fase de atuação, mantendo como princípio a defesa da inclusão e da igualdade de oportunidades.
Para a associação, a construção de uma sociedade mais acessível passa pelo reconhecimento de que direitos devem ser garantidos a todas as pessoas, independentemente do tipo de deficiência.





