A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), registrou aumento de 0,42% no custo de vida em Florianópolis em janeiro de 2026, segundo o Índice de Custo de Vida (ICV), calculado com apoio da Fundação de Estudos Superiores de Administração e Gerência (Fesag). A alta foi influenciada principalmente pelo aumento nos gastos com transporte e despesas pessoais na capital catarinense.
O indicador acompanha preços de bens e serviços consumidos pelas famílias locais e ajuda a entender a pressão recente sobre o orçamento doméstico. O resultado de janeiro mostra mudança no comportamento dos custos logo no início do ano, tema que influencia planejamento financeiro e análises econômicas regionais.
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UDESC ESAG APONTA TRANSPORTE COMO PRINCIPAL PRESSÃO NO CUSTO DE VIDA
O grupo Transportes apresentou alta de 1,60%, com impacto relevante no índice geral. O aumento envolveu principalmente transporte público urbano e combustíveis.
As Despesas Pessoais também contribuíram para o resultado, com elevação de 2,47%, influenciada por serviços pessoais, fotografia, filmagem e itens de recreação.
Segundo o coordenador do ICV, Hercílio Fernandes Neto, “O que realmente pesou no índice de janeiro foi o reajuste dos transportes urbanos. O contraponto do aumento do transporte foi a redução do grupo Alimentação, um conjunto de 128 itens”.
QUEDA EM ALIMENTAÇÃO E HABITAÇÃO AMORTECE ALTA
Alguns grupos ajudaram a conter uma elevação maior do índice. Habitação recuou 0,83%, reflexo principalmente da redução no custo da energia elétrica após mudança da bandeira tarifária.
Alimentação e Bebidas tiveram queda de 0,52%, puxada pela redução de preços de produtos consumidos em casa, como hortaliças, tubérculos, leite, derivados, cereais e algumas carnes.
Também registraram retração Artigos de Residência (-0,21%) e Vestuário (-0,18%), com diminuição de preços de roupas, tecidos e itens domésticos.
INDICADOR MOSTRA RITMO DA INFLAÇÃO LOCAL
O índice considera preços de 297 bens e serviços que compõem o orçamento de famílias com renda entre um e 40 salários-mínimos em Florianópolis. A coleta ocorreu ao longo de janeiro em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço da cidade.
Na comparação anual, a alta de 0,42% ficou abaixo do resultado de janeiro de 2025, quando o índice havia subido 1,20%. Em relação a dezembro de 2025 (0,43%), houve leve desaceleração.
No acumulado de 12 meses, o custo de vida na capital catarinense registra aumento de 4,36%.
REFERÊNCIA ECONÔMICA LOCAL SEGUE MONITORANDO PREÇOS
Calculado desde 1968, o Índice de Custo de Vida da Udesc Esag é utilizado como referência para acompanhar a inflação local, orientar estudos econômicos e apoiar análises sobre o poder de compra das famílias. A divulgação periódica do indicador mantém o acompanhamento contínuo das variações de preços e seus efeitos no cotidiano da população.

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