Mestranda da UFSC recebe prêmio de melhor monografia em concurso voltado a trabalhos sobre Direitos Humanos

Catherine Oliveira Araujo, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu o prêmio de melhor monografia no Prêmio Jurista Dora Lúcia de Lima Faye, concurso voltado a trabalhos sobre Direitos Humanos organizado pelo Centro Universitário Cesusc (Unicesc). A cerimônia de premiação ocorreu na quarta-feira, 3 de setembro, durante o evento Gentes – Direitos Humanos e Interseccionalidades, coordenado pela doutoranda do PPGD/UFSC Gabriela Jacinto Barbosa.

MONOGRAFIA ABORDA POLIAFETIVIDADE E DIREITOS

Com o título O tratamento jurídico da poliafetividade no Brasil: um estudo comparativo com a evolução legal da conjugalidade homoafetiva, o trabalho de Catherine Oliveira Araujo investiga a relação entre o Direito e a poliafetividade, evidenciando mecanismos de resistência ao reconhecimento de famílias dissidentes, considerando questões de gênero e sexualidade. A pesquisa foi orientada pela professora Renata Raupp Gomes e coorientada pelo professor Diego Nunes, seu orientador no mestrado. Entre os prêmios concedidos, está a publicação da monografia como e-book.

SOBRE O PRÊMIO JURISTA DORA LÚCIA DE LIMA FAYE

Esta edição marcou a primeira realização do Prêmio Jurista Dora Lúcia de Lima Faye, que homenageia uma jurista reconhecida por sua atuação tanto na academia quanto no serviço público. O concurso é destinado a graduados em Direito ou áreas afins, bem como a estudantes com trabalhos de conclusão de curso (TCC) aprovados em instituições catarinenses nos últimos três anos.

TRAJETÓRIA DE DORA LÚCIA LÚCIA DE LIMA FAYE

Dora Lúcia iniciou sua carreira na advocacia em 1980, dedicando-se à defesa dos Direitos Humanos, com foco em mulheres e população carcerária, por meio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Paraná. Ela integrou a delegação brasileira na III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância, realizada em Durban, em 2001, e contribuiu para políticas de valorização da cultura afro-brasileira na Fundação Cultural Palmares e na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). Dora Lúcia também participou da elaboração da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012).

Com informações do Notícias da UFSC


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