A família e amigos de Priscyla Ellyn Santos Schlieck continuam em busca de mais testemunhas que possam ajudá-los a localizar e identificar o motorista que fugiu depois de atropelar a cadeirante por volta das 21 horas de domingo (22), em uma movimentada avenida de Lages, na Serra catarinense. O impacto provocou fratura exposta de fêmur, entre outras lesões graves na vítima. O carro havia sido identificado inicialmente como um Tracker vermelho, mas a família recebeu informações de que trata-se de um Captiva preto.
O acidente ocorreu enquanto Priscyla transitava pela avenida Bruno Luersen, na Vila Mariza, depois de sair de um culto na Igreja Mais de Cristo. Ela foi socorrida por populares e integrantes da igreja, encaminhada pelos bombeiros ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, onde passou por cirurgias e se encontra em recuperação. A situação é delicada, pois ela terá que passar por nova cirurgia para reconstrução do joelho, e sua permanência no hospital deve se estender por, no mínimo, um mês.
Segundo o boletim de ocorrência registrado por policiais militares às 21h25, três fatos foram constatados no local: o acidente que resultou em pessoa ferida, a omissão de socorro contra a vítima e o crime de lesão corporal culposa em acidente de trânsito.
CADEIRA DE RODAS INUTILIZADA
O pai da vítima, Mauro Artur Schlieck, conta que o impacto causou perda total da cadeira de rodas utilizada pela filha. A bateria foi arrancada e o equipamento, inutilizado. Segundo relatos de testemunhas, o motorista do veículo envolvido não parou para prestar socorro ou oferecer qualquer assistência.
Priscyla, de 37 anos, tem problemas físicos e cognitivos decorrentes do parto. E a saída, sozinha, na noite de domingo, foi uma iniciativa própria dela, que em busca de sua própria independência pediu para a mãe para ir à igreja. A mãe, Elizete da Silva, ainda em estado de choque com o acidente, frisa que Priscyla se sentia segura em circular sozinha pelo seu bairro, pois, dentro de suas limitações, luta por sua autonomia.
E agora, ela não sabe como será quando tiver que retornar para casa, pois a cadeira de rodas está inutilizada. “Nossa família é humilde e nem sei como cobrir estas despesas extras, já que ela precisará de cuidados mais especiais ainda dos que já é submetida”, destaca
A família também pede que qualquer informação que possa ajudar na identificação do motorista seja repassada para a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou para a Polícia Civil.

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