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O mundo do trabalho está em constante transformação, e com essas mudanças surgem novos desafios para os recrutadores. Enquanto as empresas buscam os melhores talentos, os candidatos esperam por processos seletivos mais ágeis e transparentes. Como enfrentar esses desafios e contratar com eficiência? Vamos explorar juntos!
A ARTE DE CONTRATAR COM EFICIÊNCIA
Para Lilian Carina, da Triven, construir um processo seletivo eficaz envolve diversos aspectos, desde a descrição precisa da vaga até a avaliação das habilidades comportamentais. É importante que as empresas demonstrem sua cultura desde o início do processo, oferecendo aos candidatos uma visão clara do ambiente de trabalho. Segundo Lilian, “quanto mais informações constam, mais atrativa a empresa se torna. (…) A questão não é fazer um anúncio extenso, mas especificar o que está sendo procurado e como as operações acontecem naquele ambiente.”
FIT CULTURAL: A CHAVE DO SUCESSO
Uma das tendências recentes no mundo empresarial é o conceito de “fit cultural”. Esse termo refere-se à harmonia entre o colaborador e os valores da empresa. Segundo a diretora de RH da Triven, quanto mais cedo a empresa explicitar qual é a cultura adotada e quais são os comportamentos esperados dentro daquele lugar, mais assertivos serão os processos seletivos. “A cultura organizacional remete à forma de tomar decisões e aos valores e questionamentos que norteiam as ações. Não há certo ou errado, é preciso entender qual é o funcionamento de cada lugar e traduzi-lo por meio do processo seletivo”, explica.
A partir disso, a expectativa é que as etapas seguintes de seleção se tornem mais produtivas. Para Lilian, o ponto alto do processo é a entrevista entre recrutador e candidato. “O contato pessoal entre ambas as partes é insubstituível, mas o cuidado deve ser redobrado. O entrevistador precisa conhecer bem a empresa, para apresentá-la da melhor forma possível”, alerta. Ela também completa que, por meio dessa conversa, é possível avaliar as habilidades interpessoais do entrevistado, como pensamento analítico, capacidade de resolução de problemas e se busca aprendizado contínuo – as chamadas soft skills.
ENTREVISTA: O MOMENTO CRUCIAL
Apesar da crescente digitalização, o contato pessoal ainda é insubstituível no processo seletivo. Segundo Lilian, a entrevista entre recrutador e candidato é o ponto alto do processo. “O entrevistador precisa conhecer bem a empresa, para apresentá-la da melhor forma possível”, destaca. Além disso, é durante essa conversa que são avaliadas as habilidades interpessoais do candidato, como capacidade de resolução de problemas e pensamento analítico.
O CUSTO DAS MÁS CONTRATAÇÕES
As más contratações não afetam apenas o andamento das atividades, mas também a reputação da empresa no mercado de trabalho. Lilian enfatiza que, quando um colaborador não está alinhado com a cultura da empresa, sua produtividade e satisfação tendem a ser prejudicadas. Isso pode resultar em aumento do turnover e impactar negativamente a imagem da empresa.
TECNOLOGIA: A GRANDE ALIADA DOS RECRUTADORES
Para Daniel Kafruni, da Zucchetti Brasil, o uso da tecnologia é essencial para atender às demandas estratégicas do RH. “Nesse sentido, a tecnologia ajuda a resolver dois problemas. O primeiro é a alta demanda por novas contratações. A empresa que precisa expandir seu time não pode ter um processo de seleção moroso, e as plataformas oferecem a celeridade necessária. O segundo está na inteligência do time de recursos humanos. Sem precisar gastar horas de trabalho em atividades manuais, como postagem de vagas e agendamento de entrevistas, a equipe pode se dedicar a ações estratégicas de melhoria contínua dos processos seletivos”, explica o executivo.
A multinacional italiana é responsável pelo Inrecruiting, sistema de recrutamento e seleção que conta com 13 milhões de candidatos registrados. A solução, líder no mercado europeu, possui clientes como Honda, Burguer King e McDonald’s e chegou ao Brasil em 2021. De acordo com Kafruni, outro diferencial proporcionado pelas plataformas digitais de recrutamento é a capacidade de analisar minuciosamente o desempenho das vagas publicadas.
“Uma das funcionalidades oferecidas pelo Inrecruiting é a geração de relatórios que acompanham os indicadores mais importantes para a gestão de talentos, o que permite o monitoramento do banco de currículos e oferece uma visão completa dos talentos. Isso faz toda a diferença para o recrutador conseguir avaliar as iniciativas do RH com base em dados, não em achismos. Assim, ele pode avaliar se é preciso melhorar as descrições das vagas ou se a cultura da empresa está refletida nas publicações, por exemplo. As tomadas de decisão ficam muito mais qualificadas”, afirma.
ESTUDO DE CASO: A EXPERIÊNCIA DA PAYTRACK
A Paytrack é um exemplo de como a tecnologia pode revolucionar o processo seletivo. Com a implementação de uma plataforma de seleção, a empresa conseguiu melhorar a eficiência do processo, reduzir o tempo de fechamento de vagas e aumentar a taxa de aprovação no período de experiência dos colaboradores. Esses resultados mostram como o investimento em tecnologia pode trazer benefícios significativos para o RH.
O FUTURO DO RECRUTAMENTO
Diante das rápidas mudanças no mercado de trabalho, os recrutadores enfrentam desafios cada vez maiores. No entanto, com o uso inteligente da tecnologia e uma abordagem centrada nas pessoas, é possível superar esses desafios e construir equipes de alto desempenho.
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