Movimento Mulher Viva cria rede de prevenção à violência em São José

Representantes do poder público, universidades, forças de segurança e empresários se reuniram nesta quinta-feira (14), em São José, para estruturar ações integradas do Movimento Mulher Viva, iniciativa voltada à prevenção da violência contra mulheres e ao fortalecimento da rede de apoio no município.

O encontro ocorreu no auditório do Centro Universitário Estácio de Santa Catarina, no bairro Barreiros, e definiu as primeiras etapas do projeto-piloto, que começará nos bairros Campinas e Kobrasol. A proposta reúne diferentes setores para ampliar o acolhimento, a conscientização e o acesso a serviços de proteção.

MULHERES TERÃO REDE DE APOIO COM PARTICIPAÇÃO DE COMÉRCIOS E CONDOMÍNIOS

Participaram da reunião representantes da Prefeitura de São José, da Fundação Municipal Educacional (Fundesj), da Câmara de Vereadores, por meio da Procuradoria Especial da Mulher, da Guarda Municipal, além de empresários de salões de beleza, barbearias e integrantes da Associação Síndicos de Valor.

A escolha dos bairros Campinas e Kobrasol ocorreu por causa da grande circulação de pessoas e da possibilidade de articulação com comércios, condomínios e lideranças comunitárias. A intenção é criar uma atuação integrada entre serviços públicos, universidades e setores privados.

A superintendente da Fundesj, Maria Helena Krüger, explicou que o Movimento Mulher Viva atuará em diferentes frentes.

“A proposta é atuar em cinco frentes integradas: rodas de conversa e oficinas, campanhas permanentes, engajamento de homens aliados, acolhimento psicossocial e jurídico, e ações de autonomia econômica para mulheres”, detalhou.

CONDOMÍNIOS PASSAM A TER PAPEL MAIS ATIVO NA PREVENÇÃO

A vereadora e procuradora da Mulher na Câmara de Vereadores, Aline da Silva Castro, destacou a importância da participação de síndicos e condomínios nas ações preventivas.

Segundo ela, São José possui legislação que obriga síndicos a comunicarem casos de violência doméstica às autoridades competentes. A parlamentar também relatou ter recebido, nesta semana, uma denúncia anônima relacionada ao tema.

A participação de condomínios faz parte da estratégia de ampliar os pontos de atenção e identificação de possíveis situações de violência contra mulheres dentro das comunidades.

UNIVERSIDADE E GUARDA MUNICIPAL INTEGRAM AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO

A Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Estácio SC, Roberta Caetano, afirmou que o envolvimento coletivo fortalece as ações de proteção e conscientização.

“A universidade tem papel fundamental na transformação social e na construção de soluções coletivas. Participar do Movimento Mulher Viva é fortalecer uma rede de proteção que une educação, acolhimento e conscientização para prevenir a violência contra as mulheres”, citou.

Além das ações educativas e comunitárias, o Movimento Mulher Viva pretende ampliar a divulgação dos canais de denúncia e atendimento às vítimas.

CANAIS DE DENÚNCIA E ATENDIMENTO ÀS MULHERES

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Disque 180, canal nacional de atendimento, ou pelo 190 em situações de emergência.

O atendimento da Procuradoria Especial da Mulher ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, na sede da Câmara de Vereadores de São José. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp (48) 98843-7791.

Com informações de Prefeitura de São José
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