Com apoio direto do presidente Lula, o ex-prefeito de Blumenau e atual presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, intensificou uma articulação política para formar uma frente ampla em Santa Catarina visando as eleições de 2026. O movimento reúne partidos da esquerda e do centro e tem como principal aliado o ex-deputado estadual Gelson Merísio, que passa a ocupar papel central na estratégia eleitoral.
A iniciativa busca estruturar um bloco competitivo para disputar o governo do Estado e uma vaga ao Senado, antecipando negociações em um cenário ainda indefinido. A presença de Merísio, político oriundo de campos fora da esquerda tradicional, é vista como peça-chave para ampliar o alcance da frente e reposicionar o debate eleitoral catarinense.
Conteúdos
- DÉCIO LIMA DEFENDE FRENTE DEMOCRÁTICA E PROJETO COLETIVO
- GELSON MERÍSIO COMO CANDIDATO DO LULA EM SANTA CATARINA
- LULA COMO FIADOR POLÍTICO DA ALIANÇA EM SC
- MERÍSIO COMO ELEMENTO DE EXPANSÃO ELEITORAL EM 2026
- ARTICULAÇÃO ENVOLVE OUTRAS LIDERANÇAS POLÍTICAS
- NEGOCIAÇÕES ENVOLVEM EQUILÍBRIO ENTRE NOMES E PROJETO
- CENÁRIO ELEITORAL CATARINENSE CONTINUA EM MOVIMENTO
- MERÍSIO COMO SÍMBOLO DE RECONFIGURAÇÃO POLÍTICA
- MOVIMENTO ANTECIPA NOVO DESENHO PARA 2026
DÉCIO LIMA DEFENDE FRENTE DEMOCRÁTICA E PROJETO COLETIVO

Nos bastidores, conversas entre partidos e lideranças políticas se intensificaram nos últimos meses. A proposta é reunir siglas que vão do PT ao MDB, passando por PSOL, PSB, PDT, PV e setores do PSDB, formando um campo identificado pelos articuladores como “frente democrática”.
Segundo Décio Lima, a prioridade neste momento não é definir candidatos, mas construir um projeto político capaz de sustentar uma coalizão ampla.
“O momento agora é de unir os democratas ao redor de uma causa. Os nomes vão ser definidos no momento adequado”, afirmou.
A parceria entre Décio Lima e Gelson Merísio começou a se consolidar nas eleições de 2022 e agora se transforma em eixo estruturante do novo projeto. Ambos admitem que podem disputar tanto o governo quanto o Senado, a depender das negociações internas e do desenho final da coligação.
GELSON MERÍSIO COMO CANDIDATO DO LULA EM SANTA CATARINA
O nome de Gelson Merísio passou a ser tratado como estratégico por sua trajetória política fora do campo petista. Ex-presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, ele construiu carreira com forte inserção em setores conservadores e de centro-direita, o que lhe garante trânsito em segmentos do eleitorado historicamente resistentes ao PT.
A leitura interna do grupo é que Merísio pode funcionar como ponte entre campos políticos distintos, ampliando a base da frente para além do eleitorado progressista tradicional. Esse fator é considerado decisivo para tornar a chapa competitiva em um estado onde a esquerda enfrenta dificuldades estruturais.
Décio Lima foi direto ao tratar do papel do aliado:
“Ele é candidato do Lula em Santa Catarina”, disse Décio Lima em entrevista à NSC.
A declaração reforça o peso político que Merísio passa a ter dentro do projeto e sinaliza que sua presença é vista como fundamental para consolidar o apoio nacional à articulação estadual.
LULA COMO FIADOR POLÍTICO DA ALIANÇA EM SC
Um dos pilares da frente ampla é o envolvimento direto do presidente da República. Segundo Décio Lima, Lula incentivou a construção do projeto em Santa Catarina e solicitou pessoalmente que Merísio participasse da articulação.
“O que estamos construindo é algo maior que os partidos. É uma frente democrática”, declarou.
A estratégia prevê a formação de um único palanque alinhado ao governo federal no estado. Esse alinhamento é considerado um ativo político relevante em um território tradicionalmente adverso à esquerda e ao PT em disputas majoritárias.
Internamente, a avaliação é de que o aval presidencial confere legitimidade ao projeto e ajuda a atrair partidos que ainda observam o cenário com cautela.
MERÍSIO COMO ELEMENTO DE EXPANSÃO ELEITORAL EM 2026
Na eleição de 2022, Décio Lima chegou ao segundo turno do governo estadual com cerca de 30% dos votos, desempenho visto como histórico para a esquerda catarinense. A presença de Gelson Merísio no novo projeto é interpretada como tentativa de ampliar esse percentual.
Merísio tem relação política consolidada com lideranças municipais e regionais, além de histórico de diálogo com setores empresariais e comunitários que não orbitam o PT. Para aliados, essa característica pode permitir que a frente alcance eleitores moderados e indecisos.
A expectativa é que sua candidatura, seja ao governo ou ao Senado, ajude a quebrar barreiras ideológicas e a reduzir a rejeição associada às disputas polarizadas.
ARTICULAÇÃO ENVOLVE OUTRAS LIDERANÇAS POLÍTICAS
Além de Merísio, a estratégia envolve aproximação com figuras conhecidas da política catarinense. Décio Lima afirmou que o projeto busca integrar nomes como Dário Berger, Eduardo Pinho Moreira e Paulo Afonso Vieira, além de legendas como MDB, PDT e PSDB.
“É a defesa da democracia de uma frente ampla democrática em Santa Catarina. Vamos tratar com total responsabilidade para aglutinar do PSOL ao PV. Estamos em uma articulação para fazer uma coligação com MDB, com PDT, com Dario Berger (PSDB), com Eduardo Pinho Moreira (MDB), com Paulo Afonso (MDB)”, declarou.
A diversidade de perfis é vista como força política, mas também como desafio de coordenação.
NEGOCIAÇÕES ENVOLVEM EQUILÍBRIO ENTRE NOMES E PROJETO
Apesar do discurso de unidade, a formação da frente passa por negociações complexas. Questões como filiação partidária, definição de chapas e espaço para cada legenda ainda não estão resolvidas.
Um dos pontos sensíveis é evitar que a aliança seja interpretada como construída em torno de interesses individuais. A orientação interna é priorizar a apresentação de um projeto político comum antes de anunciar candidaturas.
“Não estamos montando uma aliança personalizada”, disse Décio Lima ao comentar o estágio das conversas.
A própria definição entre Décio Lima e Gelson Merísio sobre quem disputará o governo e quem concorrerá ao Senado permanece aberta, justamente para preservar a lógica de construção coletiva.
CENÁRIO ELEITORAL CATARINENSE CONTINUA EM MOVIMENTO
Enquanto a frente ampla se estrutura, outros nomes já se movimentam no tabuleiro político do estado. O atual governador Jorginho Mello deve buscar a reeleição.
Também é citado como possível candidato o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, além de outras lideranças regionais que avaliam seus caminhos para 2026.
No campo oposicionista, a articulação liderada por Décio Lima e Gelson Merísio tenta se antecipar à consolidação dessas candidaturas, estruturando alianças antes da formalização do calendário eleitoral.
MERÍSIO COMO SÍMBOLO DE RECONFIGURAÇÃO POLÍTICA
Dentro da frente ampla, Gelson Merísio passa a representar mais do que um possível candidato. Para os articuladores, ele simboliza a tentativa de reposicionar o debate político em Santa Catarina, afastando a disputa de um eixo estritamente ideológico e aproximando-a de uma lógica de coalizão ampla.
Sua presença permite ao grupo dialogar com setores que não se identificam nem com o bolsonarismo nem com a esquerda tradicional, criando um espaço político intermediário que pode ser decisivo no segundo turno.
MOVIMENTO ANTECIPA NOVO DESENHO PARA 2026
A construção da frente ampla em Santa Catarina indica uma reconfiguração antecipada do cenário eleitoral. Ao reunir partidos de diferentes espectros sob o aval do presidente da República e ao apostar na figura de Gelson Merísio como elemento de ampliação política, o grupo tenta consolidar uma alternativa competitiva antes do início formal da campanha.
Mesmo sem nomes definidos para cada cargo, a movimentação já influencia o debate público e reposiciona lideranças tradicionais. A estratégia sugere que a disputa de 2026 tende a ser marcada por alianças mais amplas, pela centralidade de Merísio como elo político e por um alinhamento direto entre a política estadual e o cenário nacional.


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