O Programa Família Acolhedora passa a integrar oficialmente a rede de proteção social de São José a partir desta quarta-feira (25). O lançamento ocorre às 13h, no Centro de Atenção à Terceira Idade (Cati), como parte das comemorações pelos 276 anos do município.
A iniciativa cria uma alternativa ao acolhimento institucional, permitindo que crianças e adolescentes afastados da família por decisão judicial sejam recebidos temporariamente em lares cadastrados. A proposta busca garantir um ambiente mais próximo da convivência familiar e fortalecer a proteção integral desse público.
Conteúdos
O QUE É O PROGRAMA FAMÍLIA ACOLHEDORA
O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora prevê que famílias voluntárias recebam, por um período determinado, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A medida é aplicada por decisão judicial e não configura adoção.
O objetivo é oferecer cuidado individualizado, vínculos afetivos e um ambiente seguro durante o período de afastamento da família de origem. A ação está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e integra a política pública de assistência social.
AMPLIAÇÃO DA REDE DE ACOLHIMENTO
Antes mesmo do lançamento oficial, o município intensificou ações de divulgação em órgãos públicos, instituições de ensino e estabelecimentos comerciais. A estratégia busca ampliar o número de famílias interessadas em participar do programa.
A secretária municipal de Assistência Social, Rita de Cássia Faversani, destaca que o engajamento da comunidade é essencial para o funcionamento da iniciativa. “As ações de divulgação e formação são essenciais para a consolidação do serviço no município. Esses momentos são fundamentais para ampliar o número de famílias acolhedoras e garantir que esse acolhimento aconteça de forma responsável, consciente e segura”.
A psicóloga e coordenadora do serviço, Ávila Sonia da Silva, reforça o caráter temporário do acolhimento. “A família acolhedora promove o cuidado temporário, mas a proteção será para a vida toda. É um gesto de amor que transforma a vida de quem acolhe e de quem é acolhido”, explica.
ATENDIMENTO E SUPORTE ÀS FAMÍLIAS
O programa prevê acompanhamento contínuo por uma equipe técnica formada por assistentes sociais e psicólogos. As famílias participantes também recebem suporte financeiro durante o período de acolhimento.
Segundo o prefeito Orvino Coelho de Ávila, a iniciativa representa um avanço na política pública local. “Com esse serviço, garantimos alternativas de acolhimento mais humanizadas, com atenção individualizada e cuidado próximo. É uma medida de proteção e humanidade que fortalece a nossa rede de apoio às crianças e adolescentes”.
COMO SE CANDIDATAR AO PROGRAMA FAMÍLIA ACOLHEDORA
Interessados em participar do Programa Família Acolhedora podem se inscrever por telefone, WhatsApp ou e-mail disponibilizados pela prefeitura. O serviço atende crianças e adolescentes de 0 a 18 anos incompletos.
Para se tornar uma família acolhedora, é necessário ter mais de 21 anos, residir na região há pelo menos dois anos, apresentar documentação pessoal, comprovantes de renda e residência, além de atestados de saúde física e mental e certidões negativas. Também é exigida disponibilidade para acompanhar a rotina da criança ou adolescente acolhido, incluindo atividades escolares e atendimentos de saúde.
Com informações da Prefeitura de São José

Concurso de Poesias 2026 da Biblioteca Pública de SC busca revelar novos poetas catarinenses
Grande Florianópolis alcança um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil
Santa Catarina ultrapassa 10 mil multas por porte e uso de drogas em locais públicos desde 2024
Detran-SC orienta motoristas a buscar CNHs antes da destruição