O Procon de São José divulgou nesta quarta-feira (4) uma pesquisa de preços de materiais escolares realizada em cinco papelarias do município. O levantamento identificou diferenças expressivas entre os valores cobrados para os mesmos produtos, com variações que ultrapassam 1.000%, o que pode impactar diretamente o orçamento das famílias no período de volta às aulas.
A análise mostra que itens básicos, amplamente utilizados por estudantes, apresentam preços muito distintos conforme o estabelecimento. O resultado reforça a importância de comparar valores antes da compra de materiais escolares, especialmente em um momento de aumento da demanda.
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VARIAÇÕES DE PREÇOS EM MATERIAIS ESCOLARES SUPERAM 100%
Entre os produtos com maior discrepância está a cola em bastão de 10 gramas, encontrada por R$ 1,80 em uma papelaria e por até R$ 20,00 em outra, uma variação aproximada de 1.011%. No caso da cola em bastão de 20 gramas, os preços oscilaram entre R$ 2,70 e R$ 35,00, diferença superior a 1.100%.
Outro item com forte oscilação foi a mochila de rodinhas, com valores entre R$ 115,00 e R$ 259,90, o que representa uma variação de cerca de 126% entre o menor e o maior preço registrados na pesquisa.
ITENS DE USO DIÁRIO TAMBÉM APRESENTAM OSCILAÇÕES
Produtos de uso cotidiano também chamaram a atenção no levantamento. O estojo pequeno foi encontrado com preços entre R$ 9,00 e R$ 19,90, diferença aproximada de 121%. Já o caderno universitário espiral de 10 matérias, com 160 folhas, variou de R$ 22,00 a R$ 42,50, uma oscilação de cerca de 93%.
Até itens simples, como o apontador com um furo e sem depósito, apresentaram diferença relevante, com preços entre R$ 1,00 e R$ 2,50, o que representa uma variação de 150%.
PROCON ORIENTA CONSUMIDORES A PESQUISAR ANTES DE COMPRAR
Segundo o diretor-executivo do Procon de São José, Tetê Souza, o objetivo da pesquisa é fornecer subsídios para que os consumidores façam escolhas mais conscientes. “Os dados mostram que pesquisar faz muita diferença no orçamento das famílias. Em alguns casos, o consumidor pode pagar mais do que o dobro pelo mesmo produto. A orientação é comparar preços, evitar compras por impulso e desconfiar de promoções que não informam claramente as condições”, destaca.
Ele também lembra que as escolas não podem exigir marcas específicas de materiais, salvo em situações justificadas. “A lista escolar deve conter apenas itens de uso coletivo e individual do aluno, sem impor marcas ou quantidades excessivas. Caso o consumidor identifique abusos ou irregularidades, pode procurar o Procon para registrar a reclamação”, afirma.
COMO FOI FEITA A PESQUISA E ONDE DENUNCIAR
O levantamento foi realizado em cinco das principais papelarias da cidade e incluiu itens como cadernos, lápis, canetas, mochilas, colas, tintas, papéis e outros materiais escolares. A tabela completa com os preços pesquisados está disponível para consulta no Procon de São José.
O órgão orienta ainda que os consumidores guardem as notas fiscais, confiram se os preços exibidos nas prateleiras correspondem aos valores cobrados no caixa e denunciem eventuais práticas abusivas. Reclamações podem ser feitas pelo WhatsApp do robô Sofia, no número (48) 99679-1944, disponível 24 horas por dia, ou presencialmente na sede do Procon de São José, na Avenida Acioni Souza Filho, na Beira-Mar de São José, de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h20.
Com informações da Prefeitura de São José

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