O comércio catarinense iniciou o ano com desempenho acima da média brasileira, reforçando o ritmo de expansão do setor no estado. Em janeiro, as vendas avançaram 4% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.
O resultado coloca Santa Catarina à frente do índice nacional, que registrou alta de 2,8% no período, e sinaliza a continuidade de um ciclo de crescimento mesmo após uma base elevada no início de 2025, quando o turismo internacional impulsionou o consumo.
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COMÉRCIO CATARINENSE MANTÉM RITMO ACIMA DA MÉDIA
O avanço registrado em janeiro confirma a resiliência do varejo estadual em um cenário de desaceleração de fatores pontuais, como a redução no fluxo de turistas estrangeiros. Ainda assim, o desempenho segue sustentado por diferentes segmentos da economia.
No acumulado de 12 meses, o crescimento chega a 5,5%, o segundo maior do país, atrás apenas do Amapá, que registrou 7,7%. O resultado também representa o melhor desempenho do comércio catarinense desde o período pós-pandemia.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o dado ganha relevância justamente por considerar uma base de comparação elevada.
“Tivemos um resultado excelente no começo de 2025, com a explosão de turistas argentinos. Neste ano, em que eles vieram em menor número, o crescimento é baseado em outros setores do comércio, como a venda de materiais de escritório, que subiu 42%, entre outros”, afirma.
SETORES ESPECÍFICOS SUSTENTAM O CRESCIMENTO
A diversificação das atividades comerciais aparece como um dos fatores centrais para o desempenho positivo. Segmentos menos dependentes do turismo ganharam protagonismo, ajudando a equilibrar os resultados.
Entre os destaques está o aumento expressivo nas vendas de materiais de escritório, que cresceram 42% no período, indicando uma retomada da demanda corporativa e educacional.
Esse movimento sugere um consumo mais distribuído entre diferentes áreas, reduzindo a dependência de picos sazonais.
VAREJO AMPLIADO AVANÇA EM RITMO MAIS MODERADO
Ao considerar o varejo ampliado — que inclui materiais de construção, veículos e atacarejo — o crescimento foi mais contido. Em janeiro, a alta foi de 0,9%, enquanto o acumulado em 12 meses chegou a 2,5%.
Dentro desse recorte, o principal destaque foi o segmento de materiais de construção, com crescimento de 6,2% no acumulado, o segundo melhor desempenho do país, atrás apenas do Espírito Santo.
A diferença de ritmo entre o varejo restrito e o ampliado indica que, embora o consumo siga aquecido, há variações entre os segmentos, especialmente aqueles mais sensíveis ao crédito e ao custo de financiamento.
O cenário aponta para a continuidade de um crescimento mais equilibrado ao longo do ano, com maior protagonismo de setores diversificados e menor dependência de fatores externos como o turismo internacional.

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