Em postagem recente nas redes sociais, o governador Jorginho Mello (PL) apareceu ao lado de armamentos de precisão, entre eles os fuzis canadenses Cadex Kraken e os israelenses IWI Arad, anunciados como parte do reforço às forças de segurança de Santa Catarina. Na publicação, afirmou que criminosos precisam entender que o confronto armado com a polícia “é altamente letal”.
A manifestação ocorre em um contexto delicado para a segurança pública catarinense. Em 2025, o estado contabilizou 96 mortes decorrentes de intervenções policiais, o maior número da série histórica. O índice representa crescimento de 118% em comparação a 2022, quando houve 44 registros, e aumento de 21% em relação a 2024. Dados apontam ainda que cerca de um quarto das vítimas não possuía antecedentes criminais.
O plano, coordenado pela Polícia Civil de Santa Catarina, prevê a distribuição de mais de 440 novos fuzis para unidades da Polícia Militar de Santa Catarina e da Polícia Civil, com investimento estimado em R$ 6,3 milhões.
Para o delegado-geral Marcelo Sampaio Nogueira, a aquisição integra uma estratégia de modernização tecnológica. Segundo ele, equipar os policiais com armamentos considerados de ponta amplia a capacidade de proteção da população e fortalece a atuação das forças de segurança diante de organizações criminosas.
Enquanto o governo sustenta que o endurecimento das ações contribuiu para a redução de 16,4% nos homicídios gerais, críticos e especialistas levantam questionamentos sobre a ampliação do uso de armamentos de calibres como .308 e 7.62x51mm em ambientes urbanos, apontando debates sobre proporcionalidade e uso da força.

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