A Lei Orçamentária Anual (LOA) de Florianópolis foi o foco da audiência pública promovida nesta sexta-feira (14) pela Comissão de Orçamento, momento em que representantes da administração municipal detalharam as projeções de receitas e despesas que orientarão a execução financeira do município em 2026. Na exposição central, a secretária municipal da Fazenda, Michele Roncalio, apresentou os cenários estimados para o próximo exercício e explicou os critérios utilizados na formulação das previsões.
Conteúdos
PRINCIPAIS DIRETRIZES DO INSTRUMENTO ORÇAMENTÁRIO
Na reunião, foi ressaltado que a LOA constitui o mecanismo legal que estabelece o montante de receitas e a fixação das despesas para o ano subsequente, sempre observando o princípio do equilíbrio fiscal. Assim, nenhuma despesa pode ser realizada sem constar previamente no projeto encaminhado ao Legislativo, o qual expressa as prioridades do Executivo em cada setor da administração pública.
ESTIMATIVAS DE RECEITA PARA 2026
As projeções apresentadas indicam uma receita total estimada de R$ 4,27 bilhões para o município em 2026. Do montante previsto, R$ 2,17 bilhões são provenientes de impostos, taxas e contribuições de melhoria, compondo a maior parcela das receitas próprias. Também foram estimados R$ 188,7 milhões em contribuições, R$ 120,9 milhões referentes à receita patrimonial — gerada por bens e investimentos municipais — e R$ 1,7 milhão oriundo da receita de serviços.
No conjunto das transferências correntes, repassadas pela União e pelo Estado, o valor projetado é de R$ 1,36 bilhão. Outras receitas correntes devem alcançar R$ 173,4 milhões. Em relação às receitas de capital, destinadas a investimentos e obras, foram estimados R$ 52,9 milhões, sendo R$ 16,9 milhões provenientes de transferências de capital e R$ 36 milhões de outras fontes. A peça orçamentária também inclui R$ 201,5 milhões em receitas correntes intraorçamentárias.
CRITÉRIOS UTILIZADOS NAS PROJEÇÕES
Ao abordar a metodologia empregada na elaboração das estimativas, Michele Roncalio observou que o cálculo foi baseado em tendências verificadas na série histórica dos últimos três anos, no comportamento da arrecadação até o primeiro semestre de 2025 e na reestimativa para o restante do exercício. Ela destacou que o processo é conduzido com prudência, de modo a reduzir riscos de frustração de receita.
“A gente tem sempre cuidado porque às vezes projetamos uma receita que não se concretiza, e isso nem sempre tem relação com a eficiência da máquina pública. Muitas das nossas receitas vêm por transferência, e uma mudança de legislação lá em cima já nos impacta aqui. Então temos adotado uma postura realista para não criar falsas expectativas.”
A secretária também reforçou que o planejamento busca assegurar condições para a execução das ações previstas.
“Projetamos com base no que já realizamos e buscamos executar tudo o que está apresentado. Intempéries e variações podem ocorrer, mas temos bons investimentos planejados.”
REGRAS SOBRE EMENDAS IMPOSITIVAS
Durante a audiência, foram apresentadas as mudanças relacionadas às emendas impositivas, que incluem a possibilidade de correção de propostas com inconsistências técnicas ou enviadas por entidades sem plano de trabalho ou sem condições legais de receber recursos. Entidades beneficiadas foram orientadas a manter regularidade fiscal para garantir o repasse dos valores.
Outro ponto discutido foi a regra que determina que, no primeiro ano, 40% das emendas impositivas sejam destinadas ao setor da saúde — percentual já adotado pelo Estado e pela União.
“A saúde é uma área cada vez mais demandada, especialmente porque Florianópolis tem uma expectativa de vida maior que a média nacional e estadual, o que amplia a necessidade de atendimento. Além disso, as emendas podem ser destinadas não apenas ao Fundo Municipal de Saúde, mas também às entidades que atendem diretamente a população. Isso representa uma inovação construída em parceria com o Legislativo e atende a uma demanda da sociedade”, afirmou.
ETAPA DE APERFEIÇOAMENTO DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL
A audiência pública representou mais um passo na análise da LOA, considerada essencial para a organização das finanças municipais e para a garantia de que as políticas públicas previstas para 2026 sejam implementadas com responsabilidade e transparência.
Com informações da Câmara Municipal de Florianópolis

Concurso de Poesias 2026 da Biblioteca Pública de SC busca revelar novos poetas catarinenses
Grande Florianópolis alcança um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil
Santa Catarina ultrapassa 10 mil multas por porte e uso de drogas em locais públicos desde 2024
Detran-SC orienta motoristas a buscar CNHs antes da destruição