O mercado de trabalho catarinense fechou 2025 com indicadores históricos de emprego e crescimento econômico acima da média nacional. Dados consolidados pela Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina (Seplan) mostram que o estado registrou as menores taxas de desemprego da série iniciada em 2012 e ampliou a geração de vagas com carteira assinada.
As informações fazem parte de uma edição especial do Informativo Mensal do Emprego, divulgada pelo órgão estadual. O levantamento reúne dados oficiais que ajudam a entender por que o desempenho do emprego em Santa Catarina chama atenção no cenário nacional neste momento.

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CRESCIMENTO ECONÔMICO IMPULSIONA O MERCADO DE TRABALHO CATARINENSE
Segundo a Seplan, o desempenho do emprego acompanhou a expansão da atividade econômica no estado. A estimativa é de que o crescimento econômico de 2025 alcance cerca de 5%, índice próximo ao dobro da média projetada para o país.
Os dados analisados pela Diretoria de Políticas Públicas têm como base diferentes levantamentos oficiais. Entre eles, o Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais, o Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho – PNADC e o Informativo Mensal de Emprego, com base no Novo Caged.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego atingiu 2,2% no segundo trimestre e 2,3% no terceiro trimestre de 2025 — os menores percentuais da série histórica iniciada em 2012 e também as menores taxas do Brasil no período.
Ao longo do ano, foram criadas 59.184 vagas formais no estado, o que representou alta de 2,3% no estoque de empregos com carteira assinada.
SERVIÇOS E COMÉRCIO LIDERAM A CRIAÇÃO DE VAGAS
O setor de Serviços concentrou 65,5% do saldo estadual de empregos formais em 2025, com 38.744 novas vagas. Entre os subsetores com maior abertura de postos de trabalho estão atividades de atenção à saúde humana (7.207 vagas), publicidade e pesquisa de mercado (5.878) e serviços para edifícios e atividades paisagísticas (4.877).
O Comércio apareceu na sequência, respondendo por 20,6% do saldo total, o equivalente a 11.989 novas vagas no ano. O comércio varejista liderou dentro do grupamento, com 6.228 vagas, seguido pelo comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas, com 4.299 postos criados.
Somados, Serviços e Comércio foram responsáveis por 86% do saldo de empregos formais no estado em 2025.
MUNICÍPIOS E REGIÕES COM MAIOR DESTAQUE
No recorte territorial, 72% dos municípios catarinenses encerraram o ano com saldo positivo de empregos. Os maiores volumes absolutos de vagas foram registrados em Florianópolis, Itajaí, Palhoça, Chapecó, Joinville, Blumenau e Jaguaruna.
Jaguaruna apresentou o maior crescimento relativo do emprego, com alta de 30,9% no período.
Considerando a regionalização da Fecam, as associações de GRANFPOLIS, AMFRI e AMUNESC concentraram mais da metade do saldo estadual de empregos formais.
PERFIL DAS VAGAS E DOS TRABALHADORES
Os trabalhadores estrangeiros responderam por 33,4% das novas vagas criadas em 2025. A presença foi mais expressiva na fabricação de produtos alimentícios, no comércio varejista, no comércio por atacado (exceto veículos e motocicletas) e na alimentação.
A aprendizagem profissional representou 6,2% do saldo total de empregos no estado — percentual aproximadamente duas vezes maior que o registrado em 2024, quando ficou em 3%. O dado indica ampliação da inserção de jovens e profissionais em formação no mercado formal.
As mulheres ocuparam 54,9% das novas vagas abertas em 2025, com maior participação no setor de Serviços.
O Informativo Mensal do Emprego está disponível para consulta pública e reúne os principais indicadores que monitoram o desempenho do mercado de trabalho em Santa Catarina ao longo do ano.

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