A inadimplência voltou a cair em Santa Catarina pelo quarto mês consecutivo e atingiu 28,1% das famílias em fevereiro. O dado representa uma redução em relação aos 29,8% registrados em janeiro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC).
O movimento é relevante porque indica uma melhora recente na capacidade de pagamento das famílias catarinenses, além de posicionar o estado abaixo da média nacional, que ficou em 29,3% no mesmo período.
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INADIMPLÊNCIA CAI COM AUMENTO DA RENDA
A queda de 1,7 ponto percentual na inadimplência está associada ao aumento da renda disponível, conforme análise da economista da Fecomércio-SC, Edilene Cavalcanti. Com mais recursos em caixa, consumidores conseguiram quitar dívidas atrasadas e reorganizar o orçamento.
“Vemos, no momento, uma tendência clara de recuo da inadimplência, porém ainda em patamares mais elevados do que os registrados no começo do ano. Precisamos acompanhar como será o comportamento desse indicador ao longo do restante do ano. A economia pode ser afetada por uma série de fatores, como a guerra no Oriente Médio e a eleição presidencial. Disso dependem eventuais cortes na taxa de juros, que ajudariam na recuperação da capacidade de compra das famílias”, diz Edilene.
ENDIVIDAMENTO SEGUE ESTÁVEL NO ESTADO
Enquanto a inadimplência apresentou queda, o nível de endividamento das famílias catarinenses manteve-se praticamente estável em fevereiro, passando de 72,9% para 72,8%.
Na comparação anual, houve aumento de 1,6 ponto percentual em relação a fevereiro de 2025. Já frente a fevereiro de 2020, o crescimento acumulado é de 6,8 pontos percentuais.
Apesar disso, o índice permanece abaixo da média nacional, que alcançou 80,2% em fevereiro, e também inferior à média histórica estadual, de 75,1%.
ENDIVIDAMENTO NÃO É NECESSARIAMENTE NEGATIVO
Especialistas destacam que o endividamento, por si só, não representa um problema. A contração de dívidas está frequentemente associada à aquisição de bens de maior valor, como imóveis e veículos.
“O problema passa a existir quando as famílias perdem a condição de pagar essas dívidas, gerando a inadimplência. Porém, em fevereiro, houve uma leve redução no número de famílias que afirmaram não ter condições de pagar as contas em atraso. Isso ocorre após uma elevação significativa desse indicador no ano passado”, conclui Edilene.
A combinação de queda na inadimplência e estabilidade no endividamento sugere um cenário de leve melhora financeira no estado, embora ainda haja incertezas econômicas que podem influenciar o comportamento das famílias ao longo de 2026.
Com informações da Fecomércio SC

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