As eleições no Brasil poderão passar por mudanças significativas caso o Projeto de Resolução (PRS) 1/2025 seja aprovado. O texto, que visa estabelecer eleições gerais e fixar mandatos de cinco anos para cargos eletivos dos Poderes Executivo e Legislativo em todas as esferas — nacional, estadual e municipal —, está apto a ser votado no Plenário da ALESC. A medida foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na manhã desta terça-feira (18), recebendo parecer favorável por unanimidade.
Conteúdos
UNIFICAÇÃO DAS ELEIÇÕES COMO ESTRATÉGIA DE ESTABILIDADE
O PRS 1/2025 é de autoria do deputado Marcius Machado (PL), que defende a unificação das eleições como uma forma de garantir maior estabilidade política e administrativa no país. Segundo o parlamentar, alinhar os mandatos de prefeitos, governadores e presidente da República aos dos legislativos permitirá maior continuidade na execução de políticas públicas.
“Ao se alinhar os mandatos de prefeitos, governadores e presidente da República com os das casas legislativas, será possível garantir maior continuidade e coerência na implementação das políticas, sem interrupções provocadas por pleitos eleitorais intermediários”, afirmou Machado.
O relator do projeto, deputado Volnei Weber (MDB), destacou que o artigo 60, inciso 3º, da Constituição Federal autoriza a implementação da proposta, desde que aprovada pela maioria dos parlamentos estaduais, com cada um deles adotando a maioria simples dos votos. Ele também reforçou a relevância do tema para o debate político nacional:
“Trata-se de matéria de grande relevância para o debate político nacional, cujo mérito deverá ser apreciado no foro adequado, qual seja, o Congresso Nacional.”
IMPACTOS DA UNIFICAÇÃO E DURAÇÃO DOS MANDATOS
Especialistas apontam que a mudança proposta pelo PRS 1/2025 poderá reduzir custos com eleições e otimizar o planejamento de políticas públicas. Ao unificar os pleitos, espera-se diminuir a sobreposição de campanhas eleitorais, permitindo maior foco na implementação de projetos governamentais.
Além disso, o aumento do mandato para cinco anos visa criar estabilidade suficiente para que governos implementem políticas de médio prazo, sem a necessidade de ajustes frequentes motivados por pleitos eleitorais. A alteração deve abranger todos os níveis de governo, proporcionando uniformidade na administração pública e maior previsibilidade nas agendas legislativas e executivas.
AMPLIAÇÃO DE SERVIÇOS NAS FARMÁCIAS
Na mesma sessão da CCJ, o Projeto de Lei (PL) 275/2023, de autoria do deputado Carlos Humberto (PL), foi encaminhado ao Plenário. A proposta altera a Lei 16.473/2014, que regulamenta os serviços farmacêuticos, permitindo que farmácias e drogarias comercializem produtos típicos de lojas de conveniência e drugstores. A venda desses itens, entretanto, deve respeitar regras legais, incluindo a separação física entre produtos farmacêuticos e não farmacêuticos, bem como previsão expressa no contrato social do estabelecimento.
Uma emenda modificativa apresentada na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, que visava alterar a redação do artigo 6º do projeto, foi rejeitada. O deputado Pepê Collaço (PP) explicou que a proposta contrariava a jurisprudência pacificada no Tribunal de Justiça, que permite a venda de produtos de conveniência por farmácias desde que obedecidas as condições legais.
“A redação proposta contraria a jurisprudência pacificada no âmbito do nosso Tribunal de Justiça, que entende ser possível aos estabelecimentos farmacêuticos venderem produtos de conveniência, desde que fisicamente separados dos medicamentos, e que haja previsão no contrato social para o exercício dessa atividade”, declarou Collaço.
DESAFIOS E EXPECTATIVAS
Embora a proposta de unificação das eleições e extensão dos mandatos para cinco anos tenha recebido apoio no âmbito da Assembleia Legislativa, ainda existem desafios significativos para sua aprovação em âmbito nacional. A tramitação dependerá da articulação entre os parlamentos estaduais e da análise detalhada no Congresso Nacional, onde serão debatidos aspectos técnicos, legais e sociais da medida.
Analistas políticos apontam que a mudança poderá favorecer maior planejamento de políticas públicas, mas também exige atenção quanto à representatividade e à renovação democrática. A proposta busca equilibrar eficiência administrativa com os princípios constitucionais, ao mesmo tempo em que oferece aos gestores maior horizonte para implementar programas estratégicos.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O FUTURO DAS ELEIÇÕES NO BRASIL
A discussão em torno do PRS 1/2025 coloca o país diante de um momento histórico, no qual a definição das regras eleitorais e a duração dos mandatos podem ser unificadas para fortalecer a coerência da administração pública. O debate envolve aspectos constitucionais, econômicos e sociais, sendo acompanhado de perto por especialistas, políticos e sociedade civil.
Se aprovada, a medida poderá transformar a forma como eleições e mandatos são conduzidos no Brasil, estabelecendo maior previsibilidade para governantes e eleitores, reduzindo custos com processos eleitorais separados e permitindo que políticas públicas de longo prazo sejam planejadas e implementadas de maneira contínua.
Com informações da Agência ALESC
CONECTE-SE COM O CONECTA SC
Quer acompanhar as principais notícias, eventos e curiosidades sobre Santa Catarina? Siga o Conecta SC nas redes sociais:
👉 Facebook | LinkedIn | Instagram
💌 Receba nossos destaques semanais: Assine a newsletter
📱 Entre no nosso grupo do WhatsApp: Clique aqui

Concurso de Poesias 2026 da Biblioteca Pública de SC busca revelar novos poetas catarinenses
Grande Florianópolis alcança um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil
Santa Catarina ultrapassa 10 mil multas por porte e uso de drogas em locais públicos desde 2024
Detran-SC orienta motoristas a buscar CNHs antes da destruição