Florianópolis testou câmeras de reconhecimento facial durante desfile de 7 de setembro

Florianópolis recebeu reforço na segurança durante o tradicional Desfile Cívico-Militar do Dia da Independência, realizado no domingo, 7, com a utilização de câmeras de reconhecimento facial ao longo da Avenida Beira-Mar Continental.

A iniciativa integrou os testes de viabilidade técnica do Projeto de Reconhecimento Facial (ProRef), desenvolvido pelo Governo de Santa Catarina por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Dez equipamentos com inteligência artificial foram instalados para monitorar o público durante o evento e poderiam, futuramente, operar de forma permanente no Bairro Estreito, caso o sistema se mostrasse eficiente.

Testes anteriores comprovaram eficiência do sistema

O secretário da Segurança Pública, Coronel Flávio Graff, ressaltou que o objetivo do ProRef era ampliar a capacidade de cobertura e a rapidez na resposta das forças de segurança. Experiências anteriores em eventos como o Carnaval de Florianópolis, a Festa do Pinhão em Lages e o aniversário de Balneário Camboriú demonstraram resultados positivos, com mais de 15 prisões realizadas e a identificação de pessoas desaparecidas. Segundo Graff, apenas a divulgação da presença do sistema contribuiu para a redução dos índices de criminalidade durante essas festividades.

Próximos testes estavam programados para festividades regionais

Após o desfile de 7 de setembro, novos testes do sistema foram programados para a Oktoberfest em Blumenau e a Schützenfest, em Jaraguá do Sul.

Como funcionava o sistema de reconhecimento facial

O ProRef utilizava câmeras inteligentes que capturavam imagens faciais em tempo real. Essas imagens eram automaticamente comparadas com os bancos de dados da Segurança Pública. Em caso de restrições, o sistema gerava alertas à central de monitoramento, acionando a guarnição mais próxima. A equipe realizava a abordagem, confirmava a identidade e, se necessário, efetuava a detenção de acordo com os procedimentos legais.

Investimento e expansão do projeto

O governador Jorginho Mello autorizou R$ 40 milhões para a primeira fase do projeto, que contemplou inicialmente os 60 municípios catarinenses com mais de 26,5 mil habitantes. Nessa etapa, foram instaladas 1.000 câmeras de reconhecimento facial, abrangendo regiões que concentravam 76% da população e registraram 73% dos homicídios em 2024.

O projeto previa, ainda, a construção de 10 grandes centros de processamento em todo o estado, equipados com servidores de alta capacidade e softwares compatíveis com sistemas de monitoramento já ativos, como o Bem-Te-Vi. A iniciativa tinha como meta expandir a tecnologia para todos os municípios catarinenses.


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