Santa Catarina registrou, no terceiro trimestre de 2025, uma das menores taxas de desocupação entre profissionais com ensino superior no Brasil. Apenas 1,2% das pessoas com diploma universitário estavam desocupadas no estado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
O índice coloca Santa Catarina na segunda melhor posição nacional e abaixo da média brasileira, que ficou em 3%. O resultado também chama atenção por representar cerca da metade da taxa geral de desocupação catarinense, de 2,3%, reforçando a força do mercado de trabalho local para profissionais qualificados neste momento.
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PROFISSIONAIS COM ENSINO SUPERIOR ENCONTRAM MAIS OPORTUNIDADES EM SC
Os dados da PNAD Contínua mostram que o estado tem conseguido absorver mão de obra com maior nível de escolaridade de forma consistente. Enquanto a taxa média de informalidade em Santa Catarina é de 24,9%, entre trabalhadores com ensino superior completo esse percentual cai para 14,1%.
No outro extremo do mercado de trabalho, pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo enfrentam uma taxa de informalidade bem mais elevada, de 48,2%. A diferença evidencia o peso da qualificação na estabilidade e no acesso ao emprego formal.
ESTUDO INÉDITO ANALISA MERCADO DE TRABALHO QUALIFICADO
Esses dados integram uma nova edição do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho, lançada pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), por meio da Diretoria de Políticas Públicas. O material traz um estudo inédito sobre trabalhadores com ensino superior em Santa Catarina, com comparações entre estados e com a média nacional.
“Os resultados demonstram a diversidade produtiva de Santa Catarina, capaz de absorver profissionais qualificados, em diferentes setores. A complexidade econômica de nosso estado na produção de bens e serviços de alto valor agregado exige conhecimento e uso de tecnologias sofisticadas”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira.
“Reforçam, também, o compromisso do governador Jorginho Mello em investir em políticas públicas que qualificam a mão de obra e ampliam as oportunidades. Seguiremos trabalhando para garantir que cada catarinense tenha acesso à educação de qualidade, oportunidades qualificadas e estabilidade no mercado formal de trabalho”, complementou Fabricio Oliveira.
POPULAÇÃO OCUPADA COM ENSINO SUPERIOR QUASE DOBRA EM UMA DÉCADA
Entre o terceiro trimestre de 2015 e o mesmo período de 2025, a população ocupada em Santa Catarina com ensino superior cresceu 97%, praticamente dobrando em dez anos. O avanço foi o maior entre os estados das regiões Sul e Sudeste e superou com folga a média nacional, de 65%.
No terceiro trimestre de 2025, 27% das pessoas ocupadas no estado possuíam ensino superior completo ou equivalente. Com esse percentual, Santa Catarina alcançou a quinta posição no ranking nacional, atrás apenas do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
FORÇA DE TRABALHO QUALIFICADA GANHA PESO NA ECONOMIA
A força de trabalho com ensino superior em Santa Catarina cresceu 13% entre o terceiro trimestre de 2024 e o de 2025. No total, o estado registrou 4,5 milhões de trabalhadores no período, dos quais cerca de 1,2 milhão tinham ensino superior completo ou equivalente — mais de um quarto da força de trabalho.
Além da maior empregabilidade, esses profissionais também apresentam rendimentos elevados. O rendimento médio mensal de R$ 6.884 coloca Santa Catarina na quinta posição nacional, atrás apenas do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
SANTA CATARINA MANTÉM DESTAQUE NACIONAL NO MERCADO DE TRABALHO
No recorte geral, Santa Catarina também registrou no terceiro trimestre de 2025 uma taxa de desocupação de 2,3%, empatada com Mato Grosso e muito inferior à média nacional de 5,6%. O indicador vem em trajetória de queda nos últimos anos: era de 3,8% em 2022, 3,6% em 2023 e 2,8% em 2024.
O estado lidera ainda outros indicadores positivos, como a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho do país, de 4,4%, frente a 13,9% no Brasil, além do menor percentual de desalentados, de 0,3%. Santa Catarina também apresenta a menor taxa de informalidade nacional, com 24,9%, contra 37,8% da média brasileira.
O estudo completo pode ser consultado no Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho, disponível nos canais oficiais da Secretaria de Estado do Planejamento.
Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC

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