Inovação e sustentabilidade são conceitos interdependentes e, atualmente, não existe espaço para inovação que não seja sustentável. É o que aponta a especialista Elaise Sestrem. “O termo abrange inclusive a capacidade de uma empresa se manter financeiramente a longo prazo e engajar colaboradores. Isso tudo é envolvido pelo ESG, que deve ser um plano de ação integrado em todas as áreas desde o início da organização”, explica. No entanto, muitos gestores ainda veem a prática com desconfiança ou, segundo a profissional, a aplicam de forma rasa, “apenas para cumprir agenda”. Ou seja, a ideia equivocada de que atuar em ESG significaria perder lucro, impede lideranças em se aprofundar no tema.
Elaise é advogada com dez anos de experiência em direito tributário, tem MBA em andamento em ESG (sigla em inglês para Governança Ambiental, Social e Corporativa) e Inovação e é responsável técnica do projeto de desenvolvimento da estratégia de ESG e Sustentabilidade do Centro de Inovação Blumenau (CIB). Comprometida a desmistificar o tema e trazê-lo para a realidade cotidiana de empresas, está confirmada como palestrante no Conexão WK, evento de imersão em tecnologia e inovação para gestão de empresas que ocorre em setembro em Blumenau/SC.
Por mais frequentes que sejam as menções ao ESG, a especialista observa que o tema ainda é tratado com bastante superficialidade, principalmente por causa da falta de conhecimento de gestores e líderes de empresas sobre a importância do assunto. “É verdade que o ESG foi puxado inicialmente por ambientalistas, mas hoje já deve ser visto como uma prática de gestão. Ele tem tudo a ver com o dia a dia da administração de empresas, principalmente no contexto da tecnologia e inovação”, afirma.
Conteúdos
A realidade do ESG em empresas de diferentes portes
No seu papel como responsável técnica do projeto de desenvolvimento da estratégia de ESG e Sustentabilidade do Centro de Inovação Blumenau (CIB), Elaise lida diretamente com fundadores de negócios inovadores. “É um equívoco comum empreendedores acharem que ESG é uma ação somente para empresas maiores. Muito pelo contrário, o momento inicial da elaboração da organização é exatamente o mais fácil de agregar o conceito. Dessa forma, ao invés de adaptar processos engessados por anos, a cultura da empresa já nasce olhando para isso”, diz.
A profissional também fala sobre erros frequentes no que diz respeito a empresas que declaram ações de ESG. “O famoso greenwashing – quando se cria uma falsa aparência de sustentabilidade, sem necessariamente aplicá-la na prática – é uma prática indefensável, mas não é só isso. Um dos equívocos mais comuns que encontro é o gestor que quer aplicar uma estratégia pronta à empresa, o que deixa o trabalho raso.”
Ela aponta que o sucesso neste caminho só é possível a partir da análise individual de cada empresa e do contexto onde ela está inserida. “Cada organização é diferente e é preciso trabalhar o ESG dentro das prioridades e realidade de cada negócio.”
Líderes e colaboradores dentro do ESG
Na prática, Elaise diz que o ESG começa na governança. “Só de estar com as obrigações tributárias e construir um modelo de contratação abrangente e inclusivo, isso já é ESG.” Mas todas as decisões envolvidas no dia a dia levantam questões relacionadas. “É essencial analisar os parceiros comerciais da organização. Como o seu fornecedor trabalha? Como ele seleciona funcionários, matéria-prima, e os próprios fornecedores?”, desenvolve.
Por isso, o código de ética deve estar inserido na formulação do negócio. “A gente ouve muitos gestores reclamando que a nova geração não quer mais trabalhar. Não é nada disso. As pessoas atualmente precisam se sentir parte do negócio, ser ouvidas e ter espaço para inovar sem medo. Senão, vão buscar novas oportunidades, com razão”, explica.
Neste quesito, algumas questões relevantes são: a necessidade de trabalhar na evolução pessoal do trabalhador, a definição concreta do significado de ‘diversidade e inclusão’ na empresa, e investir no desenvolvimento do funcionário ao invés de contratações externas para suprir necessidades. “Um bom gestor deve identificar os pontos fortes de cada colaborador e oferecer oportunidades de crescimento que sejam condizentes com o seu perfil.”
Explorando incentivos fiscais
“Em 2022, nem 3,5 mil empresas usaram o incentivo fiscal da Lei do Bem no Brasil”, afirma Elaise. O total de empresas de Lucro Real (que poderiam, observados os requisitos, usufruir do benefício) ainda não foi divulgado pelo Governo Federal mas, de acordo com a plataforma Econodata, esse número supera os 200 mil.
Segundo a especialista, a Lei do Bem (incentivo fiscal relativo à inovação) é uma oportunidade valiosa para empresas que investem em Pesquisa e Desenvolvimento de Inovação, visando promover soluções que possam alavancar suas práticas ESG. No entanto, é essencial contar com profissionais responsáveis para se enquadrar aos requisitos.
“A legislação demanda uma característica inerente à inovação: o risco. Portanto, instalar painéis de energia solar, por exemplo, não garante incentivo fiscal. A empresa precisa investir em uma inovação tecnológica que possa resultar em um novo produto ou processo, ou que gere melhorias incrementais e ganho efetivo de qualidade ou produtividade aos já existentes”, explica. Um exemplo concreto disso é a catarinense Malwee, que desenvolveu uma nova forma de lavar peças jeans, resultando em um impacto positivo na economia do uso de água.
Desmistificando o ESG para o público interessado
Para trazer o tópico de forma objetiva ao público, explicando os detalhes e particularidades do ESG a empreendedores e tomadores de decisão, Elaise apresentará um painel sobre o tema durante o Conexão WK, um evento promovido pela WK, empresa especializada em ERP e gestão corporativa, durante os dias 12 e 13 de setembro em Blumenau/SC.
O evento oferecerá mais de 50 palestras e painéis sobre diversos outros temas relevantes no universo da gestão empresarial na atualidade, como estratégias de ESG, Inteligência Artificial, Hiperautomação Financeira, Gestão de Riscos, Inovação, Planejamento e Estratégia, Liderança, entre vários outros.
Sobre a WK:
A WK ajuda as empresas a alcançarem melhores resultados com um ERP em nuvem, 100% integrado e que entrega o maior nível de autonomia aos usuários e com a melhor relação custo benefício do mercado dentre os ERPs de grande porte.
Com mais de 40 anos de avanços tecnológicos, a WK é uma das pioneiras em inovação no Brasil. Com um ERP moderno e robusto com mais de 30 módulos específicos e especialista nas áreas Contábil e Fiscal, a WK já vendeu mais de 100 mil cópias de seus produtos e atende mais de 7 mil empresas com 30 mil usuários em todo o país. A empresa conta com cerca de mil pessoas em uma ampla rede com mais de 60 parceiros certificados em suas soluções e que juntas entregam serviços avaliados com mais de 97,5% de satisfação.
Com um modelo de negócio renovado, a WK conecta as melhores soluções para gestão e performance empresarial por meio de uma plataforma de negócios com o seu ERP como núcleo central para geração de alto valor entre clientes e fornecedores de soluções especialistas.
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