O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados de Santa Catarina (SINDPD/SC) lançou a Campanha Salarial 2026 dos profissionais de Tecnologia da Informação no estado. A mobilização reúne trabalhadores de empresas de software, serviços digitais e processamento de dados em torno de uma pauta que busca ampliar direitos e garantir valorização real da categoria.
Entre as principais reivindicações estão aumento real de salário, redução da jornada para 40 horas semanais, vale-alimentação digno, participação nos lucros e resultados (PLR) mais justa e a negociação de auxílio-creche, considerado fundamental para garantir melhores condições de trabalho, especialmente para mulheres da categoria e mães solo.
O lançamento ocorre em um momento de forte crescimento do setor de tecnologia no país. Atualmente, o macrossetor de Tecnologia da Informação e Comunicação movimenta mais de R$ 760 bilhões por ano no Brasil, com expansão acima da média global e investimentos bilionários previstos para os próximos anos.
Apesar desse cenário de expansão econômica, o sindicato afirma que a valorização salarial dos profissionais não acompanha o ritmo de crescimento do setor.
“O setor de tecnologia cresce, movimenta bilhões e sustenta grande parte da economia digital. O que defendemos é simples: se o setor cresce, a valorização dos trabalhadores também precisa crescer”, afirma Taciano Mittmann, presidente do SINDPD/SC.
Em Santa Catarina, o setor também tem papel estratégico na economia. O estado reúne mais de 27 mil empresas de tecnologia e faturamento superior a R$ 38 bilhões, consolidando-se como um dos principais polos tecnológicos do país.
A campanha contará com diversas peças de comunicação e mobilização em todo o estado. Entre as ações já realizadas está a instalação de outdoors da campanha salarial na Grande Florianópolis, Blumenau, Chapecó, Criciúma e Lages, ampliando a visibilidade pública das reivindicações da categoria.
Embora a data-base da categoria seja em agosto, o sindicato afirma que a mobilização começa desde agora e seguirá nos próximos meses com ações de comunicação, mobilização da categoria e diálogo com os trabalhadores do setor.
“A campanha começa antes da mesa de negociação porque valorização não se constrói apenas no momento do acordo. Ela depende de mobilização e participação da categoria”, destaca Taciano Mittmann.

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