A Gestão de Desastres em Santa Catarina ganhou novo fôlego com a divulgação do relatório final do I Simulado Geral, realizado em maio de 2025 e apresentado pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SPDC) nesta quinta-feira, 2. Considerado o maior exercício do tipo já promovido no país, o simulado envolveu 230 municípios — o que representa mais de 80% das cidades catarinenses — e marcou um passo importante na consolidação de um sistema estadual de resposta mais ágil e coordenado.
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SIMULADO MOBILIZOU MAIS DE 80% DOS MUNICÍPIOS CATARINENSES
Planejado para testar a articulação entre defesas civis municipais, regionais e estadual diante de um cenário de desastre generalizado, o exercício teve adesão expressiva. Segundo o relatório, 86,8% dos municípios se inscreveram e 92,6% deles participaram efetivamente no dia da ação. A mobilização envolveu centenas de profissionais, voluntários e estruturas de apoio, num esforço coletivo de grande amplitude.
“O I Simulado Geral foi um marco para Santa Catarina. Mobilizamos praticamente todo o Estado em um único dia, com um nível de engajamento histórico. Os números mostram a força do nosso sistema, mas também indicam pontos em que precisamos avançar, como a padronização de documentos e a maior participação popular”, destacou o Secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Mário Hildebrandt.
Ele ainda reforçou que o relatório serve como um guia para o aprimoramento das políticas públicas da área: “Só com planejamento, treinamento e integração conseguiremos salvar vidas e reduzir danos em situações reais de desastre”.
RESULTADOS REVELAM ALTA EFETIVIDADE DAS AÇÕES
Os dados apresentados evidenciam o impacto positivo da mobilização. Entre os resultados, o relatório aponta que 94,9% dos municípios ativaram uma sala de crise local, 92,4% abriram abrigos para atendimento da população e 85,2% preencheram corretamente o formulário oficial de gestão (SCO 201), essencial para a tomada de decisões.
Além disso, 85,7% elaboraram planos de assistência humanitária, 86,9% ativaram centros de logística temporários e 67% promoveram ações de mobilização e conscientização junto à população. Quinze municípios, com destaque para as regiões de São Miguel do Oeste, Maravilha e Chapecó, executaram todas as atividades propostas de forma exemplar.
APRIMORAMENTO CONTÍNUO É PRIORIDADE
O Diretor de Gestão de Desastres da SPDC, Cel BM Renaldo Onofre Laureano Junior, ressaltou a importância do exercício para o fortalecimento do sistema estadual.
“Para uma efetiva gestão de desastres é imprescindível que aproveitemos o período de normalidade para testar as nossas capacidades, em especial dos municípios e dos órgãos que compõem o Grupo de Ações Coordenadas, buscando identificar possíveis pontos de melhoria, a atualização de protocolos e o fortalecimento da integração”, afirmou.
Segundo ele, o primeiro simulado já trouxe resultados concretos, como a criação da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER-SC), voltada à comunicação alternativa em cenários de crise.
OBSERVADORES EXTERNOS AVALIARAM O EXERCÍCIO
O evento também contou com a presença de observadores externos, incluindo representantes das Defesas Civis do Rio Grande do Sul e do Acre, além do Comitê Técnico-Científico (CTC). O grupo acompanhou todas as etapas do simulado e apresentou recomendações para aprimorar a metodologia das próximas edições.
EXERCÍCIO FOI CONSIDERADO UM DIVISOR DE ÁGUAS
Para o Cel BM Aldrin de Souza, Gerente de Operações da SPDC, o I Simulado Geral de Gestão de Desastres representou um divisor de águas para o Estado.
“Aplicamos as capacidades de organização para resposta de maneira massiva e sinérgica, focado na cooperação entre os recursos municipais e as forças do Estado, com a utilização de ferramentas de gestão com destaque para o Sistema de Comando em Operações”, pontuou.
Ele destacou que o exercício permitiu o teste de estratégias e protocolos em ambiente controlado, possibilitando ajustes no planejamento de resposta. “Muito aprendizado foi construído e nosso estado sai mais preparado deste exercício, rumo ao próximo simulado, pois a busca pelo aprimoramento deve ser uma constante quando tratamos da redução do sofrimento das pessoas”, concluiu.
PRÓXIMO DESAFIO JÁ ESTÁ EM PLANEJAMENTO
O relatório também apresenta os primeiros passos para o II Simulado Geral de Gestão de Desastres, previsto para 1º de março de 2026. A nova edição deverá incorporar protocolos intersetoriais e ampliar a participação das escolas, além de envolver áreas como saúde, assistência social e educação.
Com base nas lições aprendidas, o Governo do Estado busca consolidar um modelo de resposta mais eficiente e colaborativo, reafirmando o compromisso de Santa Catarina com a segurança e o bem-estar da população diante de emergências e desastres naturais.
Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC
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