A exportação de maçãs produzidas em Santa Catarina segue sendo realizada com inspeções fitossanitárias diretamente nos packing-houses do Estado, medida que foi reforçada nesta semana junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A decisão mantém a emissão do Certificado Fitossanitário Internacional (CFI) ainda na origem da produção, etapa essencial para o envio da fruta ao exterior.

O tema foi tratado em reunião realizada na última terça-feira (20), em Florianópolis, entre representantes do setor produtivo catarinense e a Superintendência Federal de Agricultura em Santa Catarina (SFA-SC). A manutenção do procedimento é considerada estratégica em um momento em que o Estado projeta ampliar sua presença no mercado internacional.
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EXPORTAÇÃO DE MAÇÃS COM INSPEÇÃO NA ORIGEM REDUZ PRAZOS
Com a inspeção fitossanitária feita diretamente nos estabelecimentos exportadores, a maçã catarinense sai do Estado já certificada para o comércio exterior. O modelo evita deslocamentos adicionais da carga e reduz o tempo entre a colheita, o embarque e a chegada ao destino final.
Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Moisés Lopes de Albuquerque, Santa Catarina tem expectativa de exportar cerca de 20 mil toneladas da fruta para mais de dez países nesta temporada, volume que depende do cumprimento rigoroso das exigências sanitárias dos mercados importadores.
SETOR PRODUTIVO DESTACA GANHO DE COMPETITIVIDADE
Durante o encontro, o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destacou que a inspeção na origem garante maior segurança comercial. “Isso reduz riscos comerciais, assegura credibilidade ao produto catarinense que é reconhecido pela excelência em todo o processo produtivo, é fundamental para confirmar que a fruta foi selecionada e embalada com controle, além de aumentar a competitividade catarinense e fortalecer a economia estadual”.
O vice-presidente de finanças da Faesc e presidente do Sindicato Rural de São Joaquim, Antônio Marcos Pagani de Souza, afirmou que a medida representa um avanço histórico para o setor. “A fruta sai da origem já certificada e chega ao exterior mais rapidamente e de forma mais competitiva. Com isso, todos ganham: produtores, indústria, exportadores e a nossa economia. Os importadores também são beneficiados, porque a maçã chega, no destino, com mais consistência”, disse.
SERRA CATARINENSE É DIRETAMENTE BENEFICIADA
A produção de maçãs no Brasil está concentrada majoritariamente na região Sul, com Santa Catarina na liderança nacional. Municípios como São Joaquim e Fraiburgo são reconhecidos como polos estratégicos da pomicultura e concentram desde pequenos produtores familiares até grandes agroindústrias.
Para a cadeia produtiva, a manutenção das inspeções na origem reforça a posição do Estado como referência na exportação de maçãs, amplia o valor agregado do produto e contribui para a geração de renda e empregos na serra catarinense.
Ao longo da safra, o setor deve acompanhar a demanda dos mercados internacionais e o fluxo de exportações, enquanto produtores e exportadores seguem atentos às exigências sanitárias e logísticas que sustentam a competitividade da fruta catarinense no exterior.

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