Cirurgias plásticas reparadoras oferecidas pelo SUS chegam a 14 hospitais de Santa Catarina
O acesso às cirurgias plásticas reparadoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi ampliado em Santa Catarina com a inclusão de 14 hospitais distribuídos pelas macrorregiões do estado. A medida já permitiu o encaminhamento de mais de 500 pacientes para avaliação pré-operatória, reduzindo o tempo de espera por procedimentos que, até então, estavam concentrados em uma única unidade hospitalar.
A estratégia busca descentralizar um serviço que acumulava demanda desde 2017, ampliando a oferta de cirurgias não estéticas e aproximando o atendimento dos moradores de diferentes regiões catarinenses. A expectativa é tornar os procedimentos mais acessíveis e diminuir as filas históricas registradas na rede pública.
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CIRURGIAS PLÁSTICAS REPARADORAS PASSAM A SER OFERECIDAS EM MAIS HOSPITAIS
A ampliação foi viabilizada após a aprovação da Deliberação CIB nº 37/2026, da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de Santa Catarina. A norma criou um incentivo financeiro estadual para estimular hospitais a realizarem cirurgias plásticas reparadoras não estéticas pelo SUS.
Conforme o modelo adotado, as unidades habilitadas podem receber um complemento financeiro que eleva o valor pago por procedimento para até dez vezes o previsto na Tabela SUS. O incentivo estadual, de aproximadamente R$ 3 mil por cirurgia, é somado ao valor já previsto na tabela federal, tornando economicamente viável a ampliação da oferta desses atendimentos.
QUAIS PROCEDIMENTOS ESTÃO DISPONÍVEIS PELO SUS
Entre as cirurgias contempladas pela iniciativa estão a mamoplastia redutora feminina, a mamoplastia redutora masculina — indicada para remoção do excesso de gordura, tecido glandular e pele das mamas — e a dermolipectomia abdominal, procedimento realizado para retirada do excesso de pele e gordura da região abdominal.
Antes da descentralização, todos esses procedimentos eram realizados exclusivamente pelo Hospital Universitário de Florianópolis, o que limitava a capacidade de atendimento e contribuía para o aumento da fila de espera.
DESCENTRALIZAÇÃO BUSCA REDUZIR FILAS HISTÓRICAS
Com a participação de novos hospitais em todas as macrorregiões catarinenses, a Secretaria de Estado da Saúde pretende distribuir a demanda entre diferentes unidades, facilitando o acesso da população aos serviços especializados.
A ampliação da rede também deve reduzir a necessidade de deslocamentos para outras cidades e aumentar a capacidade de realização das cirurgias ao longo dos próximos meses, dando continuidade ao atendimento dos pacientes que aguardam pelos procedimentos desde anos anteriores.
Com informações de Agência SECOM SC





