Trabalhar de casa, com um horário mais flexível que permite conciliar de uma maneira diferente a vida pessoal com a profissional, definir o perfil de clientes que deseja atender e focar nos produtos financeiros que mais interessam. São formas diferentes de atuação para quem se acostumou a horários comerciais e agências de banco e que têm se tornado possíveis graças à tecnologia e ao open banking. Celebrado neste 28 de agosto, o Dia do Bancário é agora encarado de outra forma por profissionais que mudaram a rota da carreira e agora atuam como bancários autônomos, os personal bankers.
Alexandre Guedert tem 42 anos, 20 deles dedicados a uma tradicional instituição financeira brasileira. No fim de 2020, quando deixou o local em que trabalhava, começou a se preparar para tirar novas certificações e tentar um novo emprego na área, em algum banco ou cooperativa no Sul de Santa Catarina, onde sempre atuou. Chegou até a fazer algumas entrevistas, mas um anúncio no Instagram fez com que buscasse se informar sobre outro tipo de trabalho:
“Eu vi uma propaganda na internet e resolvi pesquisar sobre o trabalho de personal banker. Fui falar com colegas que já atuavam dessa forma, estudei e isso foi decisivo para essa virada de chave que fiz no fim de 2021”, lembra o bancário.
Guedert começou a trabalhar como bancário autônomo de casa, em formato home office, e hoje tem um escritório próprio onde atende os clientes. Com a rotina mais flexível, consegue adaptar necessidades profissionais, como reuniões fora do horário comercial, e pessoais, como os compromissos da filha de 10 anos:
“É uma profissão muito gratificante, hoje como personal banker eu consigo ter o perfil de clientes que eu gosto, os produtos que eu gosto mais de vender e que meus clientes buscam. Gosto de dar o exemplo do home equity, que em um banco eu poderia oferecer uma opção para o cliente, e hoje tenho um leque com 15 instituições diferentes. Esse modelo permite que eu personalize o atendimento de cada cliente, com foco nele e não nos produtos”.
A história de Ana Lúcia Dalbeto Lopes foi um pouco diferente. Hoje com 42 anos, a profissional trabalhou por 15 anos em uma instituição financeira em que entrou como estagiária e cresceu até cargos de gerência. Por motivos pessoais precisou deixar o emprego e até tentou trabalhar em outros setores, mas a paixão por ser bancária permanecia. Após oito anos afastada do mercado, viu na chance de ser personal banker a oportunidade de retomar a profissão.
“Ser bancária autônoma me deu liberdade para cuidar da melhor forma do meu bem mais precioso, que é a minha família, e me abriu um leque de oportunidades. Hoje posso fechar ótimos negócios de onde eu estiver, faço network em viagens, encontros com amigos e assim amplio minha carteira de clientes”.
Tanto Ana quanto Alexandre utilizam a plataforma da Franq, pioneira no Brasil ao oferecer uma ferramenta para personal bankers, que podem se conectar a mais de 50 instituições financeiras parceiras com 150 produtos diferentes. Segundo dados da empresa, mais de 8500 profissionais atuam pela plataforma no país atualmente.
Para se tornar um bancário autônomo, é importante que o profissional tenha experiência no setor financeiro. Por meio de plataformas como a da Franq, ele passa a trabalhar como um consultor financeiro, ajudando seus clientes a escolherem os produtos e serviços que melhor atendem às suas necessidades.
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