Santa Catarina acompanha a etapa final de formalização do acordo de parceria entre o Mercosul e a União Europeia e já estrutura um plano de ação para posicionar o Estado de forma competitiva quando o tratado entrar em vigor. A articulação passou a ser tratada como estratégica para o desenvolvimento estadual e envolve diversas áreas da administração pública, sob coordenação da Secretaria de Articulação Internacional (SAI).
Negociado ao longo de mais de 25 anos, o acordo UE–Mercosul recebeu aval político da União Europeia nesta semana e deve resultar na maior zona de livre comércio do mundo, reunindo um mercado estimado em mais de 700 milhões de consumidores. Após a revisão jurídica e o reforço de compromissos ambientais, os países europeus autorizaram a Comissão Europeia a avançar para a assinatura formal, prevista para ocorrer nos próximos dias, durante a presidência rotativa do Mercosul exercida pelo Paraguai.
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SANTA CATARINA E O IMPACTO DO ACORDO MERCOSUL-UNIÃO EUROPEIA
Para Santa Catarina, o avanço do acordo representa uma oportunidade concreta de fortalecimento econômico. A abertura de um mercado de alta renda tende a favorecer a agregação de valor aos produtos catarinenses, com base em reputação sanitária, qualidade industrial e capacidade de inovação. O tratado também amplia perspectivas de modernização do parque produtivo, integração às cadeias globais de valor e expansão de parcerias em áreas como infraestrutura, inovação tecnológica e transição verde.
Especialistas do governo estadual avaliam, no entanto, que os efeitos positivos do acordo dependerão da capacidade de organização interna dos territórios. Nesse contexto, Santa Catarina iniciou de forma antecipada a preparação de sua base produtiva para aproveitar as novas oportunidades comerciais e institucionais.
PLANO DE AÇÃO COORDENADO PELO GOVERNO DE SANTA CATARINA
Diante do novo cenário internacional, o Governo do Estado trabalha na elaboração de um plano de ação coordenado pela SAI. A proposta inclui a criação de uma força-tarefa estadual voltada à construção de um plano de prontidão setorial, a instalação de um observatório permanente para orientar empresas e políticas públicas e a definição de metas e indicadores de médio e longo prazo.
O planejamento também prevê alinhamento com políticas nacionais, acesso a instrumentos de financiamento e uma atuação internacional ativa junto à União Europeia, seus países membros e fóruns relacionados à implementação do acordo. A estratégia busca garantir que o Estado esteja preparado para responder de forma coordenada às exigências regulatórias e às oportunidades comerciais do novo ambiente econômico.
ESTADO BUSCA PAPEL ESTRATÉGICO NA INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL
Com uma base produtiva diversificada, agroindústria avançada, ecossistema de inovação em expansão e indicadores socioeconômicos acima da média nacional, Santa Catarina pretende se posicionar não apenas como exportadora, mas como território estratégico de integração produtiva e tecnológica entre o Mercosul e a União Europeia.
A expectativa do governo estadual é transformar o acordo em um vetor de desenvolvimento de longo prazo, capaz de impulsionar a competitividade, atrair investimentos e ampliar a inserção internacional da economia catarinense de forma sustentável.
Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC

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