A corrupção é um mal que continua a desafiar sociedades em todo o mundo, e, nesta quinta-feira (21), a Assembleia Legislativa de Santa Catarina reforçou seu compromisso em enfrentar essa prática nociva por meio da Semana Estadual de Combate à Corrupção, cuja edição de 2025 será realizada com diversas atividades voltadas à conscientização, educação e mobilização social. A controladora-geral adjunta da Assembleia, Juliana Cristina da Cruz, destacou a relevância de ações educativas e institucionais que promovam a transparência e o engajamento cidadão como ferramentas essenciais na luta contra a corrupção.
Conteúdos
- A CORRUPÇÃO COMO PROBLEMA SOCIAL, POLÍTICO E ECONÔMICO
- CAMPANHAS EDUCATIVAS E LEIS REFORÇAM COMPROMISSO ESTADUAL
- LEI ESTADUAL INSTITUI SEMANA DE COMBATE À CORRUPÇÃO
- OBJETIVOS DA SEMANA DE COMBATE À CORRUPÇÃO
- PROGRAMAÇÃO DETALHADA DA SEMANA
- O PAPEL DA EDUCAÇÃO NO COMBATE À CORRUPÇÃO
- TRANSPARÊNCIA E INTEGRIDADE COMO PILARES DO DESENVOLVIMENTO
- DESAFIOS ATUAIS E PERSPECTIVAS FUTURAS
- A IMPORTÂNCIA DO COMPROMISSO INDIVIDUAL
- IMPACTO SOCIAL E INSTITUCIONAL
A CORRUPÇÃO COMO PROBLEMA SOCIAL, POLÍTICO E ECONÔMICO
Juliana Cristina da Cruz iniciou sua fala lembrando que a corrupção é “um mal social, político e econômico que corrói as estruturas democráticas e retarda o desenvolvimento”, sendo uma prática presente em todas as nações e em diferentes estratos sociais. Para ela, o combate à corrupção não se limita ao cumprimento das leis, mas exige a construção de uma consciência coletiva que valorize a ética, a integridade e a responsabilidade social.
Segundo a controladora-geral adjunta, a corrupção prejudica não apenas a economia e o funcionamento das instituições públicas, mas também compromete a confiança da sociedade nas estruturas democráticas. “Quando as práticas ilícitas se tornam comuns, o cidadão perde a fé no sistema, a credibilidade das instituições se fragiliza e o desenvolvimento econômico e social é retardado”, explicou Juliana.
CAMPANHAS EDUCATIVAS E LEIS REFORÇAM COMPROMISSO ESTADUAL
Em sua explanação, Juliana ressaltou que o enfrentamento da corrupção tem sido uma prioridade tanto no âmbito nacional quanto estadual. Nesse sentido, diversas campanhas educativas e programas voltados à conscientização da população desempenham um papel estratégico no fortalecimento da cultura da integridade.
Entre as iniciativas citadas pela controladora, destacam-se a campanha nacional “O que você tem a ver com a corrupção?”, criada em 2004, e o programa “Educando Cidadãos – O que nós temos a ver com a corrupção?”, desenvolvido em 2024 pelo promotor de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, Affonso Ghizzo Neto. Ambos os projetos foram idealizados em parceria com diferentes instituições e entidades, promovendo a reflexão sobre os impactos da corrupção e incentivando o envolvimento direto da sociedade.
O programa mais recente, “Educando Cidadãos”, contou ainda com a adesão da Assembleia Legislativa, reforçando o compromisso da casa legislativa em participar ativamente de iniciativas que promovam a cidadania e a ética pública. Juliana enfatizou que campanhas como essas permitem que o combate à corrupção transcenda o âmbito jurídico e chegue ao cotidiano dos cidadãos, contribuindo para uma cultura de fiscalização e responsabilidade compartilhada.
LEI ESTADUAL INSTITUI SEMANA DE COMBATE À CORRUPÇÃO
A institucionalização do combate à corrupção em Santa Catarina ganhou força em agosto de 2024, quando foi sancionada a Lei 9.050, que estabeleceu o Dia Estadual de Combate à Corrupção, celebrado anualmente em 27 de agosto, e a Semana Estadual de Combate à Corrupção. O objetivo da legislação é mobilizar instituições públicas e privadas, promover debates, aproximar o poder público da sociedade e estimular a participação cidadã.
Juliana Cristina da Cruz ressaltou que a lei representa um marco na política estadual de integridade, criando um espaço dedicado à reflexão sobre a importância da transparência e da ética na gestão pública. Segundo ela, a Semana de Combate à Corrupção busca não apenas alertar sobre práticas ilícitas, mas também oferecer à sociedade ferramentas concretas para fiscalizar, denunciar e, sobretudo, atuar como exemplo de conduta ética.
“Essa não é apenas uma semana de eventos, é um chamado, é um convite para que cada um de nós assuma o compromisso de vigiar, denunciar e, sobretudo, dar o exemplo, porque a luta contra a corrupção não se trava apenas nas leis, mas na consciência de cada cidadão”, afirmou Juliana, reforçando a dimensão coletiva do combate à corrupção e a necessidade de engajamento de todos os setores da sociedade.
OBJETIVOS DA SEMANA DE COMBATE À CORRUPÇÃO
O evento promovido pela Assembleia Legislativa tem como principais objetivos proporcionar momentos de aprendizado, reflexão e mobilização para a sociedade. Entre as metas destacam-se:
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Educação e conscientização: transmitir informações sobre os efeitos da corrupção e formas de prevenção;
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Mobilização social: incentivar a participação ativa da população em ações de fiscalização e controle social;
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Fortalecimento institucional: aproximar órgãos públicos e sociedade civil, promovendo a credibilidade e a confiança nas instituições;
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Promoção de cidadania: estimular a ética e a responsabilidade individual, mostrando que o combate à corrupção depende também da postura de cada cidadão;
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Integração de programas: unir iniciativas estaduais e nacionais para criar uma abordagem coesa e sustentável no enfrentamento à corrupção.
Segundo Juliana, a Semana de Combate à Corrupção pretende ser mais do que uma série de eventos: será um espaço de diálogo e reflexão, no qual cidadãos, especialistas, autoridades e instituições compartilham experiências e soluções para enfrentar esse problema que afeta profundamente a sociedade.
PROGRAMAÇÃO DETALHADA DA SEMANA
A programação da Semana Estadual de Combate à Corrupção em 2025 foi estruturada para atender a diferentes públicos, combinando atividades educativas, painéis de debate e espaços de interação entre sociedade e instituições.
Segunda-feira (25) – A abertura oficial contará com a apresentação da trajetória do programa “Educando Cidadãos”, incluindo a entrega de placas de reconhecimento aos parceiros e apoiadores do programa. Este momento simboliza o reconhecimento da importância da colaboração entre órgãos públicos, sociedade civil e instituições educacionais na luta contra a corrupção.
Terça-feira (26) – Será realizada a palestra “Ética e Valores: Educando Cidadãos”, ministrada pelo renomado professor Clóvis de Barros Filho. O evento abordará conceitos fundamentais de ética, cidadania e integridade, destacando o papel da educação na formação de cidadãos conscientes e atuantes no combate à corrupção.
Quarta-feira (27) – O painel contará com a participação de Alberto Bial e da promotora de Justiça Júlia Schutz. As discussões abordarão estratégias de fiscalização, mecanismos legais de combate à corrupção e a importância da atuação conjunta entre sociedade civil e órgãos de controle. Esta data coincide com o Dia Estadual de Combate à Corrupção, reforçando a simbologia do evento.
Quinta-feira (28) – A Semana será concluída com a Feira da Rede de Controle, reunindo parceiros e iniciativas voltadas à fiscalização e à promoção da integridade. A feira permitirá a troca de experiências, a apresentação de boas práticas e o fortalecimento da rede de instituições comprometidas com a prevenção da corrupção.
O PAPEL DA EDUCAÇÃO NO COMBATE À CORRUPÇÃO
Especialistas e autoridades presentes na Assembleia destacam que a educação é um dos pilares mais eficazes no enfrentamento à corrupção. Programas como “Educando Cidadãos” têm como foco principal formar indivíduos capazes de identificar práticas ilícitas, compreender os impactos da corrupção e agir de maneira ética em todas as esferas da sociedade.
Juliana Cristina da Cruz enfatizou que a educação cidadã deve começar nas escolas, mas se estender a todos os setores da sociedade, incluindo empresas, órgãos públicos e instituições não governamentais. Segundo ela, somente por meio da informação, do debate e da conscientização será possível criar uma cultura sustentável de integridade e responsabilidade social.
Além disso, a integração entre campanhas educativas e legislação específica, como a Lei 9.050, contribui para consolidar uma abordagem abrangente, que une conscientização, prevenção e ação prática contra a corrupção.
TRANSPARÊNCIA E INTEGRIDADE COMO PILARES DO DESENVOLVIMENTO
A controladora-geral adjunta destacou ainda que o combate à corrupção está diretamente relacionado ao fortalecimento das instituições e ao desenvolvimento econômico e social. Práticas ilícitas comprometem a aplicação de recursos públicos, desestimulam investimentos e reduzem a confiança da população no governo e nos órgãos públicos.
Por isso, ações coordenadas entre poder público, sociedade civil e instituições privadas são essenciais para criar um ambiente de transparência e integridade. A Semana Estadual de Combate à Corrupção representa uma oportunidade de aproximar esses diferentes atores e construir soluções coletivas, fortalecendo a democracia e estimulando a participação cidadã.
DESAFIOS ATUAIS E PERSPECTIVAS FUTURAS
Apesar dos avanços, o combate à corrupção continua sendo um desafio complexo e contínuo. Juliana Cristina da Cruz ressaltou que a prática ilícita é multifacetada, envolvendo aspectos legais, culturais e sociais. Para enfrentá-la, é necessário combinar políticas públicas efetivas, fiscalização rigorosa, campanhas educativas e engajamento da sociedade.
A Semana de 2025 será uma plataforma para discutir novos desafios, compartilhar experiências bem-sucedidas e fortalecer redes de cooperação entre diferentes instituições. O objetivo é criar um ciclo virtuoso em que informação, ética e ação cidadã se complementem, contribuindo para reduzir significativamente os índices de corrupção no Estado.
A IMPORTÂNCIA DO COMPROMISSO INDIVIDUAL
Um ponto central da abordagem de Juliana é a responsabilidade individual de cada cidadão. Embora leis e políticas públicas sejam essenciais, a mudança cultural depende da postura de cada pessoa em sua vida cotidiana. Denunciar irregularidades, praticar a ética profissional e adotar comportamentos responsáveis são atitudes que, somadas, geram impactos concretos na sociedade.
“A luta contra a corrupção não se trava apenas nas leis, mas na consciência de cada cidadão”, afirmou Juliana, destacando que a Semana de Combate à Corrupção deve inspirar uma transformação profunda, que vá além de eventos e campanhas, alcançando o comportamento diário de todos.
IMPACTO SOCIAL E INSTITUCIONAL
A expectativa é que a Semana Estadual de Combate à Corrupção em 2025 tenha impactos significativos tanto no âmbito social quanto institucional. A mobilização prevista busca fortalecer a integração entre órgãos públicos e sociedade, promover a transparência nas ações governamentais, incentivar a participação cidadã e consolidar uma cultura de ética e responsabilidade coletiva.
Especialistas apontam que eventos desse tipo contribuem para aumentar a confiança da população nas instituições e estimular o engajamento em práticas de controle social. Além disso, a troca de experiências e o debate aberto sobre corrupção permitem identificar soluções inovadoras e eficazes, alinhadas às necessidades locais e nacionais.
Com informações da Agência Alesc
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