A qualificação para mulheres privadas de liberdade em SC impulsiona recomeços

Em Santa Catarina, a qualificação para mulheres privadas de liberdade em SC tem se consolidado como uma importante ferramenta de reintegração social. Por meio do trabalho e da capacitação profissional, internas de unidades prisionais em diferentes regiões do Estado têm encontrado caminhos para reconstruir suas trajetórias e se preparar para o retorno à sociedade.

TRABALHO COMO CAMINHO DE REINSERÇÃO SOCIAL

O sistema prisional catarinense vem apostando no trabalho como instrumento de transformação. Só na Penitenciária Feminina de Criciúma, mais de 8 toneladas de produtos de panificação e confeitaria são fabricadas mensalmente pelas internas. A produção, realizada em parceria com o Estado, ocorre em um pavilhão industrial montado dentro da unidade prisional, onde as mulheres atuam em todas as etapas do processo — desde o preparo das massas até a embalagem e comercialização dos produtos.

Atualmente, 56 mulheres participam da iniciativa, que deve ser ampliada para até 102 com a renovação do convênio. Além da remição de pena, elas recebem capacitação técnica e aprendem valores como disciplina, responsabilidade e comprometimento com metas.

“O trabalho é uma ferramenta transformadora. Ele oferece não apenas ocupação, mas oportunidade real de reconstrução da vida. Cada dia produtivo é um passo a mais na reintegração social dessas mulheres”, afirma a secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva.

PRODUÇÃO DIVERSIFICADA E PROFISSIONALIZAÇÃO

A linha de produção da Penitenciária Feminina de Criciúma é ampla e inclui pães franceses, doces, integrais, salgados assados e fritos, além de pizzas e produtos de confeitaria congelada, como brigadeiros, tortas e croissants recheados. A variedade reflete o profissionalismo das internas e o resultado direto da qualificação oferecida no local.

O modelo implantado em Criciúma inspira outras unidades prisionais femininas de Santa Catarina, nas quais mais de 600 mulheres em cumprimento de pena estiveram envolvidas em atividades produtivas em julho de 2025, nas cidades de Chapecó, Itajaí, Joinville, Criciúma, Florianópolis e Ituporanga.

PARCERIAS E DIVERSIDADE DE ATIVIDADES

As parcerias com empresas e instituições privadas têm sido fundamentais para ampliar o alcance das ações de qualificação. Em Chapecó, por exemplo, cerca de 127 internas trabalham em malharias, produzindo peças têxteis e adquirindo novas habilidades. Já em Joinville, 56 mulheres atuam em cozinhas industriais, enquanto em Florianópolis, 23 desenvolvem atividades nas áreas de alimentação e limpeza.

Na unidade de Ituporanga, 37 internas trabalham em malharias e cozinhas, contribuindo para a rotina da unidade e para a própria formação profissional. As atividades são desenvolvidas sob coordenação da Secretaria de Justiça e Reintegração Social, que mantém como princípio a valorização do trabalho como meio de dignidade e transformação.

RESSOCIALIZAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DE VIDAS

Mais do que o cumprimento de um direito previsto na Lei de Execução Penal, o trabalho nas unidades femininas de Santa Catarina tem se revelado uma oportunidade de recomeço. Ao aliarem capacitação, rotina produtiva e responsabilidade, as mulheres privadas de liberdade encontram um novo sentido para suas vidas e ampliam as perspectivas de reinserção social.

Com o fortalecimento das políticas públicas de qualificação para mulheres privadas de liberdade em SC, o Estado reafirma o compromisso com uma justiça que não se limita à punição, mas que aposta na educação, no trabalho e na dignidade como pilares da verdadeira transformação.

Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC

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