A expressão “Escola é Lugar de Ciência – Caminhos para uma Educação Democrática” norteou o seminário realizado nesta segunda-feira (10), no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis. O evento foi aberto com a frase emblemática da deputada Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alesc:
“Não há ciência sem democracia. Ciência não combina com censura, dogmas e preconceitos. Para existir ciência, tem que haver democracia e pluralidade.”
O encontro reuniu representantes de 14 entidades da área educacional e científica, com o objetivo de valorizar a ciência no ambiente escolar e fortalecer a educação como ferramenta essencial para a construção de uma sociedade crítica, inclusiva e democrática.
Conteúdos
ENCONTRO REÚNE ENTIDADES EM DEFESA DA EDUCAÇÃO
A terceira edição do seminário “Escola é Lugar de Ciência – Caminhos para uma Educação Democrática” é resultado de uma ampla parceria entre a Alesc, SBPC/SC, Secretaria de Estado da Educação, Undime, Fecam, Udesc, UFSC, UFFS, IFSC, IFC, Acafe, CEE/SC, FEE/SC e Sinte/SC.
Entre as autoridades presentes na abertura estavam o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza; a vice-reitora do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Ana Paula da Silveira; o secretário municipal de Educação de Governador Celso Ramos, Adilson Costa; a representante da SBPC, Maria Elisa Máximo; e a coordenadora do Fórum Estadual de Educação, Rosemery Jorge da Silva.
MOVIMENTO PELA CIÊNCIA GANHA FORÇA EM SANTA CATARINA
Ao abrir o seminário, a deputada Luciane Carminatti destacou a importância da iniciativa, que começou em 2019, como um movimento pioneiro em defesa da ciência na educação. Segundo ela, o projeto tem se consolidado como um espaço permanente de diálogo entre as instituições de ensino e os profissionais da área.
“Foi um movimento visionário, ao dar visibilidade à importância da ciência na educação. Ciência é toda a área do conhecimento humano”, afirmou a parlamentar.
Carminatti ressaltou ainda a importância de aproximar a pesquisa acadêmica do ensino básico. “Encontramos iniciativas e projetos maravilhosos que nascem nas escolas estaduais e que precisam de visibilidade, apoio e fomento”, declarou.
Ela lembrou que a Carta de Compromissos elaborada na primeira edição do seminário continua a orientar as ações e debates do grupo. “É um movimento que ganhou musculatura, se fortaleceu e hoje reúne 14 entidades. O Parlamento precisa sair da sua caixa tradicional. A Comissão de Educação tem o papel de somar forças nessa cruzada em defesa da educação e dos profissionais que a constroem”, completou.
A ESCOLA COMO ESPAÇO DE TRANSFORMAÇÃO
O vice-presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC) e representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Wagner Costa Araújo, destacou o papel das instituições escolares como espaços de transformação social.
“É na escola que a ciência, a cultura e a arte se encontram. Este seminário reforça a importância da ciência e da escola como motores de mudança”, pontuou.
A coordenadora do Fórum Estadual de Educação, Rosemery Jorge da Silva, também reforçou a relevância do tema. “O Fórum reúne 53 entidades, entre elas o Sinte. Este é um espaço que fortalece as políticas públicas voltadas à qualidade da educação e recoloca a ciência no centro do debate”, afirmou.
Para o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, o evento se consolida como um importante espaço de diálogo e reflexão. “É um debate fundamental para ressignificar as políticas educacionais”, destacou.
PROGRAMAÇÃO MARCA DOIS DIAS DE DEBATES E CONFERÊNCIAS
A programação do primeiro dia teve início com a conferência “Educação e Direitos Humanos: por uma Agenda Político-Pedagógica Interseccional”, ministrada pela professora e vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos, com mediação da secretária regional da SBPC/SC, Maria Elisa Máximo.
Durante a tarde, o seminário seguiu com mesas-redondas sobre educação democrática, integração entre saberes e emergência climática, reunindo pesquisadores e educadores de diferentes instituições.
O segundo dia de atividades, nesta terça-feira (11), é dedicado à discussão de temas como a ciência na educação em tempo integral, a popularização da ciência e as políticas públicas voltadas à educação científica. As atividades se estendem até as 17h, com a participação de especialistas, gestores e representantes das entidades organizadoras.
Com informações da Agência Alesc pela educação


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