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Formalização cresce entre jovens empreendedores no Brasil

Empreendedores jovens no Brasil têm assumido um papel cada vez mais importante no sustento de suas famílias. Um levantamento do Sebrae mostra que 37% dos donos de negócios com até 29 anos já são chefes de domicílio, percentual superior ao registrado em 2012, quando esse índice era de 32%.

O estudo foi elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, considerando o período entre o primeiro trimestre de 2012 e o quarto trimestre de 2025.

JOVENS ASSUMEM MAIOR RESPONSABILIDADE FINANCEIRA

Segundo o levantamento, até o fim de 2023 a condição mais comum entre os jovens empreendedores era a de filho ou filha dentro do núcleo familiar.

Os dados mais recentes mostram uma mudança nesse cenário. Pela primeira vez, a posição de chefe de domicílio passou a liderar entre os jovens donos de negócios, alcançando 37%. Em seguida aparecem os que ainda são filhos (35,5%) e os cônjuges, com 19%.

O resultado demonstra que um número crescente de jovens empreende não apenas para obter renda própria, mas também para garantir o sustento da família.

FORMALIZAÇÃO AVANÇA ENTRE OS DONOS DE NEGÓCIO

A pesquisa também aponta que os jovens foram o grupo que mais avançou na formalização dos negócios na última década.

A parcela de empreendedores com CNPJ passou de aproximadamente 21%, em 2015, para 28% no fim de 2025. Apesar da evolução, o índice ainda permanece abaixo da média nacional, que chega a cerca de 35% entre todos os donos de negócios.

Outro dado positivo é o crescimento da contribuição para a Previdência Social. Atualmente, 31% dos jovens empreendedores contribuem com o sistema previdenciário, percentual superior ao observado anos atrás, embora ainda inferior à média geral dos empreendedores brasileiros, de 41%.

Além disso, o estudo revela que 93% dos jovens donos de negócios trabalham por conta própria, sem funcionários.

RENDA DE QUEM TEM CNPJ É MAIS QUE O DOBRO

A formalização também faz diferença no rendimento.

De acordo com o Sebrae, o jovem empreendedor sem CNPJ registrou rendimento médio habitual de R$ 1.860 no último trimestre de 2025. Apesar de representar crescimento real de quase 30% em relação ao início da série histórica, o valor ainda é o menor entre todas as faixas analisadas.

Já os jovens empreendedores formalizados alcançaram rendimento médio de R$ 4.758 mensais, o equivalente a uma renda cerca de 156% maior do que a obtida pelos que atuam na informalidade.

SEBRAE DESTACA IMPORTÂNCIA DA FORMALIZAÇÃO

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, ampliar a formalização entre os jovens significa oferecer mais proteção e oportunidades de crescimento.

Segundo ele, a formalização por meio do Microempreendedor Individual (MEI) garante acesso à proteção previdenciária, facilita a obtenção de crédito e amplia as possibilidades de desenvolvimento do negócio, reduzindo a vulnerabilidade dos jovens que empreendem.


Com informações de Portal SEBRAE 

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Duda Amaral

Estudante de Jornalismo na Universidade Regional de Blumenau (FURB), apaixonada por contar histórias do cotidiano com sensibilidade e leveza.

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