Florianópolis começa o ano com exposições para visitação gratuita espalhadas por diferentes regiões da cidade, reunindo artes visuais, fotografia, escultura, instalações e experiências imersivas. Ao todo, seis mostras ocupam espaços culturais no Centro, na Agronômica e no Rio Tavares, ampliando o acesso do público à produção artística local e nacional.
A programação importa agora porque conecta moradores e visitantes a uma agenda cultural diversa, em cartaz por tempo limitado e distribuída em bairros estratégicos da Capital. Além de valorizar artistas consagrados e contemporâneos, o circuito reforça o papel dos equipamentos culturais como pontos de encontro e reflexão no cotidiano urbano.
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EXPOSIÇÕES PARA VISITAÇÃO GRATUITA NO CENTRO REÚNEM ARTE CONTEMPORÂNEA E MEMÓRIA
No Centro, a Fundação Cultural Badesc apresenta a exposição “Matéria Prolífica”, em homenagem ao artista Paulo Gaiad (1953–2016). A mostra reúne cerca de 50 obras produzidas ao longo de três décadas, entre objetos, fotografias e desenhos que exploram materiais como gesso, metal e papel. Com curadoria coletiva de Thays Tonin, Victoria Beatriz, Rainara Sofia, Georgia Bergamin, Estela Camillo e Eduarda Andrade, o projeto é resultado de quase um ano de pesquisa no Acervo Artístico Paulo Gaiad. A visitação segue até 19 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, na Rua Visconde de Ouro Preto, 216.
Também no Centro, a Galeria Cultural do Mercado Público recebe até 6 de fevereiro a exposição “Quilombolas: Em Terras de Jacintha”, de Radilson Carlos Gomes da Silva. A série reúne 22 fotografias analógicas produzidas com a técnica Lambe Lambe, fruto de cinco meses de convivência com o Quilombo Vidal Martins, única comunidade quilombola de Florianópolis. As imagens registram memórias, relatos e o cotidiano de um território marcado pela resistência. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, na Rua Conselheiro Mafra, 255.
A poucos metros dali, a Galeria Lama exibe “A identidade é uma ilha de edição”, do artista ciber_org. Com curadoria de Débora Pazetto, a mostra reúne 16 obras que transitam entre escultura, instalação, vídeo performance, fotografia e realidade aumentada, explorando relações entre identidade e tecnologia. A exposição permanece aberta até 7 de fevereiro, de quarta a sábado, das 18h à meia-noite, com visitas guiadas no dia 24 de janeiro, às 15h e às 19h. O espaço funciona na Rua João Pinto, 198, com acesso também pela Rua Antônio (Nico) Luz, 159.
Ainda no Centro, a Galeria Berlin apresenta “ILUSÃO. O engano do olhar”, com mais de 20 obras inéditas do artista Cazão. Sob curadoria de Maristela Müller, a exposição investiga a percepção visual por meio de formas geométricas, cores e jogos de luz, questionando os limites entre realidade e ilusão. A visitação segue até 21 de fevereiro, às terças-feiras das 13h às 18h e de quarta a sábado das 13h às 22h, na Rua Vítor Konder, 409.
MOSTRAS NA AGRONÔMICA E NO SUL DA ILHA AMPLIAM O CIRCUITO CULTURAL
Na Agronômica, o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) recebe até 22 de fevereiro a exposição “Arquipélagos: Memórias Líquidas”. A mostra reúne mais de 100 obras do acervo do museu, além de trabalhos de Paulo Gaiad (1953–2016) e de diferentes fases da produção de Clóvis Martins Costa (1974). Organizada em quatro eixos curatoriais — águas e margens, desastres, arquiteturas e matas, rastros —, a exposição pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 21h, na Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600.
No Sul da Ilha, no bairro Rio Tavares, a Associação Sagres abriga a exposição “Entre Núcleos”. A mostra reúne cerca de 15 esculturas produzidas por Diana Sposito, Gabriela Diaz e Marcelo Mello ao longo de dois anos de trabalho. As obras incluem peças em argila de alta temperatura e esculturas fundidas em alumínio, propondo um diálogo entre matéria, gesto e ocupação do espaço. A visitação segue até 20 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua da Macela, 80.
Ao reunir exposições para visitação gratuita em diferentes bairros, Florianópolis consolida um circuito cultural acessível e distribuído pela cidade. As mostras seguem em cartaz até fevereiro, com horários variados, permitindo ao público planejar visitas e acompanhar de perto a produção artística que marca o início do ano na Capital.

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