A Ferrovia Tereza Cristina completa 29 anos de operação neste sábado, 1º de fevereiro, consolidando-se como um dos principais eixos logísticos do Sul de Santa Catarina. A concessionária é responsável por conectar a região carbonífera ao Porto de Imbituba, em um corredor ferroviário considerado essencial para a economia regional e para a matriz energética do país.
Em quase três décadas de atuação contínua, a Ferrovia Tereza Cristina se manteve como infraestrutura-chave para o transporte de cargas, com impactos diretos sobre a indústria, o emprego e a circulação de mercadorias em Santa Catarina. A data marca não apenas um aniversário institucional, mas a permanência de um sistema logístico que segue em operação regular em um cenário nacional de desafios para o transporte ferroviário.
Conteúdos
CORREDOR LOGÍSTICO LIGA REGIÃO CARBONÍFERA AO PORTO DE IMBITUBA
A Ferrovia Tereza Cristina é a concessionária da malha ferroviária no Sul catarinense e opera um trecho de 164 quilômetros entre os municípios de Siderópolis e Imbituba. O corredor é utilizado principalmente para o escoamento do carvão mineral destinado ao Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, além de cargas conteinerizadas com destino ao porto.
Desde o início da concessão, em 1997, a ferrovia transportou mais de 78,1 milhões de toneladas de carvão mineral, cumprindo a obrigação contratual ligada ao setor energético. Ao longo do tempo, a operação foi ampliada, incorporando novas cargas e fortalecendo a integração logística da região.
DADOS OPERACIONAIS MOSTRAM IMPACTO ECONÔMICO
Ao longo de sua trajetória recente, a Ferrovia Tereza Cristina também diversificou sua atuação com o transporte de cargas conteinerizadas. Nesse período, 4,96 milhões de toneladas passaram pelos trilhos, consolidando o eixo ferroviário entre Criciúma e Imbituba como alternativa ao transporte rodoviário.
Os números financeiros indicam o peso econômico da operação. Segundo dados da concessionária, foram recolhidos R$ 387,4 milhões ao Tesouro Nacional, entre outorgas, arrendamentos e tributos. Os investimentos diretos na malha ferroviária somam R$ 88,7 milhões, aplicados em segurança, modernização e eficiência operacional.
HISTÓRIA DA FERROVIA COMEÇOU NO SÉCULO XIX
A origem da ferrovia remonta à década de 1880, quando os primeiros trilhos foram implantados pela empresa inglesa The Donna Theresa Christina Railway Company Limited. A estrutura teve papel central no desenvolvimento econômico e social do Sul catarinense, impulsionado pela mineração do carvão e pelos fluxos migratórios.
A fase atual teve início em 1997, com a criação da Ferrovia Tereza Cristina S.A., marcando a retomada da operação sob o modelo de concessão. Segundo o diretor-presidente da companhia, Benony Schmitz Filho, “Nossa história remonta aos anos de 1880, quando a ferrovia nasceu como base do desenvolvimento regional. O ciclo atual, iniciado em 1997, consolidou uma operação moderna, com resultados consistentes e visão de longo prazo”.
REDUÇÃO DE TRÁFEGO RODOVIÁRIO E EMISSÕES
Além do papel econômico, a operação ferroviária contribui para a diminuição do fluxo de caminhões em rodovias estratégicas da região, como a BR-101. A substituição parcial do transporte rodoviário pelo ferroviário está associada à redução de acidentes, custos logísticos e emissões de gases de efeito estufa.
Com a integração entre os modais ferroviário e rodoviário, a ferrovia passou a ser apontada como elemento relevante para uma logística mais eficiente no Sul do estado. “Essa engrenagem de desenvolvimento é o que nos move. Entendemos que a ferrovia sustenta o crescimento de outras indústrias. Enquanto a Ferrovia Tereza Cristina cumpre seu papel, toda a região ganha fôlego para avançar”, afirma Benony Schmitz Filho.
INVESTIMENTOS ALCANÇAM MAIS DE 14 MUNICÍPIOS
Ao longo de quase 30 anos, mais de 14 municípios foram diretamente impactados pelos investimentos realizados pela concessionária. As ações envolvem melhorias na malha, segurança operacional e manutenção da infraestrutura ferroviária, com reflexos sobre a economia local.
Paralelamente à operação logística, a Ferrovia Tereza Cristina mantém programas de responsabilidade socioambiental, com iniciativas voltadas às comunidades lindeiras, educação para segurança ferroviária e preservação ambiental. A empresa informa manter certificações internacionais nas áreas de qualidade, meio ambiente e saúde e segurança ocupacional.
Com 29 anos de operação ininterrupta, a Ferrovia Tereza Cristina segue como um dos principais ativos logísticos do Sul de Santa Catarina, conectando produção, energia e porto em um corredor considerado estratégico para o desenvolvimento regional.

Concurso de Poesias 2026 da Biblioteca Pública de SC busca revelar novos poetas catarinenses
Grande Florianópolis alcança um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil
Santa Catarina ultrapassa 10 mil multas por porte e uso de drogas em locais públicos desde 2024
Detran-SC orienta motoristas a buscar CNHs antes da destruição