Enquanto a fome volta a crescer no Brasil, Florianópolis dá um passo decisivo para garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada com a proposta do Programa Municipal de Cozinhas Solidárias, iniciativa apresentada pela vereadora Ingrid Sateré Mawé. O projeto de lei em tramitação busca consolidar ações comunitárias de preparo e distribuição gratuita de refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Conteúdos
PROGRAMA INSPIRADO EM LEGISLAÇÃO NACIONAL
O programa municipal se baseia na Lei Federal nº 14.628/2023 e no Decreto nº 11.937/2024, que estruturam o Programa Cozinha Solidária em âmbito nacional. A proposta transforma em política pública a realidade já existente em muitas comunidades, onde cozinhas coletivas salvam vidas diariamente com apoio de voluntários, agricultores familiares e redes de solidariedade.
PÚBLICO PRIORITÁRIO E IMPACTO SOCIAL
O programa atende prioritariamente pessoas em situação de rua, famílias em extrema pobreza, trabalhadores informais, catadores, povos e comunidades tradicionais e famílias monoparentais. Para muitos beneficiários, a refeição oferecida por uma cozinha solidária é a única do dia, reforçando o caráter essencial da iniciativa.
DIRETRIZES ALÉM DO ASSISTENCIALISMO
O projeto estabelece objetivos que vão além da distribuição imediata de alimentos, incluindo:
-
fortalecimento da agricultura familiar e da economia local;
-
utilização de alimentos saudáveis e produzidos de forma sustentável;
-
promoção de educação alimentar e nutricional;
-
gestão participativa e transparente, com envolvimento direto das comunidades.
ARTICULAÇÃO E FINANCIAMENTO
A lei prevê que a implementação do programa não depende exclusivamente de recursos municipais. Doações, parcerias internacionais, programas federais como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e editais públicos também são considerados estratégias fundamentais. A Prefeitura será responsável pelo cadastro, apoio técnico, fiscalização sanitária e integração com outras políticas públicas.
PRAZO DE REGULAMENTAÇÃO E IMPORTÂNCIA POLÍTICA
Caso aprovado, o Executivo terá 90 dias para regulamentar a lei, etapa crucial para garantir a continuidade, expansão e estabilidade institucional das cozinhas solidárias em Florianópolis.
“Cozinha Solidária não é caridade: é política pública. É dignidade, é combate à fome e ao mesmo tempo fortalecimento da nossa agricultura familiar. Não se trata de favor, mas de um direito que precisa ser garantido”, destaca a justificativa do projeto.
SOLIDARIEDADE POPULAR TRANSFORMADA EM POLÍTICA
Num contexto em que milhares de famílias ainda enfrentam dificuldades para se alimentar, a criação do Programa Municipal de Cozinhas Solidárias representa um teste de compromisso político: transformar a solidariedade popular em política de Estado e assegurar que ninguém em Florianópolis seja deixado para trás.
Com informações da Câmara Municipal de Florianópolis
CONECTE-SE COM O CONECTA FLORIPA
Acompanhe o Portal Conecta Floripa e fique por dentro das notícias e eventos em Florianópolis no Conecta Floripa no Instagram.
Receba os destaques semanais do Portal Conecta SC por email, assine nossa newsletter ou participe do nosso Grupo de WhatsApp.

Concurso de Poesias 2026 da Biblioteca Pública de SC busca revelar novos poetas catarinenses
Grande Florianópolis alcança um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil
Santa Catarina ultrapassa 10 mil multas por porte e uso de drogas em locais públicos desde 2024
Detran-SC orienta motoristas a buscar CNHs antes da destruição