Marcha e atos culturais marcam o 8M em Florianópolis e em outras cidades de SC

Atividades reuniram coletivos, movimentos sociais e participantes em diferentes regiões do estado

O Dia Internacional da Mulher foi marcado por mobilizações em todo o Brasil neste domingo (8). Em diversas cidades, mulheres ocuparam ruas e praças para denunciar a violência de gênero, lembrar vítimas de feminicídio e cobrar políticas públicas de proteção e igualdade.

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Foto: © Francine Canto Boico

Em Santa Catarina, os atos também reuniram coletivos feministas, movimentos sociais, trabalhadoras e estudantes em diferentes municípios. A principal mobilização ocorreu em Florianópolis, onde a marcha do 8M percorreu o centro da cidade, indo do Parque da Luz ao Trapiche da Beira-mar Norte

A mobilização catarinense fez parte de um movimento nacional que levou mulheres às ruas em capitais e grandes centros urbanos. Em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Salvador, manifestações reuniram milhares de participantes com pautas que vão do combate ao feminicídio à defesa da democracia e da autonomia das mulheres.

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Foto: © Francine Canto Boico

O contexto que impulsiona os protestos é marcado por números elevados de violência de gênero. Segundo dados divulgados por movimentos e organizações que atuam na pauta, o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio no último ano, um recorde que reforça o tom de denúncia presente nos atos realizados neste 8 de março.

Marcha reúne mulheres no Centro de Florianópolis

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Foto: © Francine Canto Boico

Na capital catarinense, a programação começou ainda pela manhã no Parque da Luz. Por volta do meio-dia, manifestantes seguiram em marcha até o Trapiche da Beira-mar levando cartazes, faixas e palavras de ordem contra o feminicídio, a violência doméstica e a desigualdade de gênero.

Foto: © Francine Canto Boico

O ato reuniu mulheres e homens de diferentes idades e trajetórias, integrantes de coletivos feministas, estudantes, trabalhadoras, representantes de movimentos sociais e pessoas da comunidade LGBTQIAPN+. Ao longo do percurso, os participantes destacaram a importância de manter a mobilização pública diante dos índices de violência contra mulheres no país.

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Foto: © Francine Canto Boico

Neste ano, a mobilização foi guiada pelo lema “Mulheres vivas e em luta”, utilizado pelos coletivos que articulam o movimento 8M em Santa Catarina. A proposta é chamar atenção para o direito das mulheres à vida, à dignidade e à segurança, além de reforçar a necessidade de políticas públicas eficazes de prevenção e enfrentamento à violência.

Confira vídeo com cenas da marcha 8M em Florianópolis

Programação mobilizou cidades catarinenses

As atividades em Santa Catarina não se concentraram apenas no dia 8 de março. A agenda do 8M incluiu uma série de ações preparatórias ao longo das últimas semanas, combinando debates, oficinas, atos públicos e eventos culturais.

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Foto: © Francine Canto Boico

Em Florianópolis, um dos destaques foi o seminário “Vivas e Decididas contra o Feminicídio”, realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O encontro reuniu pesquisadoras, representantes institucionais e movimentos sociais para discutir estratégias de enfrentamento à violência contra mulheres.

A programação também contou com oficinas de produção de faixas e bandeiras, apresentações culturais e a exposição “Dez Marchas do 8M”, que relembra uma década de mobilizações feministas na capital.

Atos do 8M ocorreram em diversas cidades de Santa Catarina

Além de Florianópolis, mobilizações ocorreram em diversas regiões do estado.

Em São José, na Grande Florianópolis, o ato reuniu participantes no calçadão do Kobrasol e incluiu caminhada, rodas de conversa e intervenções simbólicas em homenagem às vítimas de feminicídio.

Chapecó realizou um ato público na Praça Coronel Bertaso em defesa da vida das mulheres, enquanto Joinville promoveu uma mobilização na Praça da Biblioteca. Em Blumenau, uma roda de conversa discutiu a presença das mulheres nos espaços urbanos, e em Criciúma o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher organizou uma ação de escuta e conscientização na Praça Nereu Ramos.

Para os coletivos organizadores, a mobilização busca ampliar o debate público sobre desigualdade de gênero e pressionar por medidas concretas de prevenção à violência.

Mais do que uma data comemorativa, o 8 de março segue sendo marcado como um dia de luta e reivindicação por direitos, e as manifestações realizadas neste domingo reforçam que a pauta da segurança, da autonomia e da igualdade para mulheres continua no centro do debate público.

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