Férias escolares chegando ao fim e o caos volta a reinar no centro de Florianópolis

Centro da cidade sofre com a falta de fiscalização

Estudei nos anos 1990 e início dos anos 2000 em diferentes colégios do centro de Florianópolis. Naquela época, era comum avistar – na entrada e saída das aulas – policiais orientando o trânsito e organizando a travessia dos alunos sobre a faixa de pedestres e o embarque e desembarque nos ônibus ou vans escolares. Era assim na frente do Imaculada Conceição, do Instituto Estadual de Educação ou do Colégio Catarinense.

Passados mais de vinte anos, é raro constatar um policial ou guarda municipal organizando o trânsito na porta dos grandes colégios do centro de Florianópolis – uma das poucas exceções é o Instituto Estadual de Educação. Nas próximas semanas veremos, mais uma vez, um show de horrores no trânsito: pais e mães estacionando em cima da faixa de pedestres, embarcando seus filhos no meio da via pública – quando poderiam fazê-lo num canto da rua, sem trancar o trânsito – e estacionando por horas nas vagas destinadas às vans e ônibus escolares ou, pior, nas vagas destinadas a PCDs.

A culpa pelo caos no trânsito no centro de Florianópolis não é apenas de pais e mães de alunos em idade escolar. Caminhando pela cidade, nos últimos dias, observei um sem número de veículos estacionados onde há proibição expressa de parada, carros estacionados em esquinas, picapes estacionando em vagas destinadas a motocicletas e outras tantas infrações: não há policiais ou guardas municipais organizando, orientando e até multando os infratores. Onde está nossa Guarda Municipal? Estão em desvio de função, em outras atividades? Estão com pouco efetivo, havendo necessidade de novo concurso público? Com a palavra, o Prefeito Topazio.

O fato que preocupa é que nos próximos dias as férias escolares e universitárias encerrarão e mais e mais infratores voltarão a circular pelas ruas centrais da capital catarinense. Sem a presença de quem possa orientá-los – e até puni-los, nos casos mais graves -, seguiremos correndo riscos de acidentes e de ter uma das piores mobilidades do Brasil.

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