O Ministro da Educação, Camilo Santana, cumpriu agenda na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nos dias 8 e 9 de dezembro, passando pelos campus de Florianópolis e Blumenau. A presença do Ministro da Educação mobilizou a comunidade acadêmica e abriu espaço para debates sobre orçamento, infraestrutura, assistência estudantil e andamento de obras.
Conteúdos
- VISITA A OBRAS E ACOMPANHAMENTO DA INFRAESTRUTURA
- INTERAÇÕES COM ESTUDANTES E SERVIDORES
- MINISTRO DA EDUCAÇÃO DEFENDE EXPANSÃO ORÇAMENTÁRIA
- DEBATE COM ESTUDANTES SOBRE NÚMEROS E PRIORIDADES
- MORADIA ESTUDANTIL É FOCO DE ATENÇÃO
- ENCERRAMENTO DA AGENDA EM FLORIANÓPOLIS
- MINISTRO DA EDUCAÇÃO PARTICIPAOU TAMBÉM DE ATO EM BLUMENAU
VISITA A OBRAS E ACOMPANHAMENTO DA INFRAESTRUTURA
A visita ao campus Trindade ocorreu no fim da tarde de segunda-feira (8), quando o ministro acompanhou o andamento das obras do Centro de Ciências da Educação (CED). A intervenção, iniciada em 2023, prevê modernização estrutural, melhorias de acessibilidade — como instalação de elevador, rampas e ampliação de sanitários — e integração dos blocos A, C e D, além da revitalização do entorno, com bicicletários e novo paisagismo. O público presente aguardava a chegada da comitiva para registrar o momento e apresentar demandas. Na ocasião, Santana afirmou que “a obra será retomada e finalizada no ano que vem”.
INTERAÇÕES COM ESTUDANTES E SERVIDORES
Durante o percurso, o ministro recebeu uma carta de reivindicações dos estudantes e ouviu relatos sobre dificuldades enfrentadas pela comunidade acadêmica. Após dialogar com o grupo, dirigiu-se à Moradia Estudantil, onde destacou que é “importante a luta para melhorar as condições das nossas universidades”. Representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) relataram problemas estruturais e apontaram o impacto da crise financeira na permanência estudantil.
Servidores vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc) também tiveram oportunidade de apresentar reivindicações, com ênfase no projeto de lei sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). O sindicato mencionou que “o RSC foi uma conquista da última greve e representa um reconhecimento de saberes e experiências que vão além da titulação formal”, mas avaliou que o texto apresentado em 3 de dezembro cria limitações ao modelo discutido anteriormente.
MINISTRO DA EDUCAÇÃO DEFENDE EXPANSÃO ORÇAMENTÁRIA
O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, informou que a universidade deverá encerrar o ano com déficit aproximado de R$ 25 milhões. Ele explicou que parte da dificuldade decorre da metodologia orçamentária, que inclui os cerca de R$ 47 milhões de arrecadação própria no cálculo geral, o que pressiona o orçamento de custeio. Solicitou ainda a manutenção dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que financia seis obras em andamento, além do funcionamento do Restaurante Universitário (RU).
Ao ser questionado pela imprensa, o Ministro da Educação afirmou que não houve redução no orçamento das federais e apresentou dados comparativos. Segundo Santana, o orçamento previsto para 2024 é de R$ 74 bilhões, valor que representa crescimento de 63% frente ao de 2022. Ele destacou também que os recursos discricionários subiram de R$ 5 bilhões, em 2021, para mais de R$ 7 bilhões neste ano.
O ministro acrescentou que a principal dificuldade atual está na execução orçamentária, em razão das regras do arcabouço fiscal, e apontou que o governo tem atuado para destravar investimentos. Defendeu ainda que o MEC está em um “processo de reconstrução”, após anos de restrições. Entre os avanços, mencionou a autorização recente de 2.600 cargos para universidades e a retomada de concursos públicos após seis anos.
DEBATE COM ESTUDANTES SOBRE NÚMEROS E PRIORIDADES
Durante conversa com estudantes, houve divergências quanto à evolução orçamentária. Um aluno contestou os dados apresentados pelo governo, afirmando que o orçamento da UFSC teria diminuído na última década, passando de R$ 184 milhões em 2015 para cerca de R$ 171 milhões em 2025. O estudante relatou que essa redução estaria afetando a motivação dos alunos e a qualidade da infraestrutura, afirmando que “nós estamos realmente pedindo socorro”.
O ministro rebateu a interpretação dos dados, afirmando que o orçamento corrigido de 2015 seria de R$ 67,8 bilhões e que a alegação de regressão “não é verdade”. Ele ressaltou que o orçamento previsto para o próximo ano é de R$ 73,7 bilhões. Apesar do embate, Santana reconheceu o protagonismo estudantil e afirmou: “parabéns por lutar porque essa universidade foi construída para vocês, o povo brasileiro”.
MORADIA ESTUDANTIL É FOCO DE ATENÇÃO
A visita à Moradia Estudantil, incluída de forma espontânea na agenda, ocorreu após relatos sobre precariedade da estrutura. Estudantes reforçaram o convite para que o ministro acompanhasse de perto as condições do espaço, considerado representativo dos desafios enfrentados no campus.
ENCERRAMENTO DA AGENDA EM FLORIANÓPOLIS
A comitiva também passou pelo Jardim Cancellier, localizado entre os centros CSE e CCJ, espaço que homenageia o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. A parada não constava na agenda oficial.
MINISTRO DA EDUCAÇÃO PARTICIPAOU TAMBÉM DE ATO EM BLUMENAU
O último compromisso da agenda ocorreu nesta terça-feira (9), às 10h, no auditório do campus Blumenau. A cerimônia marcoua entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB), iniciativa do MEC para valorização da carreira docente.
Com informações do Notícias da UFSC

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