A Casa da Literatura Catarinense será reaberta ao público na próxima segunda-feira, 15 de dezembro, às 9h, após passar por uma ampla obra de restauro que contemplou toda a estrutura interna e externa do imóvel. Administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o espaço cultural está localizado no Centro de Florianópolis, no entorno da Praça XV de Novembro, e volta a integrar o circuito de promoção da leitura no Estado.
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CASA DA LITERATURA CATARINENSE RETOMA SUA FUNÇÃO CULTURAL
Com investimento aproximado de R$ 240 mil, o restauro devolve ao prédio sua vocação original: sediar atividades voltadas à literatura em diferentes formatos. A reabertura marca o retorno de eventos como lançamentos de obras, rodas de conversa, contação de histórias, saraus, oficinas de escrita de contos e crônicas, além de encontros promovidos por Academias de Letras.
Segundo a instituição, o espaço passa a reunir ações focadas na difusão da produção literária catarinense, oferecendo estrutura renovada para autores, pesquisadores, leitores e demais agentes do setor cultural.
A presidente da FCC, Maria Teresinha Debatin, destacou a importância simbólica e funcional da retomada do espaço. “Dessa forma, o prédio volta a atender aos anseios da classe literária de ter um espaço centralizado e revitalizado como ponto de encontro para novas leituras e saberes”, afirmou.
HISTÓRICO DA EDIFICAÇÃO
A trajetória do imóvel é extensa e marcada por diferentes usos ao longo de quase dois séculos. Registros iconográficos da década de 1830 mostram que o antigo casarão abrigava comércio no pavimento térreo e residência no piso superior. Por volta de 1850, o prédio foi adquirido pela então Companhia de Polícia — hoje Polícia Militar — passando a sediar, simultaneamente, um quartel no térreo e a Assembleia Provincial no pavimento superior.
A partir da década de 1870, sucessivas intervenções alteraram sua fachada, transição que acompanhou tendências arquitetônicas e resultou no aspecto atual consolidado aproximadamente em 1956.
OCUPAÇÕES INSTITUCIONAIS AO LONGO DO TEMPO
Além da Companhia de Polícia, o imóvel também recebeu outras estruturas administrativas e militares, como a primeira Polícia Civil (1905), então denominada Prefeitura de Polícia. Após encerrar as funções militares em meados de 1956, o local tornou-se sede do Tribunal de Contas do Estado. Na década de 1970, passou a abrigar temporariamente a Procuradoria Geral do Estado e, posteriormente, entre os anos 1990 e 2012, foi ocupado pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam).
Tombado como patrimônio municipal na metade da década de 1980, o casarão passou para a gestão da Fundação Catarinense de Cultura em 2017. Entre 2019 e o início de 2022, acolheu provisoriamente a Galeria do Artesanato Catarinense, durante as obras de restauro da Casa da Alfândega.
IMPORTÂNCIA DO ESPAÇO PARA A PRODUÇÃO LITERÁRIA
A reabertura fortalece a rede de equipamentos culturais do Estado e reafirma o papel estratégico do imóvel como ambiente de formação, preservação e circulação literária. Com a conclusão das obras, o espaço volta a integrar a agenda cultural do Centro histórico de Florianópolis, contribuindo para a dinamização do cenário artístico e para a valorização do patrimônio.
Com informações de FCC

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