A presidente da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), deputada estadual Luciane Carminatti, questionou o governo de Santa Catarina e a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) pela não liberação integral dos recursos previstos em lei para o Programa de Incentivo à Cultura (PIC).
Segundo a parlamentar, cerca de R$ 11 milhões deixaram de ser autorizados para captação, valor que integra o teto anual de R$ 75 milhões estabelecido na legislação do programa. A medida, afirma, impacta diretamente projetos culturais já aprovados e impede o avanço de novas iniciativas no estado.
Conteúdos
PROGRAMA DE INCENTIVO À CULTURA TEM PROJETOS BLOQUEADOS
Atualmente, 81 projetos aprovados tecnicamente estão impedidos de iniciar a fase de captação de recursos. Essa etapa é considerada essencial para que as propostas saiam do papel.
Pelo modelo do PIC, após a aprovação técnica, os proponentes dependem de autorização do Executivo estadual para buscar patrocínio junto a empresas. O mecanismo funciona por meio de renúncia fiscal do ICMS, sem transferência direta de recursos do Estado aos realizadores dos projetos.
De acordo com Luciane, a limitação imposta pelo governo compromete o funcionamento do principal instrumento de fomento cultural em Santa Catarina. “O Estado estabelece as regras, aprova os projetos e, depois, impede que eles sejam viabilizados. Isso gera insegurança jurídica e paralisa o setor cultural”, afirma.
MODELO DE RENÚNCIA FISCAL E IMPACTO ECONÔMICO
Criado com base na política federal de incentivo à cultura, o PIC permite que empresas patrocinem projetos culturais e abatam o valor investido do imposto devido. Cabe ao Estado autorizar o percentual de renúncia fiscal dentro do limite anual previsto em lei.
Segundo a deputada, o programa foi concebido como uma política estruturante para o desenvolvimento cultural e econômico catarinense. “Estamos falando de geração de empregos, circulação de renda e fortalecimento da identidade cultural. Bloquear a captação não é contenção de gastos, é desmonte de política pública”, diz.
COBRANÇA POR TRANSPARÊNCIA
A parlamentar cobra do governo estadual e da Fundação Catarinense de Cultura esclarecimentos sobre a decisão de não autorizar o valor total previsto na legislação.
Ela também defende a regularização imediata da liberação dos recursos, argumentando que a previsibilidade orçamentária é fundamental para garantir segurança jurídica aos proponentes e continuidade às políticas públicas voltadas ao setor cultural em Santa Catarina.

Concurso de Poesias 2026 da Biblioteca Pública de SC busca revelar novos poetas catarinenses
Grande Florianópolis alcança um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil
Santa Catarina ultrapassa 10 mil multas por porte e uso de drogas em locais públicos desde 2024
Detran-SC orienta motoristas a buscar CNHs antes da destruição