Oferecer cuidado, carinho e proteção em um momento difícil pode transformar o destino de uma vida. Em São José, o Serviço de acolhimento em Família Acolhedora, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, atua com esse propósito: proporcionar acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados de seus lares por medida protetiva, assegurando atenção e afeto em um ambiente familiar enquanto suas situações são acompanhadas pela Justiça e pela equipe técnica responsável.
As crianças e adolescentes são encaminhados ao programa pelo Conselho Tutelar ou pela Vara da Infância e Juventude, nos casos em que há suspeita ou comprovação de violência, negligência ou qualquer tipo de violação de direitos. A iniciativa se apresenta como uma alternativa mais humana ao abrigo institucional, oferecendo um lar temporário até o retorno à família de origem ou encaminhamento para adoção.
“O acolhimento familiar é uma ação de amor e empatia. Ele garante proteção e cuidado em um ambiente afetivo, o que faz toda a diferença no desenvolvimento emocional e social dessas crianças”, destacou a secretária de Assistência Social, Rita de Cássia Faversani.
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FAMÍLIA ACOLHEDORA NÃO É ADOÇÃO
Um dos pontos centrais do programa é que o acolhimento não se confunde com adoção. A Família Acolhedora tem como missão oferecer cuidado temporário, ajudando a preservar os vínculos da criança com sua família de origem, sempre que possível. Além disso, contribui com o preparo emocional para o retorno ao convívio familiar ou para uma futura adoção.
Famílias com o desejo de adotar não podem participar do serviço, uma vez que o acolhimento tem caráter temporário e visa garantir decisões imparciais quanto ao melhor interesse da criança, preservando a autonomia do processo judicial.
APOIO E ACOMPANHAMENTO CONSTANTES
As famílias acolhedoras recebem acompanhamento técnico contínuo da equipe responsável e uma ajuda de custo mensal equivalente a um salário mínimo por criança ou adolescente acolhido. No caso de grupos de irmãos acolhidos juntos, o valor é proporcional ao número de acolhidos, limitado a três salários mínimos por família.
“As famílias acolhedoras são parceiras fundamentais no trabalho de proteção à infância. Elas oferecem algo que nenhuma instituição consegue substituir: o cuidado individualizado e o sentimento de pertencimento. É uma forma de devolver a esperança a quem mais precisa”, ressaltou a coordenadora do serviço, Áquila da Silva.
QUEM PODE SER UMA FAMÍLIA ACOLHEDORA
Para participar do programa, é necessário cumprir alguns requisitos:
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Ter mais de 21 anos;
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Residir em São José há pelo menos dois anos;
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Não possuir antecedentes criminais;
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Comprovar renda mensal;
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Estar em boas condições de saúde física e mental;
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Não fazer uso abusivo de substâncias psicoativas;
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Não estar inscrito no Sistema Nacional de Adoção (SNA);
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Contar com o consentimento de todos os moradores da residência;
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Ter disponibilidade de tempo e cuidado para acolher crianças ou adolescentes.
Esses critérios visam garantir que o acolhimento ocorra em ambiente seguro, estruturado e emocionalmente preparado para oferecer o suporte necessário a quem mais precisa.
COMO PARTICIPAR
As famílias interessadas em se tornar acolhedoras podem procurar o Serviço de acolhimento em Família Acolhedora, vinculado à Secretaria de Assistência Social de São José, para receber orientações detalhadas, participar das capacitações obrigatórias e iniciar o processo de cadastro.
O serviço está localizado junto ao Centro de Atenção à Terceira Idade, na Beira-Mar de São José. Informações adicionais podem ser obtidas pelos números (48) 99679-1918 ou (48) 99679-0714, onde a equipe realiza o agendamento presencial e orienta sobre os próximos passos.

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