Ligações de importunação ao Samu passam de 560 em SC e prejudicam atendimento de emergências
As ligações de importunação ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram a 568 registros em Santa Catarina entre janeiro e a primeira semana de junho de 2026. As chamadas, que incluem ameaças, ofensas, assédio sexual e outras formas de abuso contra os profissionais, comprometem o atendimento e podem atrasar o socorro de pacientes em situações de risco.
A Grande Florianópolis concentrou 385 ocorrências, o equivalente a 68% do total registrado no estado. O Vale do Itajaí respondeu por 15% das chamadas, enquanto o Extremo Oeste somou 7,5%, evidenciando que o problema atinge diferentes regiões catarinenses.
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LIGAÇÕES DE IMPORTUNAÇÃO AFETAM O FUNCIONAMENTO DO SAMU
Além dos tradicionais trotes, as centrais de regulação do Samu enfrentam diariamente chamadas com ameaças, xingamentos e assédio sexual direcionados aos atendentes. Essas ocorrências ocupam linhas telefônicas, interrompem o fluxo de trabalho das equipes e podem comprometer a resposta a casos reais de urgência.
“Uma ligação indevida pode atrasar o socorro e colocar vidas em risco. Os números de emergência existem para proteger o cidadão e todas as chamadas são registradas e identificadas. O Samu capacita suas equipes para atender com agilidade e segurança, por isso ao ligar para o 192 é fundamental que o cidadão mantenha a calma, seja educado e responda às perguntas feitas, garantindo o envio correto do atendimento”, destaca Marcos Fonseca, superintendente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde (SUE/SES).
Embora o número de registros tenha caído 14% entre 2024 e 2025 — de 1.892 para 1.623 ocorrências —, a prática continua sendo um dos desafios enfrentados pelas Centrais de Regulação de Urgência.
“Ao divulgar esses números, queremos alertar a população sobre a gravidade desse tipo de atitude. Cada ligação de importunação ocupa uma linha que pode fazer falta em uma situação real de risco à vida e ainda impacta o trabalho das equipes responsáveis pelo atendimento”, destaca Carla Birolo Ferreira, diretora-geral do Samu/Fahece.
PROFISSIONAIS RELATAM CASOS DE AMEAÇAS E ASSÉDIO
Entre os episódios registrados na Central de Regulação de Urgência da Grande Florianópolis estão ligações com conteúdo sexual, ameaças de agressão física e ofensas dirigidas aos atendentes.
Nessas situações, a orientação é que os profissionais encerrem rapidamente o contato e façam o registro da ocorrência no sistema para documentação e acompanhamento.
CONSCIENTIZAÇÃO BUSCA REDUZIR CHAMADAS INDEVIDAS
Para combater o problema, o Samu de Santa Catarina mantém o projeto EducaSAMU, que promove atividades em escolas para orientar crianças e adolescentes sobre a utilização correta do telefone 192.
O serviço reforça que o número deve ser acionado exclusivamente em situações de urgência e emergência, como acidentes graves, suspeita de infarto ou AVC, dificuldade respiratória e perda de consciência.
Dependendo do teor da chamada, as ligações de importunação podem configurar crimes previstos no Código Penal Brasileiro, como ameaça, injúria e importunação sexual. A expectativa é que as ações de conscientização contribuam para reduzir esse tipo de ocorrência e mantenham as linhas de emergência disponíveis para quem precisa de atendimento imediato.
Com informações de Agência SECOM SC





