Posicionamento digital e lideranças: como as redes sociais podem trabalhar a favor de marcas pessoais

Não é novidade que, em um mundo cada vez mais conectado e competitivo, a construção de uma presença marcante e um posicionamento estratégico no ambiente digital são fundamentais para o sucesso pessoal e profissional. Um estudo da CDN, agência de comunicação e relações públicas, realizado a pedido da Forbes Brasil, e que analisou o engajamento dos CEOs das Marcas Mais Valiosas do Brasil, mostrou que mais da metade dos líderes utiliza as redes de forma estratégica para fortalecer a reputação institucional das companhias que comandam. O estudo inédito avaliou 25 lideranças e tentou entender como elas utilizam essa ferramenta para construção e fortalecimento da reputação individual e institucional.
’Na atualidade digital, a presença ativa dos executivos nas plataformas online não apenas representa uma adaptação necessária, mas também é uma oportunidade estratégica. A inércia ou a passividade na adoção de um posicionamento digital eficaz e consistente pode acarretar riscos significativos para a reputação tanto do executivo quanto da empresa’, aponta a jornalista Cristiane Soethe, co-CEO da Presse Comunicação e professora universitária.
Especialistas alertam, porém, que a construção deste posicionamento digital deve vir acompanhada de um trabalho estratégico relacionado à marca pessoal do profissional. ’Antes de definir linguagem, mensagem e até quais redes sociais utilizar, são necessárias reflexões sobre a identidade desse executivo, autopercepção, missão pessoal, visão de futuro e potencialidades, por exemplo’, acrescenta a comunicadora, mentora e especialista em Marketing, Cinara Maria.
Levantamentos como a pesquisa “Liderança Conectada”, da consultoria Brunswick, destacam a expectativa crescente em relação à presença online dos CEOs. Na opinião da co-CEO da Presse Comunicação, jornalista e especialista em Marketing Digital, Fernanda Momm, ignorar essa realidade coloca em risco não apenas a reputação pessoal dos executivos, mas também a imagem corporativa como um todo. ’A falta de movimento na era digital é percebida como falta de adaptabilidade e pode resultar em danos significativos à reputação. A participação constante – e qualificada – dos líderes nas redes sociais e mídias digitais não representa apenas uma extensão da marca; é uma ferramenta fundamental para construir conexões emocionais, disseminar mensagens estratégicas e engajar o público de maneira consistente’, opina.
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